5 tarefas para um ecossistema mais diverso à comunidade LGBTQIA+

5 tarefas para um ecossistema mais diverso à comunidade LGBTQIA+ | Foto por jcomp no Freepik.

Mais que puramente simbólico,  28 de junho é o dia de celebrar o orgulho e a história de luta de toda a comunidade LGBTQIA+.  A data, que não foi escolhida ao acaso – já falamos dela aqui no blog – parece vir selar um mês inteiro de discussões, reflexões e ações em prol da comunidade.

No entanto, se posicionar apenas nesse mês não é o suficiente. É preciso agir em prol da diversidade e inclusão todos os dias e com ações concretas.

Pilar de sustentação de qualquer ecossistema empreendedor, a diversidade e inclusão de pessoas da sigla é uma maneira de impactar socialmente essa população, ao mesmo tempo que traz mais inovação e crescimento para negócios e comunidades.

A comunidade LGBTQIA+ no ecossistema

Hoje, no Brasil, estima-se que há pouco mais de 13 mil startups. Dados de uma pesquisa feita pela Abstartups (Associação Brasileira de Startups) mostram que dentre os criadores de negócios com base tecnológica do país, apenas 3,9% possuem fundadores que se declaram homossexuais (o G e o L). Nas demais letras da sigla, a representatividade é ainda menor: 1,5% se identificam como bissexuais, 0,1% como transgêneros e 0,2% como pertencentes a outras siglas.

Empregabilidade LGBTQIA+

Sem dúvidas, aumentar a taxa de empregabilidade de pessoas da comunidade é uma das melhores e mais eficazes maneiras de tirar as pessoas LGBTQIA+ das margens da sociedade, impactando socialmente e economicamente essas pessoas.

Porém, dados da Abstartups ainda nos mostram um cenário desafiador. Se por um lado, 75,1% das startups brasileiras acreditam que apoiar a diversidade e inclusão em seus negócios é um fator importante, outras 19,5% consideram que é importante, mas não essencial e 5,4% acham que o estímulo a essas iniciativas é “pouco importante” ou “nem um pouco importante”.

Apesar de relativamente alta a primeira porcentagem, na prática o impacto não se concretiza: apenas 3,3% das startups possuem pelo menos um colaborador transgênero, por exemplo.

Hora de tornar o ecossistema mais colorido!

Seja para aumentar a taxa de empregabilidade, ou então aumentar o número de empreendedores pertencentes a sigla, é fundamental que comunidades e ecossistemas se posicionem e criem ações para incluir pessoas LGBTQIA+.

Todos, de grandes corporações a startups, podem se movimentar para garantir a inclusão e, ainda mais importante, o acolhimento dessas pessoas.

E como fazer isso? Bem, nós temos algumas dicas e exemplos do que já está sendo feito por aqui.

1. Comitês de Diversidade & Inclusão

Manter um comitê de Diversidade & Inclusão é uma das maneiras mais eficazes de se discutir a experiência e vivência de pessoas LGBTQIA+ no ambiente corporativo. Dessa forma, ele pode funcionar como uma rede de apoio interna entre as pessoas pertencentes a comunidade e se torna essencial para o acolhimento.

Além disso, a presença de um comitê é o espaço ideal para se discutir e articular ações em prol da diversidade dentro e fora da empresa.

Hoje, é fácil encontrar comitês de diversidade em grandes empresas – Superlógica, IBM e Ambev são algumas das corporações aqui de Campinas e região que mantêm grupos do tipo – mas não é uma exclusividade para elas. Pequenas empresas e startups podem unir seus colaboradores LGBTQIA+ na criação de um comitê único e assim criar uma rede de apoio ainda mais diversa.

2. #PrideSkill

Na busca de talentos ou na criação de processos seletivos, ter um RH orientado para a diversidade, criar ações afirmativas e vagas exclusivas para a candidatura da comunidade LGBTQIA+ é uma alternativa de garantir que essas pessoas se engajem e se sintam confortáveis em ocupar espaços nas empresas.

É comum, sobretudo startups, terem dificuldade em aumentar seus colaboradores pertencentes à sigla pela falta de meios de identificação de profissionais do grupo. Por isso, a #PrideSkill pode ajudar.

Recentemente, a multinacional P&G e o Fórum de Empresas e Direitos LGBTI+ lançaram uma campanha para conectar profissionais LGBTQIA+ a empresas preocupadas com a diversidade. A campanha incentiva que os profissionais desse grupo adicionem a categoria “pride” na seção skills do Linkedin, tornando mais fácil a busca pelos recrutadores.

Além disso, hoje existem vários projetos que podem ajudar no recrutamento de pessoas com esse perfil, e que de fato impactam a comunidade, como o Projeto Transpor, a Camaleao.co, a Transempregos, dentre outros.

3. Formando profissionais

Iniciativas como a Pride Skill são importantes, mas estão longe de resolver o problema que é o acesso da pessoa LGBTQIA+ na área de tecnologia e inovação.

Pelos mais variados motivos e estigmas que membros da comunidade sofrem, grande parte não tem a segurança psicológica e econômica para garantirem formação escolar, acadêmica e profissional. É comum ter histórias de pessoas que largam os estudos por bullying, por terem sido expulsas de casa muito cedo e não encontrarem empregos formais pelo simples fato de serem quem são.

É válido para todo ecossistema que quer ser diverso e inclusivo pensar em alternativas para garantir formação para que essas pessoas comecem ocupar espaços no mercado de trabalho.

No ecossistema campineiro, a Share RH, com o apoio de outras empresas, lançaram o Pride Dev, programa de formação em linguagens de programação exclusivo para pessoas LGBTQIA+.

Iniciativas assim são importantes para a inclusão desde a base do negócio, e são modelos replicáveis para formar talentos em todas as áreas de uma empresa.

4. Protagonismo e Plano de carreira

Incluir pessoas LGBTQIA+ na base é importante, mas para impactar de fato é preciso ir além. É importante que as empresas do ecossistema tenham planos de carreira e deem condições para que essas pessoas cresçam e ocupem cargos de liderança.

Uma ação bem vista tanto por questões de governança, mas também de representatividade e legitimação das intenções realmente inclusivas da empresa.

Isto faz com que cada vez mais pessoas da sigla a se sintam representadas e estimuladas a ocupar espaços no mercado, bem como ajuda no combate a preconceitos, que é uma dor bastante difícil de resolver.

5. É preciso formar empreendedores mais coloridos!

Em uma breve reflexão, é fácil constatar através de experiências puramente pessoais que os ecossistemas empreendedores e inovadores são, ainda hoje, ocupados em sua maioria por homens cisgêneros e brancos.

É preciso de mais mulheres, pessoas negras, pessoas com deficiência e, claro, LGBTQIA+, ocupando esses espaços e trilhando jornadas empreendedoras e inovadoras. E uma maneira de ultrapassar barreiras sociais e estimular a presença dessas pessoas como protagonistas em um ecossistema é criando oportunidades para elas nesse sentido.

Eventos e desafios especialmente dedicados ao público LGBTQIA+, como hackathons, são uma boa maneira de trazer a jornada empreendedora como alternativa de carreira para membros da comunidade.

Além disso, empreendedores e outros agentes do ecossistema podem criar programas de mentoria ou se colocarem disponíveis para ajudar a desenvolver ideias de pessoas da comunidade que queiram iniciar sua jornada empreendedora.

Por fim, é preciso salientar que, mais do que pela responsabilidade social – fato por si só importantíssimo – a inclusão e diversidade LGBTQIA+ nos ecossistemas é uma forma de potencializar a inovação. São pessoas com formações variadas, experiências de vida distintas, visões de mundo diferentes e outras necessidades.

E para inovar é preciso que haja conexões de informações distintas, o que não se consegue em um espaço ocupado por iguais.


Redação por:
Felipe, da Campinas Tech.

Mapeando o Ecossistema de Campinas

Campinas recebe cada vez mais destaque como um importante polo tecnológico e industrial, rompendo fronteiras regionais e até mesmo nacionais.

Seja pelo Sirius, a mais complexa infraestrutura científica já construída no país e uma das primeiras fontes de luz síncrotron de 4ª geração do mundo; ou o Hub Internacional para o Desenvolvimento Sustentável, iniciativa ousada que está sendo planejada pela Unicamp; é preciso enaltecer todo um ecossistema que gera – e muito – valor para a cidade.

Vista de drone da região central de Campinas (2020) | Foto: Acervo Campinas Tech | Divulgação.

A importância do Ecossistema

Recentemente classificada pelo IBGE como metrópole, Campinas detém valores bastante expressivos. Só no ano passado (2019), a cidade foi eleita como a mais inteligente e conectada do país e seu PIB atingiu o maior nível dos últimos cinco anos.

Neste cenário, o setor de serviços concentra a maior fatia do PIB e o área de tecnologia tem importante participação neste feito.

Tais resultados são fruto de esforços conjuntos de vários atores do ecossistema: poder público, instituições de ensino e pesquisa, indústrias, pequenas e médias empresas, além de startups.

Se tratando destas últimas, Campinas é a segunda maior cidade do estado em número de startups. De acordo com o levantamento da Abstartups, são 144 empresas deste estilo na região, ficando atrás apenas da capital.

Todos esses dados mostram como o ecossistema se comporta de maneira viva, mas também muito volátil. Por isso, é preciso criar maneiras de documentar e analisar seu comportamento, além de monitorá-lo constantemente.

Com esse fim, ao longo dos últimos meses, uma frente de trabalho voluntária da Campinas Tech, comandada por Emerson Silva, resolveu criar o mapeamento do ecossistema.

O Mapeamento

A partir de um trabalho altamente colaborativo, a Campinas Tech disponibiliza a partir de agora uma plataforma para mapear os atores de tecnologia de Campinas e Região.

Basicamente, o mapeamento reúne startups, instituições de ensino, centros de pesquisa, universidades, grandes empresas e startups que exercem atividades baseadas em desenvolvimento tecnológico.

A plataforma utiliza um sistema similar ao Google Maps e busca oferecer um levantamento mais real e atual sobre o setor tecnológico. Construída sob open source, a plataforma é aberta para quem quiser colaborar na construção e aperfeiçoamento de seus recursos.

Benefícios da plataforma

Mais do que um simples depósito de dados do ecossistema, o mapeamento nos permite fazer várias análises sobre o seu comportamento.

Analisar a distribuição geográfica do seus atores pode ajudar na elaboração de políticas públicas e no aperfeiçoamento do ambiente regulatório, por exemplo. Ou então, visualizar a concentração de startups de dado segmento pode atrair mais investidores. As possibilidades são inúmeras.

Memória & Cultura Empreendedora

Além de mapear os agentes institucionais, o plataforma também disponibiliza uma aba que faz um panorama das principais ações e pessoas do ecossistema que contribuem para que Campinas tenha um passado, presente e futuro atrelado ao empreendedorismo e inovação.

São listados, por exemplo:

Dessa forma, o mapeamento não só traz dados, mas cumpre o papel de mostrar que tecnologia, empreendedorismo e inovação já são aspectos inerentes à cultura campineira.

Confira o Mapeamento agora mesmo!


Redação por:
Felipe, da Campinas Tech.

Falta de mão de obra na área de desenvolvedores e as oportunidades desse mercado

Falta de mão de obra na área de desenvolvedores e as oportunidades desse mercado | Foto de ThisIsEngineering no Pexels

Dentre todas as demandas de mão de obra no mercado de trabalho atual, a que mais se evidencia no mundo todo é a dos profissionais de Tecnologia da Informação. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a área deve ter até o ano de 2024, cerca de 290 mil vagas em aberto, o grande desafio é a falta de mão de obra qualificada.

As empresas de tecnologia estão crescendo acima da média e existe poucos profissionais formados no mercado na área, esse desafio de encontrar profissionais qualificados e certificadas nesta área tem sido um grande desafio, não só para os Recursos Humanos, como para toda a organização, que sofre com a demora na entrega de projetos e solução dos problemas, em um mundo cada vez mais dependente da automatização e informatização de seus dados, que refletem na melhoria de processos e redução de custos.

Para sanar esse grande desafio da sociedade é necessário corrigir o problema da formação. Em Campinas a Share RH, um hub de soluções em Recursos Humanos, vem desenvolvendo desde o ano de 2019 diversos programas para formação de profissionais na área, realizando parcerias com grandes empresas como Venturus e criando programas próprios de inclusão como Woman Can Code e AfroDev.

Segundo o site que divulga vagas em aberto, “Trabalha Brasil”, existem mais de 4 mil vagas para a área de desenvolvedores em Campinas, para os jovens e pessoas que querem migrar de área é uma oportunidade, já que com a falta de profissionais para suprir a demanda, conseguimos identificar grandes benefícios na área como salários acima da média.

Diante de todo o cenário previsto a Campinas Tech uniu esforços com a Share RH para participar de um programa nacional com o Novo Futuro Tech onde serão pré-selecionados 1.000 participantes que receberão bolsas para formação básica em programação e posteriormente haverá a possibilidade de contratações com as empresas parceiras do programa. Conheça o Campinas Tech Talents!


 

Redação por:
Maíra Rodrigues, Head of Staff da Campinas Tech.

LGBTQIA+: 4 startups para trazer diversidade e inovação aos negócios

LGBTQIA+: 4 startups para trazer diversidade e inovação aos negócios | Foto por Freepik.

Junho é o mês de celebração e reconhecimento para toda a comunidade LGBTQIA+ e o dia 28 é um marco mundial nessa luta. Isso porque, neste mesmo dia em 1969, os frequentadores do bar Stonewall Inn, em Nova Iorque, resolveram dar um basta nas constantes batidas policiais que aconteciam no local. O bar, assim como o movimento gerado a partir dele, existe até hoje.

O episódio, conhecido como a Revolta de Stonewall, acabou se tornando um marco de resistência e deu oficialmente início à luta da comunidade pelos seus direitos. Desde então, ela vem conquistando mais espaço na sociedade, que se reflete na própria sigla.

O movimento LGBTQIA+ busca lutar a cada dia pelos direitos básicos de lésbicas, gays, bissexuais, transexuais ou transgêneros, queer, intersexuais, assexuais e o símbolo de “mais” para abrigar todas as demais orientações sexuais e identidades de gênero que existem.

A inclusão LGBTQIA+ atualmente

Hoje, sem dúvidas, o cenário nos mostra a evolução do movimento, mas que não deve nos enganar: muito ainda precisa ser conquistado. No Brasil, país com a maior Parada do Orgulho LGBT do mundo e com recentes conquistas de direitos – como o direito ao casamento civil homoafetivo e a criminalização da homofobia, ainda é um dos países que mais matam pessoas da comunidade.

Este cenário demonstra um preconceito ainda muito enraizado na sociedade brasileira. Por isso, mais do que apoiar, é preciso ser aliado à causa e garantir que a comunidade saia da marginalização.

É preciso ser aliado do movimento LGBTQIA+

O ecossistema empreendedor e de startups tem um papel muito grande nesse sentido de reparação. Justamente pelo seu potencial inovador e disruptivo, é essencial que seus espaços sejam ocupados cada vez mais pela diversidade, que traz consigo novas visões de mundo e a possibilidade de novas soluções.

Não à toa, hoje já existem negócios criados por LGBTQIA+ e destinados exclusivamente à comunidade, garantindo não só a representatividade social, mas também destacando a importância econômica de se investir neste público.

Por isso, a fim de ajudar startups ou grandes empresas a tornarem seus negócios mais diversos e de fato aliados à causa, listamos alguns cases do ecossistema brasileiro que podem torná-los mais inovadores e coloridos.

1. TODXS

Pioneira no segmento, a TODXS é uma startup social brasileira sem fins lucrativos que promove a inclusão LGBTQIA+. Seu trabalho consiste na coleta de dados e o seu posterior processamento e tradução, a fim de criar iniciativas direcionadas para três pilares: Sociedade, Governo e Empresas.

Com isso, a startup pretende atingir a sua missão de empoderar a comunidade, educar a sociedade e transformar o Brasil em um país verdadeiramente inclusivo e livre da discriminação.

2. GoFriendly

Destinada principalmente a apoiar o setor de serviços, a GoFriendly é uma startup que celebra e promove a diversidade e inclusão em estabelecimentos comerciais, e funciona de forma colaborativa com esses negócios.

Seu produto busca conectar bares, cafés, restaurantes e outros estabelecimentos e serviços com pessoas LGBTQIA+ que buscam lugares diversos, inclusivos e seguros.

Isso tudo depois de um rigoroso processo de curadoria dos estabelecimentos, qualificação do negócio e posterior certificação.

3. Camaleao.co

A Camaleao.co pretende ser a parceira ideal das empresas em prol da diversidade e inclusão dos LGBTQIA+ em seus espaços e processos.

Além de fazer o match entre perfis da comunidade e as posições disponíveis nas companhias, a startup também promete criar soluções conjuntas para que os negócios se tornem de fato mais inclusivos e coloridos no seu dia a dia.

4. Lacrei

Criada para potencializar a inclusão médica, social e jurídica dos LGBTQIA+, a Lacrei é uma startup que auxilia a busca pela garantia dos seus direitos.

Em sua plataforma virtual, que pode ser acessada via website ou aplicativo para smatphone, é possível encontrar serviços médicos que aceitem e respeitem essa população. Pessoas trans, por exemplo, sofrem muito mais do que cisgêneros para usufruir de serviços médicos.

É possível ainda obter auxílio de advogados e aprendizados jurídicos para saber como proceder em casos de violação de direitos e participar de um fórum livre de discussões sobre a inclusão da comunidade.

Por fim, os usuários têm acesso a uma rede de empresas inclusivas e acolhedoras que oferecem oportunidades de empregos.

Torne seu negócio mais diverso a partir de agora!


Redação por:
Felipe, da Campinas Tech.

César Gon concorre a “Empreendedor do Ano Global”, saiba como ajudar

César Gon, fundador e CEO da CI&T, e Empreendedor do Ano 2020 pela EY no Brasil | Foto: Divulgação.

Um dos maiores nomes do nosso ecossistema, César Gon – fundador e CEO da CI&T – foi eleito em outubro de 2019 como o Empreendedor do Ano pela Ernst & Young (EY) no Brasil. O empreendedor concorreu ao prêmio Master com outros cinco grandes empresários brasileiros e agora representa o país na disputa pelo título global.

Genuinamente campineira, a CI&T é uma multinacional brasileira de soluções digitais, com trajetória semelhante às gigantes do Vale do Silício: a empresa começou com Gon e mais dois amigos em uma garagem. No comando da empresa desde então, César é uma inspiração para qualquer empreendedor e motivo de orgulho para o ecossistema empreendedor de Campinas.

+ Conheça um pouco melhor da história de César Gon em nosso ebook “Somando, Multiplicamos”, com a história dele e de outros grandes empreendedores do nosso ecossistema.

Hoje, mais de vinte anos depois de criar a empresa, o empreendedor representa o Brasil na etapa mundial do EY Empreendedor do Ano. Nesta etapa ele disputa o voto popular com empresários de todo o mundo.

A cerimônia de anúncio será online e acontece no próximo dia 04 de junho, às 15:00 horas pelo horário de Brasília.

Para votar, é muito simples, é só seguir os seguintes passos:

  • Acesse o perfil do César Gon na página oficial do evento (clique aqui);
  • Vá até o final da página e clique em “Vote Now”;
  • Selecione “Yes, I consent”;
  • Clique “Next”;
  • Selecione o César Gon;
  • Vá até o final da página e clique em “Submit”.

Dessa forma, você pode seguir votando quantas vezes quiser e nos ajuda a trazer esse título para o Brasil e Campinas! Por isso, contamos com o apoio e voto de todos.

Até lá, que tal acompanhar um trechinho do último Master Guide, onde César Gon compartilha um pouco da sua visão acerca do papel do CEO em uma empresa:

A próxima mentoria acontece dia 15 de junho, e contará com Gisele Paula, cofundadora do Reclame Aqui, mentorando os participantes sobre Customer Experience. Não perca!


Redação por:
Felipe, da Campinas Tech.

Inteligência Artificial transformando negócios

Nascida literalmente dentro da Unicamp, a NeuralMind vem se destacando no mercado de inteligência artificial com o desenvolvimento de soluções para problemas complexos do setor, como o processamento de imagens e vídeos, análise de textos, detecção de fraudes, garantia de compliance e reconhecimento de padrões.

Patricia Magalhães de Toledo e Roberto Lotufo, CEO e CTO da NeuralMind, respectivamente | Foto: Divulgação/PEGN.

A empresa, que tem em sua fundação um pesquisador e professor titular da Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação (FEEC) e uma ex-diretora da Agência de Inovação da Unicamp, recentemente tem atraído olhares para o ecossistema empreendedor campineiro graças aos reconhecimentos e títulos que vem recebendo. Hoje, saberemos um pouco mais dessa trajetória nesta entrevista concedida para a Campinas Tech.

1. Antes de mais nada, como nasceu a NeuralMind?

É fácil observar que algumas empresas ainda pecam em celeridade em determinados processos, pois ainda não passaram totalmente ou mesmo parcialmente por uma transformação digital. Isso não significa reestruturar toda a companhia de uma vez, mas passa por adotar soluções que rapidamente comprovam seu valor, com economia de tempo, de gastos, redução de erros e demonstram maior eficiência.

Dito isso, aplicações usando inteligência artificial se mostraram disruptivas em vários setores, como: jurídico, financeiro, compliance. A NeuralMind, alinhando pesquisa de ponta e um forte viés para negócios, como são as competências dos sócios, nasceu para fornecer essa tecnologia e atuar sempre na fronteira do conhecimento.

2. Qual tipo de solução a NeuralMind desenvolve para o mercado jurídico brasileiro?

A NeuralMind desenvolve soluções de análise de texto e imagens para o mercado jurídico, automatizando, reduzindo erros, dando subsídios a tomada de decisão ágil e precisa e facilitando processos. Nesse segmento há um grande volume de documentos para serem analisados, e sabemos que a capacidade humana de leitura contínua de diversos documentos é bem limitada. Nossa tecnologia é capaz de fazer o reconhecimento automático de documentos diversos, extrair essas informações de interesse, fazer buscas em bases públicas (diário oficial, por exemplo), classificá-las e fazer análises. No caso de uma publicação de andamento de processos, podemos ajudar os escritórios no monitoramento dos seus casos, identificando informações que identifiquem facilmente para os advogados em que casos eles precisam tomar alguma ação.

3. Vocês são, atualmente, uma das “Empresas Filhas” da Unicamp mais reconhecidas. Hoje, residem no Polo Tecnológico da Universidade. Como é a relação de vocês com a Unicamp e qual o impacto que estar inserido nesse meio, inclusive fisicamente, tem para o negócio?

Temos um relacionamento muito próximo com a universidade, pois vemos muito valor nessa interação. Nosso CTO, Roberto Lotufo, é professor aposentado da Unicamp e continua como professor colaborador, ministrando uma disciplina de deep learning. Não à toa, quase 100% dos nossos profissionais são mestrandos, mestres, doutores e pós-docs advindos da Unicamp. Estamos também engajados em firmas cooperações com os docentes da faculdade, que fazem pesquisa de ponta e podem nos ajudar a avançar ainda mais rápido.

Estar dentro do Parque Científico e Tecnológico da Unicamp também é um grande diferencial, porque além de respirar esse ambiente de pesquisa e inovação, estamos em permanente contato com outras empresas, o que nos permite fazer mais parcerias e negócios.

Além disso, a Inova Unicamp, gestora do Parque, nos dá um apoio ímpar e muito profissional em nossa trajetória empreendedora.

Time da NeuralMind | Foto: NeuralMind/Divulgação.

4. Inteligência Artificial e Deep Learning, no geral, são áreas em desenvolvimento e crescimento exponencial, sem dúvidas. Como vocês se enxergam hoje nesse meio?

Somos uma empresa que trabalha na fronteira do conhecimento para conseguir entregar ao mercado as melhores soluções em aplicações de Machine Learning e Deep Learning. O mercado está muito atento a esse tipo de solução, pois aplicações dessas tecnologias têm causado disrupções em vários segmentos. A NeuralMind se propõe a cooperar com essas áreas, trazendo soluções de impacto para o mercado.

Recentemente, conseguimos traduzir o mais recente algorítimo do Google, BERT, para o Português. Fomos os pioneiros a conseguir essa difícil conquista, que vai ajudar a comunidade acadêmica e empresarial nacional. Com isso, o reconhecimento tem vindo do mercado: triplicamos nosso faturamento em 2019, recebemos vários prêmios e estamos no ranking top 10 em computer vision da 100 Open Startups.

5. Como vocês destacaram, a NeuralMind tem se destacado e sendo reconhecida em diversos prêmios e rankings de startups ( Top 100 da 100 Open Startups, Amcham Arena, LivDet e dentre outros). Que importância esses reconhecimentos têm para o negócio e qual o aprendizado que eles trazem para o dia a dia da startup?

Esses reconhecimentos mostram que estamos no caminho certo. Comprovam que academia e mercado devem andar juntos para que soluções mais inovadoras sejam incorporadas diariamente às empresas. Isso também nos traz muita visibilidade, pois é um selo que reafirma nosso bom trabalho.

6. No começo de dezembro, a NeuralMind foi a selecionada na área de Legal Print na 3ª edição da Thomson Reuters Accelerator Day no Brasil. Pode nos contar como foi esse processo?

Nos candidatamos ao desafio e passamos por etapas de entrevista. Apresentamos nossa solução de análise de dados jurídicos, capaz de gerar insights e ampliar a inteligência no processo de decisão. Selecionados na categoria de software jurídico. Fomos os únicos dentre 70 startups inscritas validados para PoC (prova de conceito, sigla que vem do inglês Proof of Concept) no setor jurídico , e caso seja bem sucedida já seremos fornecedores da Thomson.

Atualmente estamos realizando a PoC, acompanhados proximamente pelo time da Thomson. É um programa muito bem estruturado. Estar próximo a grandes empresas nos permite exposição a desafios mais complexos, ganhar escala e levar nosso produto a mais clientes.

Troféu recebido pela NeuralMind, finalista do Accelerator Day 2019 da Thomson Reuters

7. Quais as expectativas a partir de agora com a NeuralMind sendo uma das selecionadas para o programa?

Nossas expectativas são muito positivas. Temos grande confiança de que essa será uma parceria que renderá muitos frutos. Como startup, desenvolver projetos em colaboração com grandes empresas nos permite aprender muito e escalar nossas soluções. Para elas, nós levamos a agilidade de uma startup no desenvolvimento de novas soluções.

8. A NeuralMind nasceu e continua residindo em Campinas. Vocês consideram que a cidade é um bom lugar para os que desejam iniciar um novo negócio?

Sim, sem dúvida. O ecossistema empreendedor de Campinas é um dos mais fortes do Brasil, e Roberto e Patricia têm orgulho de estar nesse ecossistema que ajudaram a criar. Campinas alinha uma série de fatores que são destacáveis: centros universitários de excelência, cinco parques tecnológicos, grandes empresas atentas à inovação e um berço de startups que cresce a cada dia. Isso, sem dúvida, faz da cidade um ecossistema pujante.

9. Pela experiência com a NeuralMind, o que a cidade oferece ou deveria oferecer como atrativo aos empreendedores?

Mão de obra qualificada é algo que salta aos olhos em Campinas. Com tantas universidades de ponta, conseguimos recrutar novos talentos com grande potencial e muito orientados à pesquisa e inovação. E com a grande excelência técnica do nosso CTO, conseguimos formá-los com excelência, mais rapidamente.

10. A NeuralMind faz parte da comunidade Campinas Tech. De que forma vocês veem iniciativas como a Campinas Tech no fortalecimento do empreendedorismo nas cidades?

O desenvolvimento de comunidade é imprescindível para fazer o ecossistema prosperar através da cooperação. O ecossistema de Campinas tem se desenvolvido muito e mostrado seu valor a nível nacional e internacional. As startups que aqui estão instaladas se beneficiam muito disso, à medida que mais ações são feitas, potencializando negócios locais.


Entrevista e Revisão:
Felipe, da Campinas Tech.

Veja o que aconteceu na Campinas Tech em 2019!

2019 foi um ano muito produtivo para o Ecossistema Empreendedor de Campinas. Esse ano conquistamos o posto de cidade mais inteligente e conectada do Brasil na 5ª edição do Ranking Connected Smart Cities, destacando-se em áreas como economia, tecnologia e inovação, empreendedorismo, governança e mobilidade (Veja a matéria). Justamente por isso, estamos muito felizes pela Campinas Tech ter contribuído para que isso acontecesse.

Ao todo, esse ano foram mais de 2.500 pessoas impactadas com os nossos eventos e mais de 10 mil acessos em nosso site. São 250 empreendedores fazendo parte do nosso ecossistema, e cada um deles representou e contribuiu para que Campinas fosse um lugar melhor para empreender e para que conseguisse se destacar. Nosso muito obrigado membros Campinas Tech! Vocês fazem parte dessa história.

Para relembrar, selecionamos alguns momentos marcantes desse ano. Confira:

Nossa equipe cresceu!

Quem se lembra de antes da fusão Rede Global do Empreendedorismo (RGE) e Associação Campinas Startups (ACS)? Época quando ainda éramos todos voluntários e já acreditávamos no potencial de Campinas e em como o empreendedorismo pode ser um divisor de águas.

Hoje temos uma equipe pronta para trazer ideias novas, qualidade às operações e expandir o que fazemos. (Veja quem somos)

1º Corporate Innovation Forum foi realizado com sucesso

Impactamos mais de 100 pessoas em uma manhã de terça-feira em uma semana de feriado! Após esse evento convidamos nosso membro e amigo Menotti Franceschini para ser líder do Comitê de Corporate Innovation da Campinas Tech, um grupo que tem o propósito de promover a inovação aberta a partir da troca de experiências, além do fortalecimento da cultura de inovação e do ecossistema da região.

A 2ª edição do Corporate Innovation Forum já está confirmadíssima e acontecerá em março. Registre seu interesse para receber em primeira mão a data e os palestrantes.

Reunimos os melhores limões e fizemos uma grande limonada

8ª Conferência Campinas Startups
César Gon, da CI&T; X; Oswaldo Fernandes e Rosana Jamal, da Baita Aceleradora; e José Eduardo Azarite, da Venture Hub; durante trilha de Corporate Innovation na 8ª CCS | Foto: Divulgação.

Contamos com o apoio dos principais players de Campinas para a realização de 9 trilhas temáticas espalhadas pela cidade durante a manhã, trazendo conteúdo de altíssimo nível. No período da tarde contamos com speakers como Fábio Póvoa e Israel Geraldi. Foram mais de 300 pessoas focadas em trazer as melhores ideias para suas empresas!

Tivemos programas de mentorias!

Mentoria em Grupo com Ricardo Cardo, CEO da Enforce
Mentoria em Grupo com Ricardo Cardo, CEO da Enforce, em julho de 2019 | Foto: Campinas Tech

Esse ano colocamos 4 mentorias em ação e são elas: mentoria individual, pareada, avançada e Mentoria em grupo. Foram mais de 50 empreendedores recebendo mentorias qualificadas e diminuindo os riscos de sua startup! Quer saber saber mais detalhadamente sobre os programas de mentoria? Dá uma olhada nessa matéria que preparamos em agosto.

Se depois de tudo isso bateu aquele interesse em ser mentorado, não deixe de se inscrever e receber a sua mentoria! (Veja como e aplique-se).

O ano foi da Educação Empreendedora!

Talk Show Empreendedor no Anglo Paulínia
Talk Show Empreendedor no Colégio Anglo de Paulínia | Imagem: Campinas Tech.

Em 2019, Educação Empreendedora foi um dos principais motores da Campinas Tech para criar um ambiente empreendedor de impacto na cidade e região. A fim de estimular o empreendedorismo como opção de carreira, realizamos 5 edições do nosso tradicional Talk Show Empreendedor em escolas e universidades de Campinas e Região, onde empreendedores foram convidados para retornar à escola a fim de conversar com os alunos sobre suas trajetórias e inspirá-los para uma carreira de propósito.

Mas as ações de educação não pararam por aí. Em nosso site criamos uma seção de conteúdo para empreendedores, com o intuito de mapear o acesso a materiais de empreendedorismo que auxiliem interessados pelo tema a darem seus primeiros passos no assunto. São várias dicas de livros, podcast, vídeos, cursos, influenciadores, instituições e muito mais (confira esse hub de conteúdo).

Fica aqui o nosso agradecimento aos nossos voluntários que atuaram na frente de Educação Empreendedora. Sem eles, não teríamos impactado tantos jovens!

Hackeando no Hacktown

"Espaço Comunidades” no Hacktown
Equipe Campinas Tech, 3xbit e Share Rh no “Espaço Comunidades” | Foto: Campinas Tech

Em setembro, a Campinas Tech marcou presença na programação oficial do Hacktown 2019, em Santa Rita do Sapucaí – MG. O evento, um dos maiores e mais diversos festivais de inovação, tecnologia e economia criativa do país, contou com o “Espaço Comunidades”, sob nossa organização, onde discutimos sobre a importância dos ecossistemas de startups e o fomento de empreendedorismo de impacto com vários atores do universo empreendedor no Brasil.

Aqui no blog, registramos como foi nossa experiência antes e depois do festival, no artigo “Vale da Eletrônica: breve relato sobre o procedimento de visitação técnica”, no qual nossa equipe contou como foi conhecer a cidade e os primeiros preparativos para nossa ação no festival; e o “O que fizemos e aprendemos no Hack Town?”, onde nossa equipe contou tudo o que vivenciou e aprendeu no evento. Não deixe de conferir e fique ligado, porque em 2020 tem mais!

Aprendendo a captar investimentos sem sair de casa

No segundo semestre nossos voluntários da frente de Acesso a Capital colocaram em prática um projeto audacioso: promover lives quinzenais com investidores e empreendedores (com cases de sucesso na captação de investimentos) para um bate papo com perguntas e respostas ao vivo. O projeto ainda está em fase beta, mas vale a pena acompanhar! Confira a última live realizada neste ano:

Após esse ano incrível, só nos resta a agradecer aos nossos patrocinadores e membros por acreditarem em nosso propósito e por fazerem parte da nossa história! Nos vemos em 2020 com muitas novidades!


Redação por:
Maíra Rodrigues, da Campinas Tech.

Apoio e revisão:
Felipe Trevisanutto, da Campinas Tech.

Cerveja e Empreendedorismo? “Dá match”!

Engenheiro Agrônomo, Gustavo Barreira é hoje o empreendedor por trás da Companhia Brasileira de Cerveja Artesanal (CBCA) e com ela almeja ser o principal case de cervejas artesanais do Brasil.

Gustavo Barreira, CEO da CBCA
Gustavo Barreira, CEO da CBCA – Companhia que tem as cervejas Leuven e Schornstein no portfólio | Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação.

Com formação em Engenharia Agronômica pela ESALQ-USP e pós-graduação na área de Finanças pelo Insper, Gustavo iniciou sua carreira no Citibank como trainee, no qual permaneceu por sete anos. Após esse período, migrou para a área financeira de grandes empresas como a Votorantim Celulose e Papel, além de controladoria de fundos de Private Equity.

Todo o conhecimento e experiência adquirida ao longo desses anos no setor corporativo fez com que o empreendimento na cervejaria Leuven, em 2015, fosse natural. Após um crescimento médio anual de 90% desde então, a marca se fundiu com a cervejaria Schornstein, resultando na Companhia Brasileira de Cerveja Artesanal – CBCA, onde hoje Gustavo atua como CEO.

Este ano, Gustavo Barreira foi um dos convidados da 8ª Conferência Campinas Startups, onde nos contou um pouco de sua trajetória e de seu dia a dia empreendendo no setor de cervejaria. Aqui, ele nos concede uma entrevista para relembrar como foi esse bate papo.

1 – Como você começou a empreender?

Sempre me senti motivado trabalhando em grandes projetos nas empresas por onde passei, mas me sentia pouco motivado quando caía na rotina. Sempre tive uma necessidade de realizar, construir algo e portanto a minha migração para a Leuven foi preparada e natural.

2 – Houve um “momento de virada” na construção do seu negócio?

A Leuven vinha crescendo desde 2015 e em 2017 precisávamos expandir, mudar a fábrica e adquirir equipamentos. Estudamos diversas formas de financiar o crescimento, considerando dívida ou mesmo um grande investidor. Mas nenhuma brilhava os olhos. Foi quando tivemos a sacada de fazer um financiamento coletivo e quase que ao mesmo tempo, a CVM emitiu a instrução 588 que regulamentava o equity crowdfunding no Brasil. Sem que tivéssemos um histórico desta operação com cervejarias, nos lançamos neste projeto e o resultado foi incrível, captamos R$1,5M, em 8 dias, recorde de volume e velocidade na época. Isso nos deu força, criou uma comunidade incrível e me fez começar a desenhar o plano da CBCA.

3 – Poderia detalhar um pouco mais a sua trajetória empreendedora?

Sempre empreendi em grandes empresas, o que é completamente diferente de empreender com capital próprio. Começamos na Leuven em 2015, a princípio tocando como um segundo negócio, enquanto eu me preparava para me dedicar 100% à ela.

4 – Quais foram os principais desafios que você precisou vencer ao longo desta trajetória?

Montar um time forte e acesso a capital a custos competitivos. Dois grandes gargalos do nosso país.

5 – E como esses desafios foram enfrentados?

Capacitando aos poucos as pessoas dentro de casa e via o equity crowdfunding.

6 – Quais as dicas que você dá para quem deseja iniciar um novo negócio?

Montar um plano de negócios, ter clareza de onde se quer chegar e dos riscos envolvidos. Se preparar para ser resiliente, isso é fundamental.

7 – Tem planos para sua trajetória empreendedora? Como se imagina ou quer estar no futuro?

A CBCA já é uma realidade e em breve deve crescer com novas aquisições. Pretendemos ser o principal case de cervejas artesanais no Brasil, oferecendo produtos de alta qualidade, marcas premiadas, a preços justos, para consumidores em todo Brasil. Unir o Brasil pela boa cerveja.

8 – Em resumo, qual foi a mensagem que você quis passar na 8ª Conferência Campinas Startups?

O sentimento de realização na vida empreendedora é incrível, mas devemos estar preparados para ser criativos, inovadores e buscar rotas que nossos competidores não enxergam ou não conseguem executar.

9 – Você considera que Campinas é um bom lugar para os que desejam iniciar um novo negócio?

Sem dúvida. Cidade grande, com poder aquisitivo, acesso a boas rodovias e universidades de boa qualidade.

10 – Na sua visão, o que a cidade oferece ou deveria oferecer como atrativo aos empreendedores?

Incentivos tributários, formas de capacitação de mão de obra. Mas não transfiro essa responsabilidade apenas para o poder público. O empresário pode contribuir e desenvolver bons projetos a quatro mãos.

11 – De que forma você vê iniciativas como a Campinas Tech no fortalecimento do empreendedorismo nas cidades?

Diferente de anos atrás, o Brasil vive hoje um ambiente favorável ao empreendedorismo e acesso a capital. A oportunidade de escutar cases de empreendedores nos motiva e traz insights para aprender com o erro dos outros e compartilhar os nossos.


Entrevista, redação e revisão:
Felipe, da Campinas Tech.

 

8ª edição da Conferência Campinas Startups acontece em 22 outubro

Recentemente, Campinas-SP conquistou o posto de cidade mais inteligente e conectada do Brasil na 5ª edição do Ranking Connected Smart Cities, destacando-se em áreas como economia, tecnologia e inovação, empreendedorismo, governança e mobilidade. É nesse contexto que a Campinas Tech realiza, no próximo dia 22 de outubro, a 8ª edição da Conferência Campinas Startups – maior evento de startups do interior.

7ª Conferência Campinas Startups (2018), painel da tarde | Foto: Campinas Tech.

Com o tema central “Se a vida te der limões faça uma startup”, nesse ano o evento apresenta uma dinâmica diferenciada. No período da manhã acontecem 11 trilhas com temas específicos e em locais estratégicos da cidade, como universidades e centros de pesquisa. Dentre os assuntos, os participantes podem escolher acompanhar debates sobre educação empreendedora, aspectos jurídicos para Startups, cultura e desenvolvimento de pessoas, gestão financeira para startups, desenvolvimento (trilha técnica), agritech, empreendedorismo feminino, Indústria 4.0, blockchain, e corporate innovation.

Já no período da tarde, os participantes poderão conferir, no Teatro Iguatemi, painéis inspiradores com speakers renomados e bagagem revolucionadora para a visão empreendedora.

“A Conferência Campinas Startups já é um evento bem conhecido. Estamos na 8ª edição e o nosso objetivo é aproximar startups, grandes empresas e investidores de forma objetiva e clara. A ideia, com o tema desse ano, é que os painéis e debates da tarde sejam bastante voltados para essa questão de como aprender com falhas. Como transformá-las em coisas boas. A expectativa é trazer um conteúdo mais descontraído, abordando, também, o que não fazer”, explicou Omar Branquinho, coordenador do evento e vice-presidente de startups da Campinas Tech. Confira um pouco de como foi a edição passada:

Lançamento: Mapeamento do Ecossistema de Startups

Com o objetivo de reunir de 400 a 500 pessoas no Teatro Iguatemi na tarde do dia 22 de outubro, Branquinho já adiantou uma novidade aos participantes. “Também faremos o lançamento do nosso trabalho de mapeamento do ecossistema na Conferência. Esse é um ponto muito interessante, porque muitos nos perguntam sobre isso, e já estamos envolvidos nessa pesquisa há mais de um ano”.

O questionário aplicado para a produção do mapeamento teve como propósito a identificação das principais dores do ecossistema empreendedor de Campinas com o intuito de, futuramente, realizar a elaboração de políticas públicas voltadas ao fomento de medidas que visem o desenvolvimento socioeconômico da região.

De acordo com o Ranking Connected Smart Cities, em Campinas, quase ¼ de todos os empregos formais são ocupados por profissionais com ensino superior. 5,2% dos empregos formais estão no setor de tecnologia da informação e 94,5% dos empregos estão no setor privado. Já em mobilidade, o aeroporto de Viracopos foi destaque não apenas pelo seu movimento de passageiros, mas também pelo potencial logístico.

Sobre a Campinas Tech

A Campinas Tech é uma comunidade que trabalha em formato de rede com o objetivo de ajudar a jornada empreendedora, através de mentorias, eventos e promovendo encontros de networking. Nessa comunidade encontra-se desde de amadores de empreendedorismo, startups, prestadores de serviços até grandes empresas. Saiba mais explorando nosso site.

Campinas Tech lança programa de mentoria avançada em Acesso a Capital

Com o intuito de ajudar empreendedores a conhecer os melhores processos de acesso a capital para sua startup, a Campinas Tech lança um programa de mentoria avançada que contará com empresários renomados do ecossistema empreendedor de Campinas.

Fruto do trabalho de organização e curadoria dos voluntários da área de Acesso a Capital, as mentorias vêm para dar suporte ao empreendedor que busca crescer através de funding, contando com toda a experiência dos mentores empreendedores para auxiliá-los durante a jornada. O programa será constituído de encontros mensais, no qual cada empreendedor contará com uma hora na companhia de um mentor, conhecendo não só os cases da empresa como também recebendo lições de como captar recursos durante cada processo.

Além de toda a experiência, os mentores ainda ajudarão a conectar as startups participantes a outras redes e como aproveitar essas novas conexões para alcançar melhores oportunidades na obtenção de financiamento e otimização dos recursos, ajudando a definir as prioridades de como esse dinheiro deverá ser gasto e assim potencializar as áreas internas do negócio.

O programa surgiu a partir da necessidade de auxiliar empreendedores que já estejam em estágio avançado, mas que ainda enfrentam alguns empecilhos para o seu crescimento. Com a imersão em conhecimentos que encurtam o caminho para o acesso a capital e a uma rede de contatos mais qualificada, espera-se que os participantes cresçam ao mesmo tempo que mantêm a empresa lucrativa, com uma boa gestão, retenção de bons talentos e o aperfeiçoamento da qualidade dos produtos.

Nessa primeira edição, o programa terá como mentores os empresários:

  • Carlos Cêra, fundador da Superlógica e da PJBank, onde atualmente é CEO;
  • César Gon, CEO da CI&T e investidor e membro do concelho de várias startups;
  • Daniel Gomes, cofundador e CEO da Nexoos;
  • Leandro Coletti, líder da área de Receitas da Rocket.chat e investidor na New Enterprises Associates;
  • Igor Santiago, fundador e CEO da I.Systems.

O período de inscrições para o programa vai de  20 de agosto a 20 de setembro, e devem ser feitas por este formulário. Os selecionados serão anunciados no início de setembro.