EdTech: o que é e como está inovando a educação

EdTech: o que é e como está inovando a educação. | Foto por Freepik.

O jeito tradicional de aprender, estudar e pesquisar está mudando. A sala de aula tradicional, com lousa, caneta e giz está perdendo espaço para uma cultura mais dinâmica e interativa. E, dentro deste cenário de novidades na educação, a EdTech é a bola da vez!

Para entender melhor este contexto todo, vamos falar primeiramente de como funciona a era 4.0 da educação. Em seguida, o que é e como as EdTechs estão inovando o segmento. Acompanhe o material até o final e fique por dentro deste tema!

O que é Educação 4.0?

O termo Educação 4.0 está relacionado ao conceito da Quarta Revolução Industrial. Ou seja, o conceito da Indústria 4.0, a evolução da tecnologia e o impacto dela na nossa rotina.

Quando falamos de Indústria 4.0, abordamos o uso da tecnologia com o objetivo de automatizar serviços. Alguns exemplos são:

  • Internet das coisas;
  • Inteligência artificial;
  • Análise de dados;
  • E mais!

Na Educação 4.0, muito se fala em learning by doing. O que significa que os alunos devem aprender além das tradicionais teorias. Ou seja, entender na prática, conceitos e conteúdos, com uma experiência mais interativa e dinâmica.

Essa mudança de formato para ensinar e aprender com o auxílio da tecnologia, vai muito além de dispositivos, como computadores, tablets e celulares. E, o papel dos professores é muito importante, pois eles fundamentais no incentivo da trajetória de aprendizagem dos alunos.

Nos dias de hoje, aprender pode acontecer por meio de aplicativos, jogos e softwares que trazem a experiência, despertam o senso crítico e a discussão saudável.

O que é EdTech?

EdTech é o uso da tecnologia para potencializar a educação. Como o próprio nome já diz, é a junção das palavras, já traduzidas para o português, “educação” e “tecnologia”. Através da união da educação com a tecnologia, tornou-se possível utilizar de ferramentas que usam de conceitos como a realidade virtual, inteligência artificial e gamificação durante o processo de aprendizagem.

Isso faz com que as disciplinas sejam mais divertidas, fazendo com que a fixação do conteúdo seja melhor e mais proveitosa.

Como as EdTechs estão inovando a educação?

Com a tecnologia, os alunos podem aprender das formas mais variadas e criativas. Conforme citado no início do texto, as salas de aulas estão se adaptando e ficando cada vez mais interativas e atrativas.

E, atualmente, é possível aprender sem sair de casa com o ensino a distância, o chamado EAD. Uma modalidade que faz sucesso em todas as idades devido a sua flexibilidade.

Entenda de que forma as EdTechs estão inovando o contexto da educação!

Recursos didáticos

Através da realidade virtual (RV) e aumentada (RA), o aluno pode ter melhor compreensão com o contato físico. Isso pode ser aplicado em uma região ou em qualquer outro cenário inacessível dentro dos padrões do cotidiano. Facilita a experiência de lugares, produtos e sensações.

Capacitação dos professores

O papel dos professores é fundamental na trajetória dos alunos. Por isso, é muito importante que os professores utilizem da tecnologia para buscar aperfeiçoamento através de cursos online, pós-graduação, troca de experiências etc.

Plataformas e cursos online

Aprender online é possível! Hoje, são inúmeras as plataformas de cursos online e webinars. Com diferentes valores e temas, é possível encontrar cursos livres e profissionalizantes para dar um UP no currículo e aprender algo novo e diferente.

+ Leia também: 5 plataformas de cursos online para você estudar na quarentena

Crescimento das EdTechs no mundo

Para você ter uma ideia, até o final de 2019, o mercado de EdTechs crescia 17% ao ano (EdtechXGlobal & Ibis Capital). A previsão para 2020 é muito positiva, segundo a pesquisa, com um faturamento de US$ 252 bilhões.

Por conta da pandemia que estamos vivendo, o nosso hábito de consumo mudou, e muito! Colégios, faculdades, cursos de idiomas etc, tiveram que, mesmo que de forma forçada, a se adaptar ao novo cenário de ensino.

Em uma pesquisa publicada pelo Google, a busca por aulas e cursos online aumentou. As plataformas que oferecem educação a distância crescem no período de pandemia. E, a palavra-chave “e-learning” aparece nos buscadores com muita força desde o mês de março.

+ Leia também: EdTechs e a crise: a educação está se reinventando?

Quais são os desafios das EdTechs?

Dentro do mercado das EdTech existem muitas possibilidades! Porém, muitos desafios precisam ser superados e vencidos. Neste atual momento, com o aumento das buscas pelo formato de aprendizagem com o apoio da tecnologia, é preciso pensar em alguns pontos importantes. Confira!

Conteúdo personalizado

O jeito de ensinar é variado. Cada pessoa aprende de um jeito diferente. Portanto, pesquise e entenda o perfil do seu aluno (público-alvo). Reflita se você está fazendo um conteúdo para crianças, adolescentes, adultos ou idosos. Entenda qual é a melhor maneira para que o assunto seja compreendido.

Experiência encantadora

Encante o seu cliente! Tenha bons conteúdos, boa didática, uma plataforma intuitiva etc. Invista em materiais de apoio, em formatos diferentes e traga a melhor experiência possível.

Jeito de realizar cobranças

Bom, para finalizar, é preciso pensar na forma como realizar cobranças e gerenciar pagamentos dos alunos da sua EdTech. Afinal, ter um planejamento financeiro é fundamental para manter a saúde do seu negócio.

E, para simplificar, você pode escolher por uma plataforma para gerenciar pagamentos online.

A Vindi, por exemplo, é a solução completa para administrar cobranças. Em um único lugar, é possível cobrar, receber, enviar notificações, acompanhar transações e analisar relatórios em tempo real. Conheça a plataforma!

Se você tem um negócio de EdTech, transforme o seu modelo de negócio com a recorrência e potencialize suas vendas! Veja o que é e como escolher um sistema de cobrança.

Bônus


Redação por:
Natalie Angotti, copywriter e redatora da Vindi.

Escola e quarentena: que decisões tomar?

Foto por Pixabay no Pexels.

O aumento no número de casos de infectados pelo coronavírus e a disseminação global resultaram na decisão da Organização Mundial da Saúde em declarar o Covid-19 (doença causada pelo novo coronavírus, chamado de Sars-Cov-2) uma pandemia global.

No Brasil, o número de infectados vem crescendo, embora instituições e autoridades, como o Ministério da Saúde e governos estaduais e municipais, já começaram a tomar medidas a fim de evitar um surto com proporções gigantescas no país. Uma delas, a quarentena voluntária.

Evitar aglomerações, sair de casa somente para o necessário e indispensável e recomendar que empresas adotem o sistema de trabalho home office – quando isso é possível, claro – são algumas das ações recomendadas.

São universidades, empresas, serviços públicos, varejo e outros setores que já aderiram a recomendação. Mas e as escolas, como são afetadas e podem abraçar essa ação?

Para auxiliar escolas e professores, a Expo Ensino lançou esta semana um guia prático que ajuda a tomar as decisões ideais para o gerenciamento de crise no ambiente escolar, bem como adotar soluções educacionais que podem ser aplicadas nesse momento.

Confira o ebook agora mesmo e compartilhe. É gratuito!


Redação de divulgação por:
Felipe, da Campinas Tech.

Startup campineira é aprovada na Singularity University

Localizada em um centro de pesquisas da Nasa, no Vale do Silício, a instituição oferece programas educacionais que capacitam os participantes a utilizarem tecnologias para transformar positivamente o futuro da humanidade.

VOIX. Foto: Divulgação.

Um relatório sobre a violência nas escolas feito pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) apontou que, globalmente, cerca de 150 milhões de estudantes já sofreram bullying no ambiente escolar. Foi diante desta realidade que nasceu a VOIX, uma startup que promete ajudar educadores a trabalharem temas sobre a aceitação da diversidade, como racismo, igualdade de gênero, religião e obesidade, por meio de um jogo físico que interage com um aplicativo que, por sua vez, possui um banco de dados com centenas de casos reais de preconceito.

Fundada pelo cearense Marco Antônio Linhares, em 2017, a empresa, que é membro do CampinasTech, passa agora por um novo momento: em janeiro de 2019, a VOIX foi aprovada no “Global Startup Program” da Singularity University, instituição criada pelo Google e pela Nasa, que é o sonho dos mais respeitados cientistas, professores e mentes criativas do mundo. Com 1 ano de duração, o programa tem como objetivo acelerar startups para criar modelos de negócio globais que resolvam grandes problemas da humanidade e, consequentemente, impactem 1 bilhão de pessoas.

Marco Antônio Linhares, fundador da VOIX. Foto: Divulgação.

“O programa será dividido em duas fases. Na primeira, o objetivo é repensarmos nosso negócio para que ele possa causar impacto global. Já a segunda fase, que acontecerá na sede da Singularity, no Vale do Silício, consistirá em um programa de aceleração, em que nos conectaremos com participantes e investidores do mundo todo”, conta Linhares. Segundo ele, o “Global Startup Program” é muito exclusivo. “Em dez anos de existência, menos de 700 pessoas participaram do programa. Vale ressaltar que as chances de sucesso de uma startup que passa por ele são altíssimas: 88% dos participantes continuam captando rodadas de investimento após finalizar o programa”, complementa.

Segundo ele, o “Global Startup Program” é muito exclusivo. “Em dez anos de existência, menos de 700 pessoas participaram do programa. Vale ressaltar que as chances de sucesso de uma startup que passa por ele são altíssimas: 88% dos participantes continuam captando rodadas de investimento após finalizar o programa”, complementa.

Para saber mais e ajudar, acesse o link da campanha no kickante AQUI.


Texto por:

Adriana Roma – Há Propósito Comunicação, parceira da Campinas Tech.

Unindo tecnologia, educação e crianças

Foi com este propósito que nasceu a Dentro da História, empresa criada pelo empreendedor campineiro André Campelo

1. Como você começou a empreender?

Comecei a empreender muito cedo, já faz mais de 12 anos. Tive como inspiração a vida de autônomo do meu pai, que buscava sempre construir suas oportunidades. Além disso, gostava da tecnologia e da internet, que transformavam tudo – e me fizeram acreditar que as experiências poderiam ser escaláveis.
Meu último e único emprego foi como produtor de shows da dupla Sandy e Junior em todo o Brasil. Foi uma grande oportunidade de compartilhar e desenvolver projetos com pessoas boas que cruzaram minha jornada.

2. Houve um “momento de virada” na construção do seu negócio?

O momento de virada foi quando unimos tecnologia, educação e crianças. Acreditamos que poderíamos criar conteúdo com tecnologia, e que isso deveria também ser físico, já que pensávamos em crianças de até 8 anos de idade. O resultado: colocamos a criança dentro da história – como protagonista -, em um livro personalizado! Levamos essa ideia para o maior autor infantil do Brasil, Mauricio de Sousa.

Mauricio e seu time acreditaram em nós. E, apenas três meses depois, nos convidaram para lançar esse projeto na Bienal do Livro de São Paulo de 2016, com uma experiência ao vivo da Dentro da História para um público de mais de 800 mil pessoas. Foi um grande
lançamento, que nos permitiu provar de forma única o nosso novo negócio!

 

3. Poderia detalhar um pouco mais a sua trajetória empreendedora?

Empreender é acreditar em um sonho e fazer com que mais pessoas acreditem nele, transformar uma ideia em uma prática e insistir sempre. Já fiz isso três vezes em iniciativas como a Digitale.XY2, que nasceu em 2006 e se transformou na maior agência digital do interior de São Paulo, sendo integrada ao grupo MZ alguns anos depois. A segunda iniciativa, lançada em 2012, foi o Widbook: uma plataforma para ler, escrever e compartilhar histórias junto com leitores ao redor do mundo.

Em 2016, com o Flávio Aguiar, meu sócio nas duas jornadas anteriores, o Diego Moraes e o Felipe Paniago, criei a Dentro da História com o propósito de colocar a criança como protagonista em histórias incríveis com seus personagens favoritos.

Trabalhar com educação e crianças é algo simplesmente incrível. Acompanhamos diariamente o impacto gerado nas crianças através da identificação delas com os livros personalizados, incentivando assim o prazer pela leitura.

4. Quais foram os principais desafios que você precisou vencer ao longo desta trajetória?

A palavra resiliência só fez sentido na prática, não é fácil empreender! Ter uma equipe com pessoas boas, inclusive melhores que você, ajuda a superar os obstáculos. Mas acho que o principal desafio é achar o ponto de equilíbrio entre empreender e dedicar tempo de qualidade para as pessoas que você ama.

5. E como esses desafios foram enfrentados?

Além de muita resiliência, os desafios da jornada são enfrentados com mais avidez exatamente com o apoio das pessoas que te amam na família e de amigos e sócios que compartilham seus sonhos.

6. Quais as dicas que você dá para quem deseja iniciar un novo negócio?

Compartilhe e faça as pessoas sonharem com você. Sonhar sozinho dá muito mais trabalho.

7. O que a apresentação na  7ª Conferência Campinas Startups buscou oferecer aos empreendedores?

A Conferência Campinas Startups cresce a cada ano e ajuda a dar visibilidade a boas iniciativas, além de abrir mais o ecossistema para todos.

8. Você considera que Campinas é um bom lugar para os que desejam iniciar um novo negócio?

Meus três negócios começaram em Campinas. Acredito muito no ecossistema e nas boas pessoas que passam por aqui. A cidade de Campinas tem muito potencial e sempre foi nossa base, com boas universidades de tecnologia que sempre nos ajudaram a localizar bons talentos.

9. Na sua visão, o que a cidade oferece ou deveria oferecer como atrativo aos empreendedores?

A cidade de Campinas precisa sempre ter um ecossistema aberto ao compartilhamento. É algo simples e deve ser praticado como visão em todas as iniciativas de fomento aos empreendedores.

 

Entrevista e texto por:

Adriana Roma – Há Propósito Comunicação