Já está na hora de você encarar a diversidade como elemento de integração na sua empresa

Já está na hora de você encarar a diversidade como elemento de integração na sua empresa | Foto por rawpixel.com no Freepik.

Não é de hoje que a diversidade no ambiente corporativo é um assunto comentado. A todo momento, pipocam conteúdos, eventos, dados que mencionam essa reivindicação. Por que a insistência? Bom, o motivo é simples: já está mais do que na hora de pensar (e aplicar) a diversidade em sua empresa.

No Brasil, por muito tempo, a diversidade era tabu.

Nas empresas, especialmente em cargos administrativos e posições de destaque, era raro que o demográfico fugisse de um certo padrão. Um padrão você, leitor ou leitora, deve imaginar qual é.

“E por que isso é um problema?” muitos podem se perguntar.

Bom, eu respondo: a falta de diversidade cria precedentes perigosos e, de certa forma, marginaliza àqueles e àquelas com capacidades de ocupar quaisquer vagas, mas não podem.

E o motivo é exclusivamente, conscientemente ou inconscientemente, sua cor, seu gênero, sua sexualidade, sua origem, etc. Ou seja, nada a ver com mérito.

Isso cria uma cultura viciosa e prejudicial a todo mercado de trabalho. A prova disso? De acordo com o Boston Consulting Group, empresas que abraçam a diversidade em seu C-Level, apresentam receita até 19% que as que recusam essa filosofia corporativa.

E acredite em mim: esse é só um dos benefícios da diversidade em sua empresa.

O impacto da diversidade na sua empresa

Afinal, você já parou para pensar porque empresas que apostam na diversidade apresentam resultados tão impactados como esse que citei acima?

É uma questão de experiência. Na verdade, experiências. A união de mentes diferentes promove um ambiente capaz de produzir e compartilhar conhecimentos distintos.

Não à toa, de acordo com uma pesquisa de Josh Bersin, um ambiente diversificado leva à inovação. Essas empresas têm uma chance 1.7 vezes maior de serem líderes dos seus setores que as outras.

E isso se reflete em outros pontos, como a tomada de decisão. Profissionais com diferentes backgrounds possuem know-how bastante distinto. Situações de vida, desafios, obstáculos. Tudo isso agrega.

E de acordo com a Cloverpop, 87% dos times diversificados perfomaram melhor que outras equipes mais unifacetadas.

Portanto, é bastante evidente o peso da diversidade nas empresas. Além disso, trata-se de assumir para o próprio ambiente corporativo um espírito democrático e justo, que leva em conta competência e mérito.

No entanto, é preciso fazer uma ressalva: a diversidade não se restringe apenas à parte operacional do seu negócio.

Os graus da diversidade: do estagiário à chefia

Em vários contextos, o discurso da diversidade é meramente uma fantasia. E apesar dessa minha frase soar forte, ela é verdadeira: quantas empresas você já viu com minorias ocupando apenas cargos “inferiores”?

Aliás, vale ressaltar que a presença de força de trabalho diversificada é muito boa. De acordo com dados da McKinsey, empresas com operacional diversificado performam melhor que seus competidores.

Porém, enquanto o C-Level for dominado pelo mesmo demográfico, as coisas tendem a estagnar em pouco tempo.

É por isso que se vê surgindo, em várias empresas, programas que estimulam a liderança de minorias. Ou seja, iniciativas internas que buscam criar os espaços — e qualificar as pessoas certas e diversificadas — para ocupar posições de impacto.

E aqui, falamos de gerentes, diretores e presidentes. Tomadores de decisão.

O segredo para abraçar a diversidade na sua empresa

E afinal, como fazer isso dar certo? É uma dúvida que ouço muito de colegas gestores.

Creio que o principal seja admitir o problema: a falta de diversidade. E que esse problema causa prejuízos, como os dados mostraram. Como resolver, portanto? O pilar da mudança está no tratamento:

Processos seletivos mais humanizados, menos enviesados e mais imparciais — e que respeitem as necessidades de cada um. Por exemplo, uma entrevista com um cadeirante deve ser em um local de fácil acesso. Já com uma pessoa surda, a presença de um intérprete de libras é necessário.

Tudo isso começa com o respeito a todos, independente de suas características, credos ou origens. Essa deve ser uma das Missões da empresa.

Colaboradores socialmente conscientes cujas atitudes deverão refletir no comportamento da empresa.

É importante, ainda, que essa atitude de abraço à diversidades se reflita no ambiente de trabalho. As pessoas devem ser livres para serem si mesmas, com o conforto necessário para mostrar do que são capazes.

Muitas vezes, é a falta desse aspecto que torna as empresas fechadas em filosofias antiquadas.

E claro, uma coisa que percebo e que deve ser feita, é oferecer continuidade a esse pensamento. Que a diversidade seja um pilar do seu negócio, não apenas uma onda derivada de uma tendência, entende?

E então, que tal começar agora a aplicar a diversidade em seu local de trabalho? Conte suas dicas aqui embaixo, nos comentários!


Confira também:


Texto por:
Redação da Pipehline Services.

(este texto foi duplicado e originalmente publicado no blog da Pipehline Services)

Fintechs lideram ranking de ética da Virtuous Company

Fintechs lideram ranking de ética da Virtuous Company | Foto por nikitabuida no Freepik.

A ética dentro das empresas é algo a ser levado a sério. Pode parecer básico, mas, por incrível que pareça, nem todas as empresas podem ser consideradas como os lugares mais éticos a se trabalhar.

A ética corporativa não se reflete só na prestação do serviços de qualidade ao cliente e na regularidade da situação da empresa perante as leis. Antes, ela é importante no ambiente interno, ou seja, na cultura vivenciada pelos funcionários da organização.

Assim, a consultoria Virtuous Company parou para analisar o que os funcionários dizem sobre as empresas onde trabalharam, por meio das avaliações opinativas na plataforma Glassdoor.

A pesquisa, denominada Ranking Virtuous Company de Cultura Ética® 2020, considerou 376 mil avaliações de colaboradores sobre 1.871 organizações brasileiras, de 2015 a 2019 na referida plataforma. Diversos setores entraram nesse bolo, entre eles, empresas de varejo, TI, saúde, serviços financeiros e outros, totalizando 17 segmentos.

A partir daí, as empresas receberam pontuações com base em 5 aspectos positivos e 5 negativos de sua cultura ética, sendo os positivos: confiança organizacional, liderança ética, orientação para o bem comum, empatia e liberdade para falar; contra os negativos: injustiça organizacional, liderança abusiva, orientação egoísta, falta de consciência e medo de retaliação.

No ranking de ética relativo ao setor de serviços financeiros – que inclui todos os bancos, corretoras, credenciadoras, seguradoras e as principais fintechs do país, totalizando 111 instituições -, as 5 primeiras posições foram exclusivamente ocupadas pelas fintechs:

  • Vindi – Plataforma B2B de pagamentos
  • Koin – Plataforma de boletos
  • Creditas – Plataforma de crédito online
  • Foxbit – Compra e venda de bitcoin
  • Nubank – Banco Digital

Você pode conferir o ranking de ética completo do setor financeiro aqui. Os relatórios dos demais segmentos estão sendo divulgados aos poucos pela Virtuous Company.

A Vindi, primeira colocada do ranking, é uma fintech de pagamentos recorrentes que atende 6 mil clientes e processou R$ 2,5 bilhões em vendas apenas no último ano. O CEO da companhia, Rodrigo Dantas, declarou que o resultado veio naturalmente, pois, na Vindi, se promove uma liderança transparente, somada à contratação de funcionários que tenham alinhamento aos valores construídos ao longo dos 7 anos de existência da empresa.

No geral, como as fintechs promovem a desburocratização dos serviços para seus clientes, faz todo sentido que essa cultura venha de dentro para fora. Ou seja, comece com um ambiente de empatia, liberdade de expressão, liderança próxima e, assim, maior motivação para as cabeças revolucionarem o mercado financeiro Brasil afora.

Conheça mais sobre a Vindi: acesse o site e redes sociais!


Redação por:
Daniela Leite, redatora da Vindi.

Legal Design — Uma nova forma de pensar o Direito

 

A formação do direito advém de diferentes fontes que a doutrina clássica define como fontes formais e materiais e, dentro destas classificações, se encontram as leis, os costumes, as doutrinas, os princípios e a jurisprudência. De acordo com Hugo de Brito Machado[1], “a fonte de uma coisa é o lugar de onde essa coisa surge. Assim, a fonte do direito é aquilo que o produz, é algo de onde nasce o direito.” Desse modo, se uma população tem por costume e tradição fazer algo que posteriormente venha a ser definido em lei, pode-se dizer que a fonte daquele direito é o costume de seu povo pois, sem tal costume, aquela lei não existiria.

Nesse sentido, a transferência das tradições, costumes e outras práticas sociais, entendidas estas como fontes materiais do direito são repassadas gerações após gerações e utilizadas como fontes acessórias e secundárias para aplicação do direito nos países mais positivistas, como no caso do Brasil. O artigo 4º da Lei de Introdução às normas do Direito Brasileiro bem destaca tal indicativo ao estabelecer que “Quando a lei for omissa, o juiz decidirá o caso de acordo com a analogia, os costumes e os princípios gerais de direito”.

No entanto, estes costumes e princípios tão caros ao direito geram, como consequência natural, um distanciamento com as importantes atualizações e desbravamento de novos caminhos para a sociedade (e para o próprio direito), especialmente dentro de um mundo conectado como vivemos hoje.

Norberto Bobbio, um dos mais reconhecidos filósofos-políticos e juristas do século XX,destaca que “os costumes, largamente utilizados nos países que adotam um direito costumeiro, não são capazes de direcionar os caminhos a serem percorridos por uma sociedade, mas tão somente de mantê-los”[2].

Inovação é considerada algo arriscado e a palavra risco parece não fazer parte do dicionário dos mais de 900[3] mil alunos que se formam nas faculdades de direito todos os anos no Brasil. Esta aversão a risco, ao mesmo tempo que traz segurança e estabilidade, limita a reinvenção do direito e a forma como os advogados exercem suas atividades e entregam valor a seus clientes dentro de um contexto da chamada 4ª Revolução Industrial.

Todos os dias novos modelos de negócios, novas formas de atuar e novas necessidades de se adequar à realidade surgem à nossa volta, desde financiamento de projetos exclusivamente digitais que desafiam as regras estabelecidas (como é o caso dos ICOs) até organizações corporativas de pessoas em squads e tribes (como é o caso de empresas como Spotify). Nesta onda inovadora, vemos a aplicação, cada vez mais difundida, da metodologia de design thinking como um novo modelo de resolução de problemas.

O termo design thinking foi primeiramente utilizado com destaque no livro The Science of the Artificial de Herbert A. Simon, trazendo a noção de design como um “formato de pensamento”. Posteriormente, Tim Brown, CEO da Ideo e um dos maiores evangelistas do tema, passou a difundir o uso do conceito para outras áreas. David Kelley fundador da Ideo e Roger Martin, diretor da Escola de Gestão da Universidade de Toronto são, também, outros nomes de destaque que ajudaram a divulgar o conhecimento e aplicação da metodologia em vários setores de negócio.

Em essência, entende-se como design thinking um método de pensamento mental, voltado ao ser humano e que visa a solução de problemas pelo processo de empatia. Thomas Lockwood, presidente do Design Management Institute define design thinking como “um processo humano focado em inovação, centrada no ser humano e que enfatiza a observação, colaboração, aprendizado rápido, visualização de ideias, protótipos de conceito rápido e análise de negócios simultâneos, o que acaba influenciando a inovação e a estratégia de negócios” [4]. Tim Brown, de maneira similar, conceitua como “uma metodologia que permeia todo o espectro de atividades de inovação com um espírito de design voltado para o ser humano”[5]. Em resumo, é a forma de aplicar princípios de design em outras áreas de negócios através de pilares como simplicidade, experiência do usuário, foco no ser humano e inovação.

A despeito de ter se tornado um pouco hype em vários negócios, o design thinking é utilizado em muitas indústrias e grandes companhias já alcançaram resultados extraordinários. A gigante financeira Fidelity criou o Fidelity Labs, um laboratório de experimentos financeiros que usa a metodologia para escanear oportunidades, testar e prototipar produtos inovadores e, por fim, escalar os mesmos em sua base de clientes. Hoje a Fidelity Labs está presente em 8 escritórios globais, conta com 150 pessoas atuando exclusivamente em seus experimentos e possui mais de 200 patentes de novos produtos financeiros[7].

No direito, no entanto, o conceito de design thinking ainda é muito pouco difundido, mas os efeitos práticos seguem mesma linha de melhorias aos de setores já testados.

Denominado de Legal Design por alguns designers, o design thinking aplicado ao direito se dá pela aplicação dos mesmos princípios basilares do design thinking tradicional aos problemas enfrentados no universo jurídico. Margaret Hagan, diretora do Legal Design Lab da Stanford Law School e professora do Stanford Institute of Design, destaca que legal design “é a forma como avaliamos e desenhamos negócios jurídicos de maneira simples, funcional, atrativa e com boa usabilidade”[8].

Advogados e operadores do direito, em sua maioria, não experimentam novas estratégias ou teses, não buscam soluções inovadoras e tampouco testam e prototipam novas ideias. Tendem a ser perfecionistas e terminar todo o trabalho antes da entregaao cliente. Este processo, como já dito acima, elimina qualquer tipo de inovação, criatividade ou testes antes da entrega final. A adoção do legal design ajuda a compreender novas formas de trabalho, maior iteração com os clientes, design de documentos mais acessíveis, atendimento mais humanizado e busca de soluções inovadoras.

Focado na experiência do usuário/cliente, o processo do design thinking é composto por 6 etapas: descobrir; definir; idealiza; prototipar; testar; e implementar. Todas estas etapas devem ser sempre trabalhadas através da empatia, ou seja, se colocando sempre no lugar do cliente para buscar respostas aos desafios propostos.

Realizando este ciclo constantemente, medindo os resultados e implementando melhorias constantes, os advogados conseguirão incorporar mais valor a seus serviços. Ao invés de trabalhar em um caso durante muito tempo e, somente ao final, apresentar o resultado pronto, o advogado poderia trabalhar “em conjunto” com o cliente, entender melhor suas dores e testar alternativas rápidas, antes da entrega final. Certamente o resultado será melhor e mais eficiente para a dor do cliente.

A organização americana Tenessee Alliance for Legal Services que desenvolveu um checklist online[9] de perguntas para identificar se pessoas comuns tem ou teriam risco de ter algum tipo de problema legal e, caso tivessem, quais as ferramentas disponíveis para ajudá-las. A iniciativa, pensada a partir do design thinking, foi desenvolvida em entrevistas com usuários, a experiência é simples, a usabilidade intuitiva, direta e colocando a dor do usuário no centro do problema.

Em outro exemplo, o Instituto de Arbitragem da Finlândia valeu-se do legal design para explicar e melhorar a usabilidade da sua ferramenta digital de arbitragem. O trabalho foi realizado em conjunto por legal designers, usuários e estudantes para entender quais eram as melhores informações a serem destacadas, o fluxo destas informações e a forma que elas deveriam ser expostas. Vários protótipos foram previamente testados e a versão final foi amplamente reconhecida pela indústria [10].

Entretanto, o processo não é tão simples quanto pode parecer. Aprofundamento de entrevistas, open-mind para gerar empatia, busca de insights, determinação para testar, paciência para iterar, foco para medir e abertura para ouvir opiniões diversas são qualidades que devem fazer parte da jornada.

Neste processo, as dinâmicas de trabalho em equipes multidisciplinares, ambientes colaborativos, testes e falhas rápidas nos levam a encontrar respostas de dentro para fora, e não de fora para dentro, tornando as soluções mais eficientes e objetivas às dores.

Diversas universidades e escolas de direito reconhecem o valor gerado a partir deste novo modelo de pensamento e criaram núcleos de estudos focados no tema. A Universidade de Stanford continua sendo a mais reconhecida em termos de inovação e no Direito não fica para trás com o já mencionado Legal Design Lab. A Northeastern University School of Law criou o NuLawLab para discutir programas e projetos utilizando o design thinking como ferramenta, criando grupos coletivos de discussão sobre moradias populares, redesign de tribunais e pesquisas de igualdade racial. Por fim, a Vanderbuilt Law School e a Berkeley Law também possuem programas focados em utilizar a metodologia do design thinking para resolução de problemas.

Em conjunto com novas metodologias, ainda, deve-se trabalhar uma grande mudança de cultura dentro da visão dos advogados e, conjuntamente, o domínio e novas ferramentas tecnológicas para que os trabalhos sejam desenvolvidos com maior eficiência. Estas etapas da transformação do direito são longas mas o início se dá agora, nos pequenos passos.

Nosso intuito é hackear o direito e torná-lo mais acessível, de modo que os operadores do direito, as pessoas que dele se beneficiam e a sociedade como um todo possam usufruir de uma justiça mais humana, simples e funcional.

Fontes

[1] MACHADO, Hugo de Brito. Uma Introdução ao Estudo do Direito. São Paulo: Dialética. 2000.

[2] BOBBIO, Norberto. Teoria do ordenamento jurídico, 6ª ed., Brasília: Universidade de Brasília, 1995.

[3] Conselho Federal da OAB

[4] LOCKWOOD, Thomas. Design Thinking: Integrating Innovation, Customer Experience, and Brand Value. Estados Unidos Da America: Allworth Press, 2009.

[5] BROWN, Tim. Design Thinking: uma metodologia poderosa para decretar o fim das velhas ideias. Rio de Janeiro: Alta Books, 2017

[7] https://www.fidelitylabs.com/

[8] http://www.lawbydesign.co/

[9] https://applications.help4tn.org/a/checkup

[10]https://arbitration.fi/arbitration/fai-arbitration-process/

 

Texto por:

Guilherme Leonel e Natalia Miyazaki, originalmente publicado no Medium da Legal Hackers Campinas.


Lex Design:
 

Equipe:
Guilherme Leonel
Lucas Orsolini
Rafal Ceravolo

Por que você deve analisar as métricas de marketing do seu negócio

Marketing é mais do que promover campanhas para a empresa. Uma estratégia vencedora leva em conta diversos aspectos e, entre eles, está a análise de resultados. As chamadas métricas de marketing oferecem dados valiosos para o trabalho de divulgação e relacionamento com seu público-alvo.

Em um ambiente em que a concorrência é grande, contar com uma base de dados ampla é um diferencial estratégico. É a partir das métricas que a empresa conseguirá entender qual tipo de conteúdo é mais atrativo para os seus clientes, qual é a melhor linguagem a ser utilizada e quais são as melhores estratégias a serem adotadas nos processos de comunicação.

Métricas de marketing para melhor resultado

O marketing tradicional tem um problema: a dificuldade de medir resultados. Por mais que se acompanhe a audiência de programas de rádio e TV, saber o retorno de um comercial para uma empresa é bastante complicado. Quando falamos de outdoors, panfletos e publicidade em veículos impressos, a dificuldade é maior ainda.

Na internet, por outro lado, a medição das ações de marketing é mais fácil. Ferramentas de monitoramento conseguem gerar dados necessários para entender como as pessoas se relacionam com a sua marca, seus produtos, suas campanhas de divulgação, o mercado em que está inserido, os concorrentes, entre outros aspectos.

Com essas informações é possível identificar quais valores importam para o seu público e, com isso, construir um planejamento de marketing para se comunicar de maneira eficiente com seus clientes potenciais e atuais, o que aumenta as suas chances de fazer negócios e fortalecer a sua marca.

Análise de dados e o mercado corporativo

Devido às suas vantagens estratégicas, as métricas de marketing têm se destacado no mundo corporativo.

De acordo com uma pesquisa de CMO Survey publicada pela Harvard Business Review no final de 2015, as empresas gastam 6,7% dos seus orçamentos de marketing na análise de resultados. A expectativa é de que esses valores cresçam 73% até 2018 — chegando a 11,1% dos valores gastos em comunicação.

Esses dados demonstram que as empresas perceberam a importância da análise de resultados para as suas estratégias comerciais e têm visto nessa ferramenta uma forma de obter vantagens competitivas frente aos seus concorrentes.

Portanto, as métricas têm se mostrado grandes aliadas para conquistar as pessoas e reforçar a imagem institucional.

Tecnologia integradas e a mensuração de resultados

Existem no mercado diversas ferramentas de mensuração, e as empresas costumam usar apenas um modelo para fazer essa medição. Porém, apostar em uma abordagem integrada pode garantir resultados mais abrangentes e orientar melhor os investimentos feitos em marketing.

Ao monitorar uma campanha, a equipe de comunicação pode adotar, por exemplo, por uma análise de dados diretas para medir suas taxas de conversão e o alcance de suas ações.

Ao mesmo tempo, pode checar os insights gerados com o objetivo de potencializar o trabalho de marketing — melhorando o custo-benefício da campanha. Vantagens que a tecnologia torna acessível a qualquer negócio!

Texto por:

Tercio Dias Pereira – Diretor de Novos Negócios Pipehline.

Originalmente publicado pelo blog Pipehline, associado da Campinas TECH.