5 tarefas para um ecossistema mais diverso à comunidade LGBTQIA+

5 tarefas para um ecossistema mais diverso à comunidade LGBTQIA+ | Foto por jcomp no Freepik.

Mais que puramente simbólico,  28 de junho é o dia de celebrar o orgulho e a história de luta de toda a comunidade LGBTQIA+.  A data, que não foi escolhida ao acaso – já falamos dela aqui no blog – parece vir selar um mês inteiro de discussões, reflexões e ações em prol da comunidade.

No entanto, se posicionar apenas nesse mês não é o suficiente. É preciso agir em prol da diversidade e inclusão todos os dias e com ações concretas.

Pilar de sustentação de qualquer ecossistema empreendedor, a diversidade e inclusão de pessoas da sigla é uma maneira de impactar socialmente essa população, ao mesmo tempo que traz mais inovação e crescimento para negócios e comunidades.

A comunidade LGBTQIA+ no ecossistema

Hoje, no Brasil, estima-se que há pouco mais de 13 mil startups. Dados de uma pesquisa feita pela Abstartups (Associação Brasileira de Startups) mostram que dentre os criadores de negócios com base tecnológica do país, apenas 3,9% possuem fundadores que se declaram homossexuais (o G e o L). Nas demais letras da sigla, a representatividade é ainda menor: 1,5% se identificam como bissexuais, 0,1% como transgêneros e 0,2% como pertencentes a outras siglas.

Empregabilidade LGBTQIA+

Sem dúvidas, aumentar a taxa de empregabilidade de pessoas da comunidade é uma das melhores e mais eficazes maneiras de tirar as pessoas LGBTQIA+ das margens da sociedade, impactando socialmente e economicamente essas pessoas.

Porém, dados da Abstartups ainda nos mostram um cenário desafiador. Se por um lado, 75,1% das startups brasileiras acreditam que apoiar a diversidade e inclusão em seus negócios é um fator importante, outras 19,5% consideram que é importante, mas não essencial e 5,4% acham que o estímulo a essas iniciativas é “pouco importante” ou “nem um pouco importante”.

Apesar de relativamente alta a primeira porcentagem, na prática o impacto não se concretiza: apenas 3,3% das startups possuem pelo menos um colaborador transgênero, por exemplo.

Hora de tornar o ecossistema mais colorido!

Seja para aumentar a taxa de empregabilidade, ou então aumentar o número de empreendedores pertencentes a sigla, é fundamental que comunidades e ecossistemas se posicionem e criem ações para incluir pessoas LGBTQIA+.

Todos, de grandes corporações a startups, podem se movimentar para garantir a inclusão e, ainda mais importante, o acolhimento dessas pessoas.

E como fazer isso? Bem, nós temos algumas dicas e exemplos do que já está sendo feito por aqui.

1. Comitês de Diversidade & Inclusão

Manter um comitê de Diversidade & Inclusão é uma das maneiras mais eficazes de se discutir a experiência e vivência de pessoas LGBTQIA+ no ambiente corporativo. Dessa forma, ele pode funcionar como uma rede de apoio interna entre as pessoas pertencentes a comunidade e se torna essencial para o acolhimento.

Além disso, a presença de um comitê é o espaço ideal para se discutir e articular ações em prol da diversidade dentro e fora da empresa.

Hoje, é fácil encontrar comitês de diversidade em grandes empresas – Superlógica, IBM e Ambev são algumas das corporações aqui de Campinas e região que mantêm grupos do tipo – mas não é uma exclusividade para elas. Pequenas empresas e startups podem unir seus colaboradores LGBTQIA+ na criação de um comitê único e assim criar uma rede de apoio ainda mais diversa.

2. #PrideSkill

Na busca de talentos ou na criação de processos seletivos, ter um RH orientado para a diversidade, criar ações afirmativas e vagas exclusivas para a candidatura da comunidade LGBTQIA+ é uma alternativa de garantir que essas pessoas se engajem e se sintam confortáveis em ocupar espaços nas empresas.

É comum, sobretudo startups, terem dificuldade em aumentar seus colaboradores pertencentes à sigla pela falta de meios de identificação de profissionais do grupo. Por isso, a #PrideSkill pode ajudar.

Recentemente, a multinacional P&G e o Fórum de Empresas e Direitos LGBTI+ lançaram uma campanha para conectar profissionais LGBTQIA+ a empresas preocupadas com a diversidade. A campanha incentiva que os profissionais desse grupo adicionem a categoria “pride” na seção skills do Linkedin, tornando mais fácil a busca pelos recrutadores.

Além disso, hoje existem vários projetos que podem ajudar no recrutamento de pessoas com esse perfil, e que de fato impactam a comunidade, como o Projeto Transpor, a Camaleao.co, a Transempregos, dentre outros.

3. Formando profissionais

Iniciativas como a Pride Skill são importantes, mas estão longe de resolver o problema que é o acesso da pessoa LGBTQIA+ na área de tecnologia e inovação.

Pelos mais variados motivos e estigmas que membros da comunidade sofrem, grande parte não tem a segurança psicológica e econômica para garantirem formação escolar, acadêmica e profissional. É comum ter histórias de pessoas que largam os estudos por bullying, por terem sido expulsas de casa muito cedo e não encontrarem empregos formais pelo simples fato de serem quem são.

É válido para todo ecossistema que quer ser diverso e inclusivo pensar em alternativas para garantir formação para que essas pessoas comecem ocupar espaços no mercado de trabalho.

No ecossistema campineiro, a Share RH, com o apoio de outras empresas, lançaram o Pride Dev, programa de formação em linguagens de programação exclusivo para pessoas LGBTQIA+.

Iniciativas assim são importantes para a inclusão desde a base do negócio, e são modelos replicáveis para formar talentos em todas as áreas de uma empresa.

4. Protagonismo e Plano de carreira

Incluir pessoas LGBTQIA+ na base é importante, mas para impactar de fato é preciso ir além. É importante que as empresas do ecossistema tenham planos de carreira e deem condições para que essas pessoas cresçam e ocupem cargos de liderança.

Uma ação bem vista tanto por questões de governança, mas também de representatividade e legitimação das intenções realmente inclusivas da empresa.

Isto faz com que cada vez mais pessoas da sigla a se sintam representadas e estimuladas a ocupar espaços no mercado, bem como ajuda no combate a preconceitos, que é uma dor bastante difícil de resolver.

5. É preciso formar empreendedores mais coloridos!

Em uma breve reflexão, é fácil constatar através de experiências puramente pessoais que os ecossistemas empreendedores e inovadores são, ainda hoje, ocupados em sua maioria por homens cisgêneros e brancos.

É preciso de mais mulheres, pessoas negras, pessoas com deficiência e, claro, LGBTQIA+, ocupando esses espaços e trilhando jornadas empreendedoras e inovadoras. E uma maneira de ultrapassar barreiras sociais e estimular a presença dessas pessoas como protagonistas em um ecossistema é criando oportunidades para elas nesse sentido.

Eventos e desafios especialmente dedicados ao público LGBTQIA+, como hackathons, são uma boa maneira de trazer a jornada empreendedora como alternativa de carreira para membros da comunidade.

Além disso, empreendedores e outros agentes do ecossistema podem criar programas de mentoria ou se colocarem disponíveis para ajudar a desenvolver ideias de pessoas da comunidade que queiram iniciar sua jornada empreendedora.

Por fim, é preciso salientar que, mais do que pela responsabilidade social – fato por si só importantíssimo – a inclusão e diversidade LGBTQIA+ nos ecossistemas é uma forma de potencializar a inovação. São pessoas com formações variadas, experiências de vida distintas, visões de mundo diferentes e outras necessidades.

E para inovar é preciso que haja conexões de informações distintas, o que não se consegue em um espaço ocupado por iguais.


Redação por:
Felipe, da Campinas Tech.

Economia e sustentabilidade!

Entenda mais sobre energia renovável e as oportunidades de economia em sua casa ou apartamento, agora trazendo mais sustentabilidade também a Campinas e região!

Energia e sustentabilidade | Foto por Freepik.

Com certeza você já ouviu falar sobre energia limpa e renovável, certo? Mas a pergunta sem resposta sempre é “como isso pode fazer parte da minha realidade?”.

Primeiramente, é importante explicar como a energia que você consome chega até a sua casa (ou empresa) e conhecer um pouco mais sobre o Sistema Elétrico Brasileiro (SEB).

Olha só…

A matriz elétrica brasileira é composta por diversas usinas de geração de energia que utilizam as mais distintas fontes, tais como: solar, eólica, hídrica, biomassa, biogás entre outras. Todas elas conectadas a uma malha de transmissão denominada Sistema Interligado Nacional (SIN), responsável por levar a energia até os grandes centros de consumo. Já dentro dos grandes centros são as distribuidoras (CPFL, Enel, Light, CEMIG etc.) que levam a energia até você e, logo, são as próprias distribuidoras que cobram os consumidores pela energia fornecida, através da conta de luz enviada todo mês.

O interessante é que deixar essa conta mensal mais barata e acessível é possível através do processo de Geração Distribuída (GD), regulamentado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em 2012.

Como funciona o mercado de Geração Distribuída?

Por meio do mercado de Geração Distribuída criou-se o Sistema de Compensação de Energia Elétrica (SCEE) possibilitando, pela primeira vez, que o consumidor final gere sua própria energia e se torne um protagonista e verdadeiro agente de mudança dentro do setor.

Existem algumas modalidades de atuação neste mercado, com diferentes funcionamentos e que demandam esforços distintos por parte do consumidor.

A Geração In loco, como o próprio nome diz, é aquela em que a geração de energia ocorre no mesmo local do consumo, sendo o modelo mais tradicional deste tipo de geração os painéis fotovoltaicos nos telhados das residências.

Este modelo funciona da seguinte forma:

  • A energia é gerada pelos painéis instalados e enviada para o quadro de energia da residência;
  • Os equipamentos (ar condicionado, geladeira, etc) que estiverem em uso irão demandar a energia que passa pelo quadro;
  • O excedente de energia gerado e não utilizado, é enviado para rede elétrica;
  • Todo o saldo de energia enviado para a rede é contabilizado pela distribuidora de energia, e armazenado no formato de créditos com validade de 60 meses;
  • Caso o consumo seja maior que a geração, o consumidor é automaticamente abastecido pela rede elétrica, via distribuidora e sua conta de luz é reduzida pelos créditos acumulados.

São vários os benefícios neste processo, sendo os principais deles a economia e a sustentabilidade. No entanto, é necessário ter espaço físico suficiente e ainda demanda altos investimentos ou financiamento do sistema.

Já ao contrário da Geração in loco, a Geração Remota, ocorre em local diferente do(s) ponto(s) de consumo. Portanto, toda energia gerada e seus benefícios são aproveitados através do Sistema de Compensação de Energia e funciona da seguinte forma:

  • Aprovada pela Agência Nacional de Energia Elétrica, as usinas de Geração Distribuída geram energia e injetam na rede elétrica tradicional, recebendo em troca seus créditos de energia;
  • Esses créditos são dedicados para unidades consumidoras, compensando o consumo em sua conta de luz;
  • A distribuidora continua enviando sua conta de luz, que já virá com o desconto, e sendo a responsável pelo suprimento de energia, portanto, não há riscos adicionais de falta de luz;
  • Por fim, o consumidor que adota essa solução recebe duas faturas: (i) uma da distribuidora com o valor da conta reduzida; (ii) outra da usina de Geração Distribuída com valor referente aos créditos entregues. A soma das duas faturas proporcionará uma economia no final do mês.

Quando essa geração é destinada a um único CPF ou um único CNPJ ela é chamada de autoconsumo. O autoconsumo remoto é muito comum e benéfico para grandes redes (empresas), por dois motivos: o primeiro é pela falta de espaço físico nos pontos de consumo e o segundo, é pela larga escala de energia que justifica investidores terceiros a construírem os projetos e locarem a usina para grandes consumidores.

Por demandar grandes investimentos, custos de manutenção e ainda estruturas contratuais complexas, o autoconsumo é uma solução pouco viável para pequenos consumidores, como residências. No entanto, empresas como a Flora Energia, fundada em 2020, já focam seus esforços na geração remota compartilhada, uma opção simples e flexível.

Com o objetivo de democratizar o acesso à energia renovável, a Flora conecta os consumidores residenciais aos geradores de energia renovável na modalidade compartilhada por meio de sua plataforma digital. Assim, de forma simples e em poucos cliques, os clientes passam a economizar e compartilhar da energia limpa gerada nas usinas renováveis pertencentes ao ecossistema da Flora.

Sem precisar investir, sem obras em suas residências e sem riscos. Para fazer parte do processo, a Flora cobra o cliente de acordo com a quantidade de créditos consumidos.

“Garantimos que o valor pago para Flora somada à sua conta de luz com desconto será menor que sua conta de luz atual. Ser sustentável nunca foi tão fácil”
– diz Roberto Cavalieri, um dos fundadores da empresa.

Para conhecer o benefício econômico em sua conta, o site da empresa (www.floraenergia.com.br) conta com uma calculadora digital simples e rápida, onde o cliente já consegue simular sua redução. Uma solução prática para quem busca entender um pouco mais sobre o negócio e os detalhes da companhia.

Energia renovável e com economia agora em Campinas!

Atualmente, a empresa já conta com distribuição ativa em diversos municípios no interior do Estado de São Paulo, abastecidos pela distribuidora de energia CPFL Paulista e Santa Cruz, e a curto prazo também estará disponível nos Estados de Minas Gerais (CEMIG), Rio de Janeiro (Light), Pernambuco (CELPE) e Goiás (Enel- GO).


Redação por:
Cezar Almeida, Flora Energia.

Mapeando o Ecossistema de Campinas

Campinas recebe cada vez mais destaque como um importante polo tecnológico e industrial, rompendo fronteiras regionais e até mesmo nacionais.

Seja pelo Sirius, a mais complexa infraestrutura científica já construída no país e uma das primeiras fontes de luz síncrotron de 4ª geração do mundo; ou o Hub Internacional para o Desenvolvimento Sustentável, iniciativa ousada que está sendo planejada pela Unicamp; é preciso enaltecer todo um ecossistema que gera – e muito – valor para a cidade.

Vista de drone da região central de Campinas (2020) | Foto: Acervo Campinas Tech | Divulgação.

A importância do Ecossistema

Recentemente classificada pelo IBGE como metrópole, Campinas detém valores bastante expressivos. Só no ano passado (2019), a cidade foi eleita como a mais inteligente e conectada do país e seu PIB atingiu o maior nível dos últimos cinco anos.

Neste cenário, o setor de serviços concentra a maior fatia do PIB e o área de tecnologia tem importante participação neste feito.

Tais resultados são fruto de esforços conjuntos de vários atores do ecossistema: poder público, instituições de ensino e pesquisa, indústrias, pequenas e médias empresas, além de startups.

Se tratando destas últimas, Campinas é a segunda maior cidade do estado em número de startups. De acordo com o levantamento da Abstartups, são 144 empresas deste estilo na região, ficando atrás apenas da capital.

Todos esses dados mostram como o ecossistema se comporta de maneira viva, mas também muito volátil. Por isso, é preciso criar maneiras de documentar e analisar seu comportamento, além de monitorá-lo constantemente.

Com esse fim, ao longo dos últimos meses, uma frente de trabalho voluntária da Campinas Tech, comandada por Emerson Silva, resolveu criar o mapeamento do ecossistema.

O Mapeamento

A partir de um trabalho altamente colaborativo, a Campinas Tech disponibiliza a partir de agora uma plataforma para mapear os atores de tecnologia de Campinas e Região.

Basicamente, o mapeamento reúne startups, instituições de ensino, centros de pesquisa, universidades, grandes empresas e startups que exercem atividades baseadas em desenvolvimento tecnológico.

A plataforma utiliza um sistema similar ao Google Maps e busca oferecer um levantamento mais real e atual sobre o setor tecnológico. Construída sob open source, a plataforma é aberta para quem quiser colaborar na construção e aperfeiçoamento de seus recursos.

Benefícios da plataforma

Mais do que um simples depósito de dados do ecossistema, o mapeamento nos permite fazer várias análises sobre o seu comportamento.

Analisar a distribuição geográfica do seus atores pode ajudar na elaboração de políticas públicas e no aperfeiçoamento do ambiente regulatório, por exemplo. Ou então, visualizar a concentração de startups de dado segmento pode atrair mais investidores. As possibilidades são inúmeras.

Memória & Cultura Empreendedora

Além de mapear os agentes institucionais, o plataforma também disponibiliza uma aba que faz um panorama das principais ações e pessoas do ecossistema que contribuem para que Campinas tenha um passado, presente e futuro atrelado ao empreendedorismo e inovação.

São listados, por exemplo:

Dessa forma, o mapeamento não só traz dados, mas cumpre o papel de mostrar que tecnologia, empreendedorismo e inovação já são aspectos inerentes à cultura campineira.

Confira o Mapeamento agora mesmo!


Redação por:
Felipe, da Campinas Tech.

O Método Thomson Reuters de Inovação

Foto: Thomson Reuters Brasil / Divulgação.

Por si só, manter um negócio inovador não é uma tarefa fácil, independente de sua área ou porte. Pequenas, médias e grandes empresas precisam estar atentas não só as inovações tecnológicas, mas também as transformações nas relações e comportamentos sociais.

Isso porque a inovação não reside apenas no entrega final de uma empresa, com a oferta de um produto ou serviço super inovador. Ela precisa – e deve – estar presente em todas as etapas e processos de um negócio. Aquela que percebe isso antes, e aplica essas práticas, sai na frente.

A inovação aberta é um primeiro e importantíssimo passo para manter o processo de inovação constante em uma empresa, mas não pode ser o único. A Thomson Reuters tem essa consciência e justamente por isso mantém uma série de ações em paralelo para que a inovação não pare. A partir de agora, você conhecerá algumas delas.]

Fazer-se presente

Foto Thomson Reuters Brasil / Divulgação.

Estar imerso em ambientes permeados de inovação e criatividade é premissa fundamental para ter ideias inovadoras ou encontrar parceiros que agregam isso à empresa.

Por isso, a Thomson Reuters participa de inúmeras reuniões com empresas especializadas em variadas áreas para encontrar e trabalhar de forma inovadora e conjunta. Com startups, sua interação vai desde a participação em eventos – onde costumam ouvir uma centenas de pitches – até a presença em hubs de empreendedorismo e inovação, como a Campinas Tech.

Accelerator Day

Foto Thomson Reuters Brasil / Divulgação.

Para a Thomson Reuters, as startups têm um papel muito importante no desenvolvimento da sua cultura inovadora. Isso porque elas conseguem trazer soluções que até então eram inimagináveis para a companhia.

Há alguns anos a empresa promove o Accelerator Day, um programa que busca selecionar startups de determinados segmentos e desenvolvê-las para possíveis projetos em parceria com a multinacional. A Neuralmind, startup campineira de inteligência artificial, foi uma das selecionadas na última edição (2019) do programa.

O poder da co-criação!

A inovação está intrinsecamente relacionada a solução de problemas, independente da área ou da consciência da existência dessa dor. Para a companhia, esse quesito é levado muito a sério na hora de se reinventar e é comum a cocriação de práticas e soluções inovadoras.

Na Thomson Reuters, clientes e parceiros não só trazem desafios para empresa como também tem a liberdade para sugerir e colaborar com a criação de produtos e serviços.

Inovathon & Open Innovation na Veia

Foto Thomson Reuters Brasil / Divulgação.

Até aqui, já deve ter ficado claro o propósito da Thomson Reuters de inovar em seus processos internos para poder entregar soluções inovadoras para o mercado e sociedade. Por consequência, institucionalmente a companhia promove dois programas internos que a ajuda a garantir esse propósito.

Um deles é o Inovathon, onde equipes formadas por colaboradores desenvolvem projetos de inovação e melhorias para o dia a dia da Thomson Reuters e dos seus clientes.

Outro programa é o Open Innovation na Veia, um modelo em que determinadas áreas da empresa apresentam uma dor para a área de inovação que, com a ajuda de alguma startup, buscam uma solução conjunta.

Em ambos os casos, é interessante ressaltar que o colaborador pode destinar parte da sua jornada para se dedicar aos projetos, sem se sobrecarregar com tarefas – o que vem trazendo ótimos resultados na produtividade e inovação dos processos.

Campinas Tech Connection

Aqui no ecossistema campineiro a Thomson Reuters faz parte do Comitê de Corporate Innovation, que reúne diversas grandes empresas da região para a aplicação da inovação aberta.

Oficialmente, hoje fazem parte também desse grupo a 3M, CPFL, DHL, Enforce e Matera, com encontros mensais organizados pela Campinas Tech. Entretanto, outras grandes empresas devem somar a essa lista em breve.

Uma das iniciativas do grupo é o Campinas Tech Connection, uma nova ação do ecossistema que visa identificar, selecionar e desenvolver startups da região, através do desenvolvimento de pilotos e projetos com as empresas do comitê e seus fornecedores, parceiros e clientes.

A iniciativa surge para combinar oportunidades de negócio, investimentos e um programa de mentoria com os principais executivos das corporações participantes. Tudo isso independente do segmento em que atua a startup – todas são bem-vindas!

Ficou interessado em participar com a sua startup e poder colaborar com a Thomson Reuters e outras grandes empresas? Confira o edital no formulário e inscreva a sua!


Redação:
Felipe, da Campinas Tech.

Apoio & Revisão:
Mauricio Lubachescki, Head de Inovação e Treinamento na Thomson Reuters Brasil.

Você sabe o que é Inovação Aberta?

Foto por peoplecreations no Freepik.

Assunto de extrema importância para grandes corporações, startups, estudantes, universidades, investidores e tantos outros players, o conceito de Inovação Aberta – ou Open Innovation – defende uma abordagem de inovação mais descentralizada, envolvendo diversos stakeholders.

A proposta é que as empresas se abram para o mercado com o propósito de cooperar com o contexto em que estão inseridas. Assim, tornam-se preparadas a mudar seu mindset, cultura, processos e, consequentemente, criar produtos e serviços que sejam assertivos e benéficos tanto para a empresa quanto para o ecossistema ao seu redor.

Esse novo conceito de inovação foi criado por Henry Chesbrough, professor da universidade de Berkeley, nos Estados Unidos, e autor de um livro com o mesmo nome publicado em 2003. Seu livro possui uma abordagem de inovação mais bem-distribuída entre os stakeholders, mais participativa e mais descentralizada.

Para o autor, a “inovação aberta é o uso de fluxos de conhecimento internos e externos para acelerar a inovação interna e expandir os mercados para o uso externo de inovação, respectivamente”. Os benefícios de ter uma cultura de open innovation incluem:

  • Redução do tempo entre desenvolvimento e comercialização
  • Abertura de novos mercados
  • Diminuição de custo em diversas etapas
  • Geração de ideias e base de conhecimento
  • Democratização de acessos a ideias
  • Promoção de networking
  • Inovação para produtos/serviços já existentes

O conceito provou seu valor e Chesbrough conta que, antes de publicar seu livro sobre o tema, fez uma busca pela expressão “Open Innovation” no Google e a ferramenta retornou cerca de 200 resultados. Em 2010, fez novamente a mesma busca e obteve 13 milhões de links.

Veja algumas formas de implantar a Inovação Aberta em sua empresa

Eventos e programas com startups

Os eventos de startups são situações perfeitas para ver o que está surgindo de novo no mercado e quais são as tendências para o seu setor, além de conhecer novas pessoas e até pensar em possíveis parcerias.

Inovação interna

Para sensibilizar os colaboradores para a inovação, é interessante lhes proporcionar treinamentos, workshops e encontros criativos. Os colaboradores vão precisar de momentos livres para exercerem seus papéis de geradores de ideias e cocriadores em todas as etapas do processo de inovação. Dessa forma, eles se sentirão importantes no contexto e vão internalizar a cultura de inovação em seus cotidianos.

Inovação com clientes

Implantar um Programa de Ideias com a participação de pessoas externas à organização – como clientes, fornecedores e até mesmo a comunidade em geral.

Quando a empresa abre um canal para receber ideias externas, ela recebe diretamente o feedback dos seus parceiros, podendo receber insights valiosos sobre como os seus produtos e processos são percebidos externamente.

 

Para te auxiliar neste processo de mudança de cultura e adesão à inovação aberta, a Venture Hub – aceleradora e importante ator do nosso ecossistema – preparou e disponibilizou um canvas para ajudar empresas a estruturarem suas estratégias e projetos de inovação. Confira:

Para saber mais e ter acesso ao quadro ampliado, clique aqui!

Desde 2019, a Campinas Tech reúne algumas das empresas mais inovadoras da região e hoje mantem um comitê de Corporate Innovation. O grupo vem com o propósito de promover a inovação aberta a partir da troca de experiências, além do fortalecimento da cultura de inovação e do ecossistema da região. Nesta entrevista com Menotti Franceschini, líder do comitê, você saberá como!


Participe do Comitê Campinas Tech de Corporate Innovation! Entre em contato pelo e-mail contato@campinas.tech, ou então nossas redes sociais.


Redação:
Maíra R. Arruda, da Campinas Tech.

3 desafios da inovação para o Brasil em 2020

Foto por Burak K from Pexels

O mundo continuará mudando. Na verdade, continuará mudando por anos. A transformação digital está apenas começando.

A geração dos nativos digitais começará a consumir em escala. Junto com eles estão vindo novos comportamentos, novas atitudes e novos valores.

Tecnologias disruptivas começam a escalar e maturar.

Inteligência artificial, robótica, impressora 3D, IOT, drones, dados. Muitos dados. Uma infinitude de dados.

Nunca tivemos tanto poder. Nunca tivemos tantos desafios.

O ritmo das mudanças no mundo acelerou dramaticamente e vai aumentar mais ainda, e para o Brasil não é diferente.

E para apresentar uma perspectiva de desafios e oportunidades potenciais para o Brasil em 2020, a McKinsey lançou um relatório super completo chamado “Brazil 2020: Opportunity Tree”.

De todos os temas abordados no relatório escolhi três desafios, que acredito serem essenciais para profissionais e empresas que queiram se transformar e liderar a transformação em 2020. São eles: Consumer Centricity, Cultura de inovação e Ambidestria. Quer saber do que se trata?

Vou falar sobre cada um deles a seguir:

1) Consumer Centricity: empresas centradas no cliente

Quando analisamos o cenário global fica claro que as empresas mais inovadoras do mundo tem uma característica em comum: suas decisões são tomadas a partir da análise de dados de seus clientes.

Vamos aos dados:

  • 71% dos mais de 200 milhões de brasileiros têm um smartphone;
  • Em média, os brasileiros gastam 9,5% do seu tempo no celular – dado que nos coloca em segundo do mundo;
  • 76% da classe média baixa tem acesso à internet. Em 2015, esse dado era de apenas 53%;
  • Pagamento por QR code 24 horas será lançado em 2020.

Os dados acima confirmam uma tendência descrita há anos. O brasileiro está conectado e tem mobilidade. E estamos falando de uma grande parcela da população.

Diante dessa realidade algumas empresas tiveram sucesso em adaptar sua estratégia, enquanto outras ainda estão sofrendo com essa nova realidade. Muitas não vão sobreviver e as que ficarem não poderão parar de se adaptar.

Um dos setores em que mais podemos perceber essa mudança é o varejo. As compras online não param de crescer. A grande referência de mudança seguramente é a Magazine Luiza que viu seu valor de mercado mais que duplicar nos últimos anos.

Outro movimento impressionante no Brasil nos ajuda a validar e a compreender o sucesso de empresas centradas no cliente.

As startups de tecnologia estão disruptando diversos setores, construindo e implementando estratégias com o cliente no centro de tudo.

Elas estão transformando a jornada do consumidor brasileiro. Abaixo veremos algumas das principais startups:

  • Transporte: 99, Uber e Grow;
  • Delivery: iFood, Uber Eats e Loggi;
  • Fintech: Stone, Neon e PagSeguro.
Imagem: Escola Conquer

Graças a essa mudança, começamos a conhecer também os primeiros unicórnios brasileiros, as startups que apresentam um valor de mercado superior a 1 bilhão de dólares.

Rappi, Nubank, Gympass, Quinto andar, entre outros.

Outro fator que comprova o sucesso das empresas consumer centric é a relação entre sua avaliação de satisfação do consumidor com a lucratividade por consumidor.

Quanto maior o NPS (Net Promote Score), maior a lucratividade da empresa. Empresas com NPS próximo de 8 apresentam lucratividade 120% maior que empresas de NPS baixo!

Imagem: Escola Conquer

O termo customer centricity tem se tornado tão importante que Jeff Bezos, o CEO da Amazon, mudar a missão da empresa para “queremos ser a empresa mais customer centric do planeta”.

Esses indicadores positivos e a pressão do mercado têm influenciado gigantes da era analógica a se adaptarem de maneira rápida. Vemos fortes movimentos de empresas como Itaú, Nike, Porto Seguro e Grupo Pão de Açúcar implementando ações para se adaptar à nova realidade.

Imagem: Escola Conquer

As oportunidades de implementar o modelo customer centric são imensas, mas existem 4 fatores essenciais para serem implementados.

  1. Oferecer serviços frequentes e diversos que preencham as necessidades diárias de seus clientes.
  2. Monetize a sua base de usuários, conduzindo os clientes na jornada de compra por meio de serviços de baixo valor até serviços de mais alto valor.
  3. Estruture a jornada do consumidor de ponta a ponta mapeando as ações e medindo cada fase com indicadores claros e objetivos.
  4. Desenvolva seu time internamente para que todos tenham o mindset customer centric.

2) Cultura de inovação: o desafio dos ambientes tradicionais

As comprovações já foram entregues. A cultura de inovação e o modelo de negócio de startups estão validados no mundo e também no Brasil.

É provável que até 2025 o Brasil tenha mais de 50 unicórnios. Mais de 50 empresas que valem mais de de 1 bilhão de dólares. E a maioria delas está começando exatamente agora.

O que existe por trás de tudo isso?

Qual a cultura, comportamento ou modelo de negócio que tem possibilitado essa enorme transformação e crescimento rápido?

Considero que três fatores apontados no estudo da McKinsey podem nos ajudar a tirar essa conclusão.

  • Fator 1: o mercado bilionário de inovação e startups no país.
  • Fator 2: os profissionais brasileiros querem inovar e se sentem preparados para isso.
  • Fator 3: São Paulo está se tornando um Hub Global de Inovação.

Fator 1:

Nos últimos anos, houve um forte crescimento de ventures capital – modalidade de investimento focada em empresas de médio porte com alto potencial de crescimento, mas que são novas e com baixo faturamento – no país, permitindo um maior investimento em empresas de bases tecnológica.

Também já vimos que o brasileiro está conectado à rede e com mobilidade. A população brasileira já é a sétima mais conectada do planeta.

Somado a esses dois fatores, mais alguns dados mostram como o Brasil já atingiu uma cultura digital madura.

  • 39% da população brasileira é considerada early adopter na utilização de novos apps;
  • 5.7MM de downloads foram feitos no aplicativo do DETRAN de São Paulo para usar a carteira de motorista digital. Os dados mostram que os serviços públicos digitais vão reduzir custos do governo em torno de 750 MM de reais por ano;
  • Os brasileiros ficam em média 3 horas e 45 minutos por dia nas redes sociais;
  • 78% dos brasileiros conectados a internet usam Netflix. O segundo país da empresa no mundo;
  • Nos últimos dois anos, os pedidos de comida pelo aplicativo IFood cresceram 4x.

A pergunta que fica é: o que as empresas tradicionais que ainda não entraram na era digital precisam fazer para entrar e participar desse jogo?

Fator 2:

Pelo segundo ano consecutivo o Brasil apresenta resultados acima da média global em relação a aprendizado de inovação e capacidade de adaptação.

Imagem: Escola Conquer

A motivação dos profissionais brasileiros está relacionada a três grandes fatores:

  1. Senso de dono: os profissionais brasileiros sentem uma enorme motivação quando se colocam como donos da organização.
  2. Liderança desafiadora: os líderes desafiam seus times a superar desafios e fazer mais do que todos acreditam que seja possível.
  3. Transparência na performance: foco em resultados e no atingimento de metas, com uma competitividade interna saudável.

Esses três fatores culturais têm mostrado resultados significativos na capacidade das empresas e startups brasileiras inovarem.

Fator 3:

A cidade de São Paulo se transformou em um Hub de Inovação Global. 4 fatores são essenciais para que isso tenha acontecido:

  1. Capacidade intelectual: a cidade tem uma alta formação de talentos com uma estrutura educacional relevante;
  2. Serviços de alto padrão: apresenta infraestrutura adequada aos melhores níveis globais quando falamos de saúde e logística, por exemplo;
  3. Vida cultural e lazer vibrante: concentra atividades de lazer, culinária, turismo, vida noturna e prática esportiva;
  4. Sistema de inovação consolidado: base de empresas de investimento e startups.

Outros dados importantes sobre a cidade demonstram seu poder econômico, social e de inovação:

  • 70% das 20 maiores empresas do país estão baseadas em São Paulo;
  • São mais de 3.300 startups, mais de 20 incubadoras e mais de 20 aceleradoras;
  • O valor do ecossistema ultrapassou 21 bilhões de reais.

A diversidade de São Paulo também impressiona:

  • Mais de 10 mil estudantes estrangeiros;
  • 196 países do mundo reconhecem que têm pelo menos um cidadão vivendo em São Paulo;
  • A parada LGBTQI+ de São Paulo é a maior do mundo com mais de 3 MM de participantes.

Todos os fatores citados acima transformaram São Paulo em um Hub Global de Inovação. E graças a sua representatividade no país, essa cultura de inovação está se espalhando criando novos hubs nacionais como Curitiba, Belo Horizonte, Recife, Rio de Janeiro, Florianópolis, entre outras cidades.

A pergunta que fica é: por que ainda vemos tantas empresas negando essa cultura de inovação?

3) Ambidestria: fortalecendo o negócio atual e desenvolvendo o negócio do futuro

O tema ambidestria não é novo, mas parece ter entrado no dicionário do mundo da inovação. Uma empresa não consegue mais funcionar somente com 1 motor.

O motor atual está gerando faturamento, valor e negócios para a realidade atual. Porém com uma transformação tão rápida no mundo todo, as empresas precisam encontrar seu motor 2.

Podemos chamar o Motor 1 dessa maneira do motor de INOVAÇÃO INCREMENTAL.

Quais são as características do motor 1?

  1. Pesquisa estruturada para entender o seu cliente interno ou foque no mapeamento dos processos da sua área;
  2. Startups mais maduras são atalhos para melhorias operacionais;
  3. Crie um fast track para se relacionar com startups ou para aprovações de ações de inovação, evitando que o processo fique “emperrado” em alguma área;
  4. Comece pequeno, utilize métodos ágeis de trabalho, faça testes e experimentações.

O motor 2 é aquele que iniciará com um faturamento bem menor mas que estará totalmente adaptado a realidade de negócios digitais.

Temos vistos diversas empresas investirem no motor 1 e 2 e se tornarem ambidestras.

Itaú digitalizando todos os serviços e processos e ao mesmo tempo investindo em centros de inovação como o Cubo e criando apps como o ITI, a plataforma de transferência de valor digital do Itaú.

Ambev que mantém seu desenvolvimento de novos produtos, digitalização de processos e ao mesmo tempo investe em programas de aceleração de startups.

Cinemark que mantém seu negócio focado em uma melhor experiência do consumidor e desenvolve novos formatos digitais.

Podemos chamar o Motor 2 dessa maneira do motor de INOVAÇÃO DISRUPTIVA

Para implementar o motor 2 você deve:

  1. Estudar seu cliente final e focar em pontos que não estão sendo atendidos;
  2. Desenvolver uma solução internamente através de parceiros estratégicos que utilizam metodologias de inovação como o Design Sprint;
  3. Criar conexão com startups early stage, que têm expertise no assunto a ser desenvolvido e flexibilidade de desenvolver algo personalizado e exclusivo;
  4. Focar no resultado a longo prazo;
  5. Alocar uma equipe full time e apartada da operação organizacional existente.

A pergunta que fica é: com qual velocidade será necessário implementar o motor 2?

A resposta que eu posso dar com a própria experiência é…

Ninguém (ninguém mesmo!) cria inovação disruptiva com o tempo que sobra!

E, se você quer entender melhor como ser um profissional mais inovador e acelerar a inovação na sua empresa, conheça a especialização em Inovação e Transformação Digital da Conquer. Você vai aprender a colocar em prática ferramentas e estratégias de profissionais de referência do mercado para utilizar a inovação a seu favor.


Redação por:
Eduardo Albuquerque, Head de Inovação da Conquer.

(originalmente publicado no blog da Escola Conquer, associada Campinas Tech)


Corporate Innovation Forum 2020 ?
O evento que trouxe grandes nomes da Inovação Corporativa o ano passado a Campinas está de volta e com convidados de peso!

Saiba mais e participe!

Embrapa e Venture Hub selecionam startups para programa de aceleração

Startups que desenvolvem tecnologias digitais para o agronegócio têm até o dia 17 de agosto para se inscreverem no programa de aceleração promovido pela Embrapa Informática Agropecuária (Campinas/SP) e a Venture Hub. O TechStart Agro Digital vai selecionar até oito startups que participarão de um processo estruturado, com mentorias especializadas, treinamentos e oportunidades de interação com grandes e médias empresas, investidores e instituições de pesquisa, além de apoio nas áreas jurídica, de propriedade intelectual e contábil.

Foto: Divulgação

O objetivo é contribuir para o desenvolvimento e a escalada tecnológica de novas soluções para o agronegócio, oferecendo apoio às startups no processo de teste e validação do produto, na avaliação do seu posicionamento de mercado, formas de operação e projeções financeiras. A iniciativa atende também aos interesses de empresas parceiras do programa que poderão identificar tecnologias com potencial para integrar seus negócios e avaliar possibilidades de investimento.

O programa TechStart Agro Digital também vai oferecer aos participantes facilidades de acesso a campos experimentais das Unidades da Embrapa e à infraestrutura de coworking do Innovation Hub Campinas, um espaço de colaboração e inovação aberta. As startups selecionadas terão direito ainda a acessar gratuitamente as informações e modelos agropecuários gerados pela Embrapa disponíveis na plataforma AgroAPI. A ferramenta pioneira no Brasil foi lançada em abril e contempla desde dados sobre cultivares e produtividade até zoneamentos agrícolas. As informações são acessadas por meio de APIs (interface de programação de aplicativos, na tradução do inglês), úteis para o desenvolvimento de softwares e aplicativos móveis, com redução de custo e de tempo.

O segmento de empresas startups com foco em inovações para o agronegócio, as chamadas AgTechs, vem crescendo de forma significativa no Brasil. A estimativa do Censo AgTech Startups Brasil é de que existam mais de 300 empresas atuando no País. Há pelo menos três anos, a Embrapa Informática Agropecuária vem intensificando sua participação em programas de apoio aos novos empreendedores, atuando como uma facilitadora no ambiente de inovação aberta. “O TechStart Agro Digital será o primeiro programa de aceleração que a Unidade entra como organizadora principal, em parceria com a Venture Hub”, explica o chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia, Carlos Meira. O intuito é ajudar a impulsionar a chegada de novas tecnologias ao mercado, que atendam aos desafios do agricultor e agreguem valor à produção agrícola.

O lançamento oficial aconteceu no dia 17 de junho, durante evento de negócios digitais promovido pela Embrapa. De acordo com o executivo da Venture Hub, Érico Pastana, o programa foi pensado como uma forma de melhorar o processo de inovação e ampliar a capacidade de geração de novas soluções. O TechStart conta também com o apoio da Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec).

Como participar

As startups interessadas deverão inscrever propostas de soluções para problemas reais da agricultura em oito diferentes temas: Gestão de Risco Agrícola; Identificação e Detecção de Pragas e Doenças; Cadeia de Hortifruti; Automação e Robotização no Campo; Biotech; Manejo e Monitoramento; Pecuária de Precisão; e Nutrição e Sanidade Animal. Para participar, basta acessar o site do programa TechStart Agro Digital (clique aqui) e preencher o formulário de inscrição, gratuitamente. As etapas de seleção seguem fluxo contínuo e incluem uma triagem inicial, entrevistas e a participação num Pitch Day, quando as propostas serão apresentadas para uma banca avaliadora. Concluída esta fase, as startups selecionadas darão início ao processo de aceleração, previsto para setembro. O encerramento desta primeira rodada do programa deve acontecer em fevereiro do próximo ano, com a apresentação final dos produtos e modelos de negócios.


Texto originalmente publicado pela Embrapa.

Na prática: Design Thinking na gestão pública

Foto: Caiena/Divulgação.

Na Caiena, nós utilizamos diversas abordagens de human-centered design em nossos projetos, como o Metadesign e o Design Thinking. Conscientes de todo o contexto explorado nos capítulos um (Compreendendo Design Thinking por meio da história do design) e dois (Como os pilares do Design Thinking foram construídos na história?) da série, analisamos, moldamos e integramos as abordagens. Elas, por sua vez, podem ser aplicadas em cada etapa de um projeto público ou privado, no intuito de nos ajudar a trilhar o caminho entre as ideias e a criação.

O projeto Observatório de Gestão Pública de Boa Vista (OBV) é um exemplo de como utilizamos Design Thinking e suas ferramentas na gestão pública. O OBV é um portal que permitirá à população acompanhar os gastos e atividades das secretarias municipais da cidade de Boa Vista. Os designers da Caiena, Bárbara Prestes e Murillo Perecinotto, receberam o desafio de criar e ministrar um treinamento sobre Design Thinking para os servidores públicos da prefeitura da cidade e utilizaram a abordagem para realizar a atividade. Por trás de seu sentido prático, podemos visualizar os pilares do Design Thinking de Kolko sendo aplicados – tanto pelos servidores, como pelos designers. A Bárbara e o Murillo nos contam melhor como foi a experiência:

Antes de aplicar um treinamento, precisamos entender o público para qual estamos nos direcionando. Para isso, aplicamos a etapa da empatia. Pudemos buscar informações sobre o público, além de usar nossas experiências e internalizações para abstrair um entendimento sobre os desafios que os servidores públicos de Boa Vista enfrentam no cotidiano.

Com o exercício, conhecemos alguns dos principais problemas da vida da gestão pública, como orçamento limitado, lentidão para tomada de decisões e burocracia em excesso. E, assim, vivenciamos a etapa de definição de problema, na qual entendemos que estes desafios geram um ambiente em que a solução criativa de problemas tende a não existir.

A partir daí, nos debruçamos para construir um treinamento que aproximasse a abordagem Design Thinking do cotidiano dos servidores e que demonstrasse caminhos e momentos em que ela poderia ser aplicada na gestão pública. No processo de ideação, tivemos vários insights e caminhos potenciais para seguir. A primeira escolha que fizemos foi mesclar teoria, apresentação de casos – tanto no âmbito da gestão, como em outros – e atividades para cada módulo aprendido.

Para obter um conjunto de atividades ideal, montamos uma estrutura programática que foi evoluindo naturalmente em um processo de prototipagem. Por fim, compreendemos que o ideal para o treinamento seria finalizá-lo com a materialização das atividades e dos conhecimentos construídos por meio da criação de um produto.

Com a estrutura e artefatos preparados, reunimos outros membros da Caiena e realizamos sessões de teste com a ótica dos participantes – pessoas que não conhecem a abordagem de Design Thinking e suas ferramentas. Assim, pudemos levantar questionamentos e identificar aspectos que deveriam receber mais atenção ou ser modificados.

O resultado final foi extremamente satisfatório e os servidores concluíram o treinamento com um projeto do qual se sentiram orgulhosos! A eficiência do uso de ferramentas do Design Thinking para a projeção de soluções aos problemas da realidade das pessoas é a maior prova do valor da abordagem. Ao mesmo tempo, esse resultado é uma realização para nós, designers, que projetamos e idealizamos o curso.

Case das galhadas:

Um dos cenários levantados durante o treinamento foi o das galhadas – as podas das árvores ficam nas ruas e calçadas de Boa Vista até que a prefeitura as recolham, prejudicando o trânsito, pedestres e gerando resíduos em vias públicas. Nas etapas de empatia e definição do problema, o grupo entendeu o sentimento de impotência da comunidade, listou os problemas relacionados ao cenário e escolheu um para resolver. Na ideação, os servidores seguiram o método da pior ideia possível. No caso, escolheram como solução jogar as galhadas na casa do vizinho. A partir da discussão sobre essa ideia, nasceu um grande projeto: utilizar terrenos baldios como pontos de coleta das galhadas. Mais do que isso, o grupo idealizou um ciclo: moradores levam suas galhadas para os pontos de coleta; as galhadas são transformadas em adubo para as propriedades de agricultura familiar da região; os alimentos produzidos são comercializados nos mercados dos bairros; e quem contribui utilizando os pontos de coleta ganha cupons de desconto para a compra desses alimentos.

Na etapa de prototipação, os servidores construíram uma maquete para simular o ciclo que idealizaram, e puderam refinar algumas das ideias. Normalmente, uma prototipação real deveria ser feita em um projeto piloto, mas a produção da maquete permitiu a materialização do projeto.

Com isso, chegamos ao fim da série sobre Design Thinking! Por meio dos textos, nos propusemos a transmitir uma possibilidade de entendimento sobre a abordagem que não se encerre no seu uso como um método imutável. Você pode conferir os dois primeiros posts da série aqui: Compreendendo Design Thinking por meio da história do design e Como os pilares do Design Thinking foram construídos na história?.


Texto por:
Rebeca Bissoli Silvestre e originalmente publicado no Caiena Blog.

Legal Design — Uma nova forma de pensar o Direito

 

A formação do direito advém de diferentes fontes que a doutrina clássica define como fontes formais e materiais e, dentro destas classificações, se encontram as leis, os costumes, as doutrinas, os princípios e a jurisprudência. De acordo com Hugo de Brito Machado[1], “a fonte de uma coisa é o lugar de onde essa coisa surge. Assim, a fonte do direito é aquilo que o produz, é algo de onde nasce o direito.” Desse modo, se uma população tem por costume e tradição fazer algo que posteriormente venha a ser definido em lei, pode-se dizer que a fonte daquele direito é o costume de seu povo pois, sem tal costume, aquela lei não existiria.

Nesse sentido, a transferência das tradições, costumes e outras práticas sociais, entendidas estas como fontes materiais do direito são repassadas gerações após gerações e utilizadas como fontes acessórias e secundárias para aplicação do direito nos países mais positivistas, como no caso do Brasil. O artigo 4º da Lei de Introdução às normas do Direito Brasileiro bem destaca tal indicativo ao estabelecer que “Quando a lei for omissa, o juiz decidirá o caso de acordo com a analogia, os costumes e os princípios gerais de direito”.

No entanto, estes costumes e princípios tão caros ao direito geram, como consequência natural, um distanciamento com as importantes atualizações e desbravamento de novos caminhos para a sociedade (e para o próprio direito), especialmente dentro de um mundo conectado como vivemos hoje.

Norberto Bobbio, um dos mais reconhecidos filósofos-políticos e juristas do século XX,destaca que “os costumes, largamente utilizados nos países que adotam um direito costumeiro, não são capazes de direcionar os caminhos a serem percorridos por uma sociedade, mas tão somente de mantê-los”[2].

Inovação é considerada algo arriscado e a palavra risco parece não fazer parte do dicionário dos mais de 900[3] mil alunos que se formam nas faculdades de direito todos os anos no Brasil. Esta aversão a risco, ao mesmo tempo que traz segurança e estabilidade, limita a reinvenção do direito e a forma como os advogados exercem suas atividades e entregam valor a seus clientes dentro de um contexto da chamada 4ª Revolução Industrial.

Todos os dias novos modelos de negócios, novas formas de atuar e novas necessidades de se adequar à realidade surgem à nossa volta, desde financiamento de projetos exclusivamente digitais que desafiam as regras estabelecidas (como é o caso dos ICOs) até organizações corporativas de pessoas em squads e tribes (como é o caso de empresas como Spotify). Nesta onda inovadora, vemos a aplicação, cada vez mais difundida, da metodologia de design thinking como um novo modelo de resolução de problemas.

O termo design thinking foi primeiramente utilizado com destaque no livro The Science of the Artificial de Herbert A. Simon, trazendo a noção de design como um “formato de pensamento”. Posteriormente, Tim Brown, CEO da Ideo e um dos maiores evangelistas do tema, passou a difundir o uso do conceito para outras áreas. David Kelley fundador da Ideo e Roger Martin, diretor da Escola de Gestão da Universidade de Toronto são, também, outros nomes de destaque que ajudaram a divulgar o conhecimento e aplicação da metodologia em vários setores de negócio.

Em essência, entende-se como design thinking um método de pensamento mental, voltado ao ser humano e que visa a solução de problemas pelo processo de empatia. Thomas Lockwood, presidente do Design Management Institute define design thinking como “um processo humano focado em inovação, centrada no ser humano e que enfatiza a observação, colaboração, aprendizado rápido, visualização de ideias, protótipos de conceito rápido e análise de negócios simultâneos, o que acaba influenciando a inovação e a estratégia de negócios” [4]. Tim Brown, de maneira similar, conceitua como “uma metodologia que permeia todo o espectro de atividades de inovação com um espírito de design voltado para o ser humano”[5]. Em resumo, é a forma de aplicar princípios de design em outras áreas de negócios através de pilares como simplicidade, experiência do usuário, foco no ser humano e inovação.

A despeito de ter se tornado um pouco hype em vários negócios, o design thinking é utilizado em muitas indústrias e grandes companhias já alcançaram resultados extraordinários. A gigante financeira Fidelity criou o Fidelity Labs, um laboratório de experimentos financeiros que usa a metodologia para escanear oportunidades, testar e prototipar produtos inovadores e, por fim, escalar os mesmos em sua base de clientes. Hoje a Fidelity Labs está presente em 8 escritórios globais, conta com 150 pessoas atuando exclusivamente em seus experimentos e possui mais de 200 patentes de novos produtos financeiros[7].

No direito, no entanto, o conceito de design thinking ainda é muito pouco difundido, mas os efeitos práticos seguem mesma linha de melhorias aos de setores já testados.

Denominado de Legal Design por alguns designers, o design thinking aplicado ao direito se dá pela aplicação dos mesmos princípios basilares do design thinking tradicional aos problemas enfrentados no universo jurídico. Margaret Hagan, diretora do Legal Design Lab da Stanford Law School e professora do Stanford Institute of Design, destaca que legal design “é a forma como avaliamos e desenhamos negócios jurídicos de maneira simples, funcional, atrativa e com boa usabilidade”[8].

Advogados e operadores do direito, em sua maioria, não experimentam novas estratégias ou teses, não buscam soluções inovadoras e tampouco testam e prototipam novas ideias. Tendem a ser perfecionistas e terminar todo o trabalho antes da entregaao cliente. Este processo, como já dito acima, elimina qualquer tipo de inovação, criatividade ou testes antes da entrega final. A adoção do legal design ajuda a compreender novas formas de trabalho, maior iteração com os clientes, design de documentos mais acessíveis, atendimento mais humanizado e busca de soluções inovadoras.

Focado na experiência do usuário/cliente, o processo do design thinking é composto por 6 etapas: descobrir; definir; idealiza; prototipar; testar; e implementar. Todas estas etapas devem ser sempre trabalhadas através da empatia, ou seja, se colocando sempre no lugar do cliente para buscar respostas aos desafios propostos.

Realizando este ciclo constantemente, medindo os resultados e implementando melhorias constantes, os advogados conseguirão incorporar mais valor a seus serviços. Ao invés de trabalhar em um caso durante muito tempo e, somente ao final, apresentar o resultado pronto, o advogado poderia trabalhar “em conjunto” com o cliente, entender melhor suas dores e testar alternativas rápidas, antes da entrega final. Certamente o resultado será melhor e mais eficiente para a dor do cliente.

A organização americana Tenessee Alliance for Legal Services que desenvolveu um checklist online[9] de perguntas para identificar se pessoas comuns tem ou teriam risco de ter algum tipo de problema legal e, caso tivessem, quais as ferramentas disponíveis para ajudá-las. A iniciativa, pensada a partir do design thinking, foi desenvolvida em entrevistas com usuários, a experiência é simples, a usabilidade intuitiva, direta e colocando a dor do usuário no centro do problema.

Em outro exemplo, o Instituto de Arbitragem da Finlândia valeu-se do legal design para explicar e melhorar a usabilidade da sua ferramenta digital de arbitragem. O trabalho foi realizado em conjunto por legal designers, usuários e estudantes para entender quais eram as melhores informações a serem destacadas, o fluxo destas informações e a forma que elas deveriam ser expostas. Vários protótipos foram previamente testados e a versão final foi amplamente reconhecida pela indústria [10].

Entretanto, o processo não é tão simples quanto pode parecer. Aprofundamento de entrevistas, open-mind para gerar empatia, busca de insights, determinação para testar, paciência para iterar, foco para medir e abertura para ouvir opiniões diversas são qualidades que devem fazer parte da jornada.

Neste processo, as dinâmicas de trabalho em equipes multidisciplinares, ambientes colaborativos, testes e falhas rápidas nos levam a encontrar respostas de dentro para fora, e não de fora para dentro, tornando as soluções mais eficientes e objetivas às dores.

Diversas universidades e escolas de direito reconhecem o valor gerado a partir deste novo modelo de pensamento e criaram núcleos de estudos focados no tema. A Universidade de Stanford continua sendo a mais reconhecida em termos de inovação e no Direito não fica para trás com o já mencionado Legal Design Lab. A Northeastern University School of Law criou o NuLawLab para discutir programas e projetos utilizando o design thinking como ferramenta, criando grupos coletivos de discussão sobre moradias populares, redesign de tribunais e pesquisas de igualdade racial. Por fim, a Vanderbuilt Law School e a Berkeley Law também possuem programas focados em utilizar a metodologia do design thinking para resolução de problemas.

Em conjunto com novas metodologias, ainda, deve-se trabalhar uma grande mudança de cultura dentro da visão dos advogados e, conjuntamente, o domínio e novas ferramentas tecnológicas para que os trabalhos sejam desenvolvidos com maior eficiência. Estas etapas da transformação do direito são longas mas o início se dá agora, nos pequenos passos.

Nosso intuito é hackear o direito e torná-lo mais acessível, de modo que os operadores do direito, as pessoas que dele se beneficiam e a sociedade como um todo possam usufruir de uma justiça mais humana, simples e funcional.

Fontes

[1] MACHADO, Hugo de Brito. Uma Introdução ao Estudo do Direito. São Paulo: Dialética. 2000.

[2] BOBBIO, Norberto. Teoria do ordenamento jurídico, 6ª ed., Brasília: Universidade de Brasília, 1995.

[3] Conselho Federal da OAB

[4] LOCKWOOD, Thomas. Design Thinking: Integrating Innovation, Customer Experience, and Brand Value. Estados Unidos Da America: Allworth Press, 2009.

[5] BROWN, Tim. Design Thinking: uma metodologia poderosa para decretar o fim das velhas ideias. Rio de Janeiro: Alta Books, 2017

[7] https://www.fidelitylabs.com/

[8] http://www.lawbydesign.co/

[9] https://applications.help4tn.org/a/checkup

[10]https://arbitration.fi/arbitration/fai-arbitration-process/

 

Texto por:

Guilherme Leonel e Natalia Miyazaki, originalmente publicado no Medium da Legal Hackers Campinas.


Lex Design:
 

Equipe:
Guilherme Leonel
Lucas Orsolini
Rafal Ceravolo

Startup campineira é aprovada na Singularity University

Localizada em um centro de pesquisas da Nasa, no Vale do Silício, a instituição oferece programas educacionais que capacitam os participantes a utilizarem tecnologias para transformar positivamente o futuro da humanidade.

VOIX. Foto: Divulgação.

Um relatório sobre a violência nas escolas feito pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) apontou que, globalmente, cerca de 150 milhões de estudantes já sofreram bullying no ambiente escolar. Foi diante desta realidade que nasceu a VOIX, uma startup que promete ajudar educadores a trabalharem temas sobre a aceitação da diversidade, como racismo, igualdade de gênero, religião e obesidade, por meio de um jogo físico que interage com um aplicativo que, por sua vez, possui um banco de dados com centenas de casos reais de preconceito.

Fundada pelo cearense Marco Antônio Linhares, em 2017, a empresa, que é membro do CampinasTech, passa agora por um novo momento: em janeiro de 2019, a VOIX foi aprovada no “Global Startup Program” da Singularity University, instituição criada pelo Google e pela Nasa, que é o sonho dos mais respeitados cientistas, professores e mentes criativas do mundo. Com 1 ano de duração, o programa tem como objetivo acelerar startups para criar modelos de negócio globais que resolvam grandes problemas da humanidade e, consequentemente, impactem 1 bilhão de pessoas.

Marco Antônio Linhares, fundador da VOIX. Foto: Divulgação.

“O programa será dividido em duas fases. Na primeira, o objetivo é repensarmos nosso negócio para que ele possa causar impacto global. Já a segunda fase, que acontecerá na sede da Singularity, no Vale do Silício, consistirá em um programa de aceleração, em que nos conectaremos com participantes e investidores do mundo todo”, conta Linhares. Segundo ele, o “Global Startup Program” é muito exclusivo. “Em dez anos de existência, menos de 700 pessoas participaram do programa. Vale ressaltar que as chances de sucesso de uma startup que passa por ele são altíssimas: 88% dos participantes continuam captando rodadas de investimento após finalizar o programa”, complementa.

Segundo ele, o “Global Startup Program” é muito exclusivo. “Em dez anos de existência, menos de 700 pessoas participaram do programa. Vale ressaltar que as chances de sucesso de uma startup que passa por ele são altíssimas: 88% dos participantes continuam captando rodadas de investimento após finalizar o programa”, complementa.

Para saber mais e ajudar, acesse o link da campanha no kickante AQUI.


Texto por:

Adriana Roma – Há Propósito Comunicação, parceira da Campinas Tech.