Retrospectiva do Ecossistema em 2020

Estamos na reta final do ano. Pela primeira vez, em 2020, nos falta aquele sentimento de nostalgia, de relembrar o que foi feito nos últimos meses, e fazer um balanço do que houve de bom e nem tão bom assim.

A pandemia e o isolamento social pegou a todos de surpresa. De forma abrupta, nos impôs mudanças que afetaram e prometem ditar a partir de agora os nossos hábitos no âmbito social, de trabalho e de negócios.

É inegável que 2020 foi um ano de promessas. Todos nós, inclusive a Campinas Tech, tínhamos vários planos para executar durante o ano. Ficará para o próximo.

É preciso fazer uma retrospectiva de 2020

Contudo, temos que reconhecer que nem só de home office e eventos online foi 2020. O cenário de incertezas que permearam o ano e prometem durar ainda alguns meses nos obrigou, mais do que nunca, a sermos resilientes e inovadores.

O ecossistema campineiro não parou. Várias iniciativas e conquistas mostraram o poder de inovação dos nossos atores; evidenciaram oportunidades subestimadas e nos enchem de expectativas do que o futuro próximo nos aguarda.

Agora, chegou a hora de relembrar, exaltar e refletir sobre eles.

Campinas é oficialmente uma metrópole!

Em junho, Campinas foi classificada como umas das 15 metrópoles brasileiras segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A cidade é a primeira, sem ser capital estadual, a figurar como um dos principais centros urbanos do país.

A classificação é de extrema importância, uma vez que coloca o município como referência para estudos de políticas públicas regionais.

Além disso, o novo status ainda exige que novas políticas públicas sejam pensadas e aplicadas para atender as necessidades da nova metrópole. O ecossistema só tende a ganhar.

César Gon concorreu a “Empreendedor do Ano Global”

César Gon, fundador e CEO da CI&T, e Empreendedor do Ano 2020 pela EY no Brasil | Foto: Divulgação.

Um dos maiores nomes do nosso ecossistema, César Gon – fundador e CEO da CI&T – havia sido eleito em 2019 como o Empreendedor do Ano pela Ernst & Young (EY) no Brasil. O empreendedor concorreu ao prêmio Master com outros cinco grandes empresários brasileiros e em junho deste ano, representou o país na disputa pelo título global.

A eleição foi decidida por voto popular via internet, e a indiana Kiran Mazumdar-Shaw, fundadora da Biocon, acabou levando a premiação.

Não foi dessa vez que trouxemos o prêmio para o Brasil e Campinas, mas fica aqui o orgulho por termos nossos empreendedores reconhecidos mundialmente. Obrigado César!

Mais conexões no ecossistema

Durante todo o segundo semestre, um programa inédito abriu um mar de possibilidades para startups e grandes empresas de Campinas e região: o Campinas Tech Connection.

Uma realização do comitê de Corporate Innovation da Campinas Tech, o programa identificou, selecionou e desenvolveu startups da região através do desenvolvimento de pilotos e projetos com as empresas do comitê e seus fornecedores, parceiros e clientes.

A iniciativa combinou oportunidades de negócio e um programa de mentoria com os principais executivos das corporações participantes. Entre elas, estão: 3M CPFL, DHL, Enforce, Matera, Superlógica e Thomson Reuters.

Com encontros recorrentes e totalmente remotos, as startups tiveram conexões facilitadas com grandes nomes do empreendedorismo, investidores e mentores.

No último dia 10.12, durante a 9ª Conferência Campinas Startups, pudemos prestigiar os resultados com o pitch das startups que passaram pelo programa. Confira!

Devido ao sucesso, a 2ª edição do programa já é certa. Mais conexões virão em 2021.

Deixamos o pódio

Se em 2019 Campinas era “a cidade mais inteligente e conectada do país”, este ano ela ocupou o 4º lugar do Ranking Connected Smart Cities.

O ranking é resultado do relatório elaborado pela empresa de consultoria e inteligência de mercado Urban Systems, e tem o objetivo de mapear os municípios com maior potencial de desenvolvimento no país.

Anualmente, o levantamento analisa publicações nacionais e internacionais sobre as cidades. Ele leva em consideração os seguintes indicadores: mobilidade, urbanismo, meio ambiente, energia, tecnologia e inovação, economia, educação, saúde, segurança, empreendedorismo e governança.

A pontuação máxima possível no ranking é de 69,5 e Campinas alcançou 36,3. Posicionando-se perante o ranking, a prefeitura municipal diz que ações já estão sendo realizadas e devem gerar impactos positivos já na próxima avaliação (saiba mais).

Torcemos!

Empreendedorismo mão na massa ganha as universidades

A Universidade Estadual de Campinas e a Pontifícia Universidade Católica de Campinas ganharam, cada uma, espaços de tecnologia e inovação.

No campus I da PUC, o Espaço Mescla surge como um misto de coworking e laboratório de fabricação digital. O local visa integrar estudantes, professores e pesquisadores das diversas áreas e cursos da universidade em projetos interdisciplinares.

Aberto ao público, o espaço promete criar conexões entre os projetos desenvolvidos no local com empreendedores, empresas, investidores e outras instituições de ensino e pesquisa.

Na Unicamp, a reitoria apresentou em novembro o Espaço Plasma, que já está em funcionamento e vem com o intuito de viabilizar o desenvolvimento de ideias e criações dos alunos da universidade.

O espaço promove ambientes de coworking, estúdio de gravação e espaço maker com diversos equipamentos. Por viabilizar o encontro de alunos de diversas áreas, o ambiente pretende suscitar ainda mais a integração interdisciplinar e colaborativa em torno dos projetos desenvolvidos na universidade.

Dessa forma, pretende-se ainda que o local seja totalmente gerido e organizado pelos estudantes e que possa funcionar 24 horas por dia, todos os dias da semana.

Tanto o Mescla quanto o Plasma, embora em funcionamento, estão seguindo todas as restrições sanitárias impostas pela pandemia. Assim, quando tudo se normalizar e todo o potencial dos espaços começarem a ser utilizados, conheceremos o real impacto da novidade.

Ecossistema tecnológico ainda mais forte

Inaugurado em 2018, foi agora em outubro de 2020 que o acelerador de partículas nacional, Sirius, iniciou oficialmente a sua primeira linha de pesquisa, chamada Manacá.

Pesquisas já vinham sendo feitas em caráter emergencial sobre o novo coronavírus, enquanto o projeto ainda passava por ajustes. Porém, desde outubro, outros pesquisadores já podem contribuir.

Com a iniciativa, Campinas entra no mapa internacional da luta contra o novo coronavírus com um forte aliado.

Paralelamente, este ano, o Hub Internacional para o Desenvolvimento Sustentável (HIDS) ganhou mais força. Iniciativa liderada pela Unicamp, o hub visa construir uma estrutura que combina e articula ações para o desenvolvimento sustentável de forma ampla, incluindo ações que tenham impactos nos eixos social, econômico e ambiental.

O HIDS está longe de ser uma iniciativa exclusiva da Universidade. A intenção é que o espaço tenha a parceria e cooperação de outras instituições de ensino e pesquisa locais, nacionais e internacionais.

Mapeamento do Ecossistema

A partir de um trabalho altamente colaborativo, a Campinas Tech disponibilizou em outubro uma plataforma para mapear os atores de tecnologia de Campinas e Região.

Vista de drone da região central de Campinas (2020) | Foto: Acervo Campinas Tech | Divulgação.

Basicamente, o mapeamento reúne startups, instituições de ensino, centros de pesquisa, universidades, grandes empresas e startups que exercem atividades baseadas em desenvolvimento tecnológico.

A plataforma utiliza um sistema similar ao Google Maps e busca oferecer um levantamento mais real e atual sobre o setor tecnológico. Construída sob open source, a plataforma é aberta para quem quiser colaborar na construção e aperfeiçoamento de seus recursos.

Gerando talentos na tecnologia

Pensando em ajudar a suprir a demanda por profissionais de tecnologia, a Campinas Tech e a Share RH aceitaram o desafio e, sendo braços do movimento Novo Futuro Tech em Campinas e região, criaram o Campinas Tech Talents.

Trata-se de um programa de formação e qualificação profissional de pessoas desenvolvedoras, que irão se especializar, de forma gratuita e online, nas principais linguagens demandadas pelo mercado.

Com inscrições encerradas em novembro, o programa teve mais de 1,7 mil candidatos, provenientes dos quatro cantos do país. Porém, para participar, não era necessário ter qualquer conhecimento prévio em programação. Bastava passar por uma pré-formação em conhecimentos básicos fornecidos pelo próprio programa.

A partir de janeiro de 2021, 240 selecionados passarão por trilhas de formação avançada em Java, Python, React, Node.js, .Net em C# ou Kotlin. As trilhas serão fornecidas por 8 startups e empresas tech da região, que poderão ainda contratar os alunos que se destacarem durante a formação.

Expectativas para 2021

As notícias sobre a vacina nos enchem de esperança, mas ainda precisamos ter cautela. Ainda é cedo para contar com atividades e conexões presenciais como eram antes da pandemia. Pelo menos a curto prazo.

Por outro lado, nesta retrospectiva de 2020, o ecossistema mostrou sua capacidade de se reinventar e inovar em meio às dificuldades e limitações. E é com essas lições que devemos levar para crescê-lo ainda mais.

Em 2022, ao que tudo indica, o Web Summit, uma das maiores conferências de tecnologia do mundo, terá uma edição brasileira.

A cidade escolhida para sediar o evento ainda não foi decidida, mas nosso VP de Ecossistema, José Eduardo Azarite, lançou o desafio: trazer a conferência para Campinas. As ações do ecossistema ao longo de 2021 podem, portanto, ser decisivas para isso.


Redação por:
Felipe, da Campinas Tech.

Mapeando o Ecossistema de Campinas

Campinas recebe cada vez mais destaque como um importante polo tecnológico e industrial, rompendo fronteiras regionais e até mesmo nacionais.

Seja pelo Sirius, a mais complexa infraestrutura científica já construída no país e uma das primeiras fontes de luz síncrotron de 4ª geração do mundo; ou o Hub Internacional para o Desenvolvimento Sustentável, iniciativa ousada que está sendo planejada pela Unicamp; é preciso enaltecer todo um ecossistema que gera – e muito – valor para a cidade.

Vista de drone da região central de Campinas (2020) | Foto: Acervo Campinas Tech | Divulgação.

A importância do Ecossistema

Recentemente classificada pelo IBGE como metrópole, Campinas detém valores bastante expressivos. Só no ano passado (2019), a cidade foi eleita como a mais inteligente e conectada do país e seu PIB atingiu o maior nível dos últimos cinco anos.

Neste cenário, o setor de serviços concentra a maior fatia do PIB e o área de tecnologia tem importante participação neste feito.

Tais resultados são fruto de esforços conjuntos de vários atores do ecossistema: poder público, instituições de ensino e pesquisa, indústrias, pequenas e médias empresas, além de startups.

Se tratando destas últimas, Campinas é a segunda maior cidade do estado em número de startups. De acordo com o levantamento da Abstartups, são 144 empresas deste estilo na região, ficando atrás apenas da capital.

Todos esses dados mostram como o ecossistema se comporta de maneira viva, mas também muito volátil. Por isso, é preciso criar maneiras de documentar e analisar seu comportamento, além de monitorá-lo constantemente.

Com esse fim, ao longo dos últimos meses, uma frente de trabalho voluntária da Campinas Tech, comandada por Emerson Silva, resolveu criar o mapeamento do ecossistema.

O Mapeamento

A partir de um trabalho altamente colaborativo, a Campinas Tech disponibiliza a partir de agora uma plataforma para mapear os atores de tecnologia de Campinas e Região.

Basicamente, o mapeamento reúne startups, instituições de ensino, centros de pesquisa, universidades, grandes empresas e startups que exercem atividades baseadas em desenvolvimento tecnológico.

A plataforma utiliza um sistema similar ao Google Maps e busca oferecer um levantamento mais real e atual sobre o setor tecnológico. Construída sob open source, a plataforma é aberta para quem quiser colaborar na construção e aperfeiçoamento de seus recursos.

Benefícios da plataforma

Mais do que um simples depósito de dados do ecossistema, o mapeamento nos permite fazer várias análises sobre o seu comportamento.

Analisar a distribuição geográfica do seus atores pode ajudar na elaboração de políticas públicas e no aperfeiçoamento do ambiente regulatório, por exemplo. Ou então, visualizar a concentração de startups de dado segmento pode atrair mais investidores. As possibilidades são inúmeras.

Memória & Cultura Empreendedora

Além de mapear os agentes institucionais, o plataforma também disponibiliza uma aba que faz um panorama das principais ações e pessoas do ecossistema que contribuem para que Campinas tenha um passado, presente e futuro atrelado ao empreendedorismo e inovação.

São listados, por exemplo:

Dessa forma, o mapeamento não só traz dados, mas cumpre o papel de mostrar que tecnologia, empreendedorismo e inovação já são aspectos inerentes à cultura campineira.

Confira o Mapeamento agora mesmo!


Redação por:
Felipe, da Campinas Tech.