5 tarefas para um ecossistema mais diverso à comunidade LGBTQIA+

5 tarefas para um ecossistema mais diverso à comunidade LGBTQIA+ | Foto por jcomp no Freepik.

Mais que puramente simbólico,  28 de junho é o dia de celebrar o orgulho e a história de luta de toda a comunidade LGBTQIA+.  A data, que não foi escolhida ao acaso – já falamos dela aqui no blog – parece vir selar um mês inteiro de discussões, reflexões e ações em prol da comunidade.

No entanto, se posicionar apenas nesse mês não é o suficiente. É preciso agir em prol da diversidade e inclusão todos os dias e com ações concretas.

Pilar de sustentação de qualquer ecossistema empreendedor, a diversidade e inclusão de pessoas da sigla é uma maneira de impactar socialmente essa população, ao mesmo tempo que traz mais inovação e crescimento para negócios e comunidades.

A comunidade LGBTQIA+ no ecossistema

Hoje, no Brasil, estima-se que há pouco mais de 13 mil startups. Dados de uma pesquisa feita pela Abstartups (Associação Brasileira de Startups) mostram que dentre os criadores de negócios com base tecnológica do país, apenas 3,9% possuem fundadores que se declaram homossexuais (o G e o L). Nas demais letras da sigla, a representatividade é ainda menor: 1,5% se identificam como bissexuais, 0,1% como transgêneros e 0,2% como pertencentes a outras siglas.

Empregabilidade LGBTQIA+

Sem dúvidas, aumentar a taxa de empregabilidade de pessoas da comunidade é uma das melhores e mais eficazes maneiras de tirar as pessoas LGBTQIA+ das margens da sociedade, impactando socialmente e economicamente essas pessoas.

Porém, dados da Abstartups ainda nos mostram um cenário desafiador. Se por um lado, 75,1% das startups brasileiras acreditam que apoiar a diversidade e inclusão em seus negócios é um fator importante, outras 19,5% consideram que é importante, mas não essencial e 5,4% acham que o estímulo a essas iniciativas é “pouco importante” ou “nem um pouco importante”.

Apesar de relativamente alta a primeira porcentagem, na prática o impacto não se concretiza: apenas 3,3% das startups possuem pelo menos um colaborador transgênero, por exemplo.

Hora de tornar o ecossistema mais colorido!

Seja para aumentar a taxa de empregabilidade, ou então aumentar o número de empreendedores pertencentes a sigla, é fundamental que comunidades e ecossistemas se posicionem e criem ações para incluir pessoas LGBTQIA+.

Todos, de grandes corporações a startups, podem se movimentar para garantir a inclusão e, ainda mais importante, o acolhimento dessas pessoas.

E como fazer isso? Bem, nós temos algumas dicas e exemplos do que já está sendo feito por aqui.

1. Comitês de Diversidade & Inclusão

Manter um comitê de Diversidade & Inclusão é uma das maneiras mais eficazes de se discutir a experiência e vivência de pessoas LGBTQIA+ no ambiente corporativo. Dessa forma, ele pode funcionar como uma rede de apoio interna entre as pessoas pertencentes a comunidade e se torna essencial para o acolhimento.

Além disso, a presença de um comitê é o espaço ideal para se discutir e articular ações em prol da diversidade dentro e fora da empresa.

Hoje, é fácil encontrar comitês de diversidade em grandes empresas – Superlógica, IBM e Ambev são algumas das corporações aqui de Campinas e região que mantêm grupos do tipo – mas não é uma exclusividade para elas. Pequenas empresas e startups podem unir seus colaboradores LGBTQIA+ na criação de um comitê único e assim criar uma rede de apoio ainda mais diversa.

2. #PrideSkill

Na busca de talentos ou na criação de processos seletivos, ter um RH orientado para a diversidade, criar ações afirmativas e vagas exclusivas para a candidatura da comunidade LGBTQIA+ é uma alternativa de garantir que essas pessoas se engajem e se sintam confortáveis em ocupar espaços nas empresas.

É comum, sobretudo startups, terem dificuldade em aumentar seus colaboradores pertencentes à sigla pela falta de meios de identificação de profissionais do grupo. Por isso, a #PrideSkill pode ajudar.

Recentemente, a multinacional P&G e o Fórum de Empresas e Direitos LGBTI+ lançaram uma campanha para conectar profissionais LGBTQIA+ a empresas preocupadas com a diversidade. A campanha incentiva que os profissionais desse grupo adicionem a categoria “pride” na seção skills do Linkedin, tornando mais fácil a busca pelos recrutadores.

Além disso, hoje existem vários projetos que podem ajudar no recrutamento de pessoas com esse perfil, e que de fato impactam a comunidade, como o Projeto Transpor, a Camaleao.co, a Transempregos, dentre outros.

3. Formando profissionais

Iniciativas como a Pride Skill são importantes, mas estão longe de resolver o problema que é o acesso da pessoa LGBTQIA+ na área de tecnologia e inovação.

Pelos mais variados motivos e estigmas que membros da comunidade sofrem, grande parte não tem a segurança psicológica e econômica para garantirem formação escolar, acadêmica e profissional. É comum ter histórias de pessoas que largam os estudos por bullying, por terem sido expulsas de casa muito cedo e não encontrarem empregos formais pelo simples fato de serem quem são.

É válido para todo ecossistema que quer ser diverso e inclusivo pensar em alternativas para garantir formação para que essas pessoas comecem ocupar espaços no mercado de trabalho.

No ecossistema campineiro, a Share RH, com o apoio de outras empresas, lançaram o Pride Dev, programa de formação em linguagens de programação exclusivo para pessoas LGBTQIA+.

Iniciativas assim são importantes para a inclusão desde a base do negócio, e são modelos replicáveis para formar talentos em todas as áreas de uma empresa.

4. Protagonismo e Plano de carreira

Incluir pessoas LGBTQIA+ na base é importante, mas para impactar de fato é preciso ir além. É importante que as empresas do ecossistema tenham planos de carreira e deem condições para que essas pessoas cresçam e ocupem cargos de liderança.

Uma ação bem vista tanto por questões de governança, mas também de representatividade e legitimação das intenções realmente inclusivas da empresa.

Isto faz com que cada vez mais pessoas da sigla a se sintam representadas e estimuladas a ocupar espaços no mercado, bem como ajuda no combate a preconceitos, que é uma dor bastante difícil de resolver.

5. É preciso formar empreendedores mais coloridos!

Em uma breve reflexão, é fácil constatar através de experiências puramente pessoais que os ecossistemas empreendedores e inovadores são, ainda hoje, ocupados em sua maioria por homens cisgêneros e brancos.

É preciso de mais mulheres, pessoas negras, pessoas com deficiência e, claro, LGBTQIA+, ocupando esses espaços e trilhando jornadas empreendedoras e inovadoras. E uma maneira de ultrapassar barreiras sociais e estimular a presença dessas pessoas como protagonistas em um ecossistema é criando oportunidades para elas nesse sentido.

Eventos e desafios especialmente dedicados ao público LGBTQIA+, como hackathons, são uma boa maneira de trazer a jornada empreendedora como alternativa de carreira para membros da comunidade.

Além disso, empreendedores e outros agentes do ecossistema podem criar programas de mentoria ou se colocarem disponíveis para ajudar a desenvolver ideias de pessoas da comunidade que queiram iniciar sua jornada empreendedora.

Por fim, é preciso salientar que, mais do que pela responsabilidade social – fato por si só importantíssimo – a inclusão e diversidade LGBTQIA+ nos ecossistemas é uma forma de potencializar a inovação. São pessoas com formações variadas, experiências de vida distintas, visões de mundo diferentes e outras necessidades.

E para inovar é preciso que haja conexões de informações distintas, o que não se consegue em um espaço ocupado por iguais.


Redação por:
Felipe, da Campinas Tech.

Startup: tudo o que você precisa saber

Startup: tudo o que você precisa saber | Foto por cookie_studio no Freepik.

O termo “startup” no Brasil começou a ser utilizado só entre 1996 e 2001. Apesar de usado nos EUA há várias décadas, só nessa época o termo ficou conhecido por aqui. E os vários conceitos e significados começaram a aparecer.

Alguns autores denominam startup como qualquer pequena empresa em seu período inicial, outros defendem que uma startup é uma empresa inovadora com custos de manutenção muito baixos, mas que consegue crescer rapidamente e gerar lucros cada vez maiores.

No entanto, há uma definição mais atual, que parece satisfazer a diversos especialistas e investidores: uma startup é um grupo de pessoas à procura de um modelo de negócios repetível e escalável, trabalhando em condições de extrema incerteza.

E como funciona? A minha empresa é uma?

Essa é uma pergunta que sempre recebemos: “eu sou uma startup?

O ponto de partida de toda startup é criar uma solução inovadora para um problema que ainda não foi devidamente solucionado pelo mercado. As pessoas confundem “ser” uma startup com “ter uma cultura de startup”, mas isso é papo para outro dia.

Para auxiliar na definição do modelo de negócio das startups, recorremos a alguns autores e seus livros:

Business Model Generation, de Alexander Osterwalder e Yves Pigneur

O modelo apresentado na obra recebe o nome de Business Model Canvas e auxilia empreendedores a transformarem suas ideias em ações. A estrutura passa pela segmentação de clientes, proposta de valor, escolha de canais, estratégias de relacionamento, fontes de receita, atividades e parcerias-chave.

Startup Enxuta, Eric Ries

No livro, Ries transforma ideias nos chamados Produtos Mínimos Viáveis (MVP), que representam o menor produto capaz de percorrer o ciclo de feedback com o menor esforço e de forma mais rápida.

Nesse modelo, a empresa cria uma cultura de experimentação junto ao cliente, escutando suas necessidades para oferecer o melhor produto possível sem desperdiçar nenhum recurso.

Primeiro a ideia é transformada em produto, depois a reação dos clientes é medida e, então, a empresa aprende como direcionar seus esforços para o sucesso.

Esse é um dos motivos que o modelo organizacional das startups se diferencia das empresas tradicionais: seu crescimento se baseia na aprendizagem e experimentação contínua.

Dicas para criar uma startup de sucesso

Uma das grandes vantagens em criar uma startup de sucesso no Brasil é a possibilidade de vencer a instabilidade econômica e prosperar em qualquer período – mesmo com sinais de crise.

Um exemplo claro, foi que em 2020, de acordo com estudo da ACE, uma aceleradora de negócios de tecnologia de São Paulo, cerca de 15% das startups brasileiras aumentaram as vendas por causa da pandemia.

Confira algumas dicas que selecionamos para te ajudar a criar uma startup e se juntar nesse time:

  • Não confie na ideia, faça conexões

Boas ideias são a essência das startups, mas elas não fazem milagre sozinhas.

Por isso é muito importante você conversar com diferentes pessoas e participar de eventos e mentorias. Não tenha medo de roubarem sua ideia, o que vale é a capacidade de execução.

Outro ponto importante é a validação. Você só vai conseguir validar seu produto conversando com os potenciais clientes!

Atente-se muito na fase de validação, isso vai te poupar tempo e dinheiro nas próximas fases.

  • Contrate pessoas melhores que você

Boa parte do sucesso das startups está na equipe, que concentram talentos excepcionais em uma estrutura de proporções reduzidas.

Por isso, você precisa garantir que está trabalhando com os melhores profissionais da área.

Além disso, se atente ao sócio: habilidades complementares fazem toda a diferença.

  • Seja ágil e busque apoio

Se você encontrou um modelo que está funcionando, é hora de colocar o pé no acelerador. Esse é momento mais indicado para a busca de capital para crescimento do negócio.

É importante você construir uma estratégia de “Go To Market” que estabeleça os melhores canais, regiões e o passo‐a‐passo das ações, buscando maximizar seu crescimento.

Então, vamos recapitular: uma startup é um grupo de pessoas de perfil de empreendedor, caracterizado pela autonomia, dedicação e risco, à procura de um modelo de negócio repetível e escalável, normalmente apresentado em um cenário de incertezas.

Agora que você entendeu o que é uma startup, e recebeu algumas dicas de como criar uma, que tal se aprofundar mais e descobrir como criar a sua?

Nós criamos um programa que vai te ajudar a entender o passo a passo para criar uma startup de sucesso. Você vai aprender com empreendedores do ecossistema que já passaram pelas mesmas dores que você! Conheça o Startup Daily!

  • Vou conseguir investimento com minha ideia?
  • Como fazer um pitch matador?
  • Qual a parte jurídica mais importante que eu devo saber no início?
  • Como organizo a gestão no início da startup?
  • Essas e outras dúvidas de qualquer empreendedor você acompanha no:


Redação por:
Maíra Rodrigues, Head of Staff da Campinas Tech.

EdTech: o que é e como está inovando a educação

EdTech: o que é e como está inovando a educação. | Foto por Freepik.

O jeito tradicional de aprender, estudar e pesquisar está mudando. A sala de aula tradicional, com lousa, caneta e giz está perdendo espaço para uma cultura mais dinâmica e interativa. E, dentro deste cenário de novidades na educação, a EdTech é a bola da vez!

Para entender melhor este contexto todo, vamos falar primeiramente de como funciona a era 4.0 da educação. Em seguida, o que é e como as EdTechs estão inovando o segmento. Acompanhe o material até o final e fique por dentro deste tema!

O que é Educação 4.0?

O termo Educação 4.0 está relacionado ao conceito da Quarta Revolução Industrial. Ou seja, o conceito da Indústria 4.0, a evolução da tecnologia e o impacto dela na nossa rotina.

Quando falamos de Indústria 4.0, abordamos o uso da tecnologia com o objetivo de automatizar serviços. Alguns exemplos são:

  • Internet das coisas;
  • Inteligência artificial;
  • Análise de dados;
  • E mais!

Na Educação 4.0, muito se fala em learning by doing. O que significa que os alunos devem aprender além das tradicionais teorias. Ou seja, entender na prática, conceitos e conteúdos, com uma experiência mais interativa e dinâmica.

Essa mudança de formato para ensinar e aprender com o auxílio da tecnologia, vai muito além de dispositivos, como computadores, tablets e celulares. E, o papel dos professores é muito importante, pois eles fundamentais no incentivo da trajetória de aprendizagem dos alunos.

Nos dias de hoje, aprender pode acontecer por meio de aplicativos, jogos e softwares que trazem a experiência, despertam o senso crítico e a discussão saudável.

O que é EdTech?

EdTech é o uso da tecnologia para potencializar a educação. Como o próprio nome já diz, é a junção das palavras, já traduzidas para o português, “educação” e “tecnologia”. Através da união da educação com a tecnologia, tornou-se possível utilizar de ferramentas que usam de conceitos como a realidade virtual, inteligência artificial e gamificação durante o processo de aprendizagem.

Isso faz com que as disciplinas sejam mais divertidas, fazendo com que a fixação do conteúdo seja melhor e mais proveitosa.

Como as EdTechs estão inovando a educação?

Com a tecnologia, os alunos podem aprender das formas mais variadas e criativas. Conforme citado no início do texto, as salas de aulas estão se adaptando e ficando cada vez mais interativas e atrativas.

E, atualmente, é possível aprender sem sair de casa com o ensino a distância, o chamado EAD. Uma modalidade que faz sucesso em todas as idades devido a sua flexibilidade.

Entenda de que forma as EdTechs estão inovando o contexto da educação!

Recursos didáticos

Através da realidade virtual (RV) e aumentada (RA), o aluno pode ter melhor compreensão com o contato físico. Isso pode ser aplicado em uma região ou em qualquer outro cenário inacessível dentro dos padrões do cotidiano. Facilita a experiência de lugares, produtos e sensações.

Capacitação dos professores

O papel dos professores é fundamental na trajetória dos alunos. Por isso, é muito importante que os professores utilizem da tecnologia para buscar aperfeiçoamento através de cursos online, pós-graduação, troca de experiências etc.

Plataformas e cursos online

Aprender online é possível! Hoje, são inúmeras as plataformas de cursos online e webinars. Com diferentes valores e temas, é possível encontrar cursos livres e profissionalizantes para dar um UP no currículo e aprender algo novo e diferente.

+ Leia também: 5 plataformas de cursos online para você estudar na quarentena

Crescimento das EdTechs no mundo

Para você ter uma ideia, até o final de 2019, o mercado de EdTechs crescia 17% ao ano (EdtechXGlobal & Ibis Capital). A previsão para 2020 é muito positiva, segundo a pesquisa, com um faturamento de US$ 252 bilhões.

Por conta da pandemia que estamos vivendo, o nosso hábito de consumo mudou, e muito! Colégios, faculdades, cursos de idiomas etc, tiveram que, mesmo que de forma forçada, a se adaptar ao novo cenário de ensino.

Em uma pesquisa publicada pelo Google, a busca por aulas e cursos online aumentou. As plataformas que oferecem educação a distância crescem no período de pandemia. E, a palavra-chave “e-learning” aparece nos buscadores com muita força desde o mês de março.

+ Leia também: EdTechs e a crise: a educação está se reinventando?

Quais são os desafios das EdTechs?

Dentro do mercado das EdTech existem muitas possibilidades! Porém, muitos desafios precisam ser superados e vencidos. Neste atual momento, com o aumento das buscas pelo formato de aprendizagem com o apoio da tecnologia, é preciso pensar em alguns pontos importantes. Confira!

Conteúdo personalizado

O jeito de ensinar é variado. Cada pessoa aprende de um jeito diferente. Portanto, pesquise e entenda o perfil do seu aluno (público-alvo). Reflita se você está fazendo um conteúdo para crianças, adolescentes, adultos ou idosos. Entenda qual é a melhor maneira para que o assunto seja compreendido.

Experiência encantadora

Encante o seu cliente! Tenha bons conteúdos, boa didática, uma plataforma intuitiva etc. Invista em materiais de apoio, em formatos diferentes e traga a melhor experiência possível.

Jeito de realizar cobranças

Bom, para finalizar, é preciso pensar na forma como realizar cobranças e gerenciar pagamentos dos alunos da sua EdTech. Afinal, ter um planejamento financeiro é fundamental para manter a saúde do seu negócio.

E, para simplificar, você pode escolher por uma plataforma para gerenciar pagamentos online.

A Vindi, por exemplo, é a solução completa para administrar cobranças. Em um único lugar, é possível cobrar, receber, enviar notificações, acompanhar transações e analisar relatórios em tempo real. Conheça a plataforma!

Se você tem um negócio de EdTech, transforme o seu modelo de negócio com a recorrência e potencialize suas vendas! Veja o que é e como escolher um sistema de cobrança.

Bônus


Redação por:
Natalie Angotti, copywriter e redatora da Vindi.

LGBTQIA+: 4 startups para trazer diversidade e inovação aos negócios

LGBTQIA+: 4 startups para trazer diversidade e inovação aos negócios | Foto por Freepik.

Junho é o mês de celebração e reconhecimento para toda a comunidade LGBTQIA+ e o dia 28 é um marco mundial nessa luta. Isso porque, neste mesmo dia em 1969, os frequentadores do bar Stonewall Inn, em Nova Iorque, resolveram dar um basta nas constantes batidas policiais que aconteciam no local. O bar, assim como o movimento gerado a partir dele, existe até hoje.

O episódio, conhecido como a Revolta de Stonewall, acabou se tornando um marco de resistência e deu oficialmente início à luta da comunidade pelos seus direitos. Desde então, ela vem conquistando mais espaço na sociedade, que se reflete na própria sigla.

O movimento LGBTQIA+ busca lutar a cada dia pelos direitos básicos de lésbicas, gays, bissexuais, transexuais ou transgêneros, queer, intersexuais, assexuais e o símbolo de “mais” para abrigar todas as demais orientações sexuais e identidades de gênero que existem.

A inclusão LGBTQIA+ atualmente

Hoje, sem dúvidas, o cenário nos mostra a evolução do movimento, mas que não deve nos enganar: muito ainda precisa ser conquistado. No Brasil, país com a maior Parada do Orgulho LGBT do mundo e com recentes conquistas de direitos – como o direito ao casamento civil homoafetivo e a criminalização da homofobia, ainda é um dos países que mais matam pessoas da comunidade.

Este cenário demonstra um preconceito ainda muito enraizado na sociedade brasileira. Por isso, mais do que apoiar, é preciso ser aliado à causa e garantir que a comunidade saia da marginalização.

É preciso ser aliado do movimento LGBTQIA+

O ecossistema empreendedor e de startups tem um papel muito grande nesse sentido de reparação. Justamente pelo seu potencial inovador e disruptivo, é essencial que seus espaços sejam ocupados cada vez mais pela diversidade, que traz consigo novas visões de mundo e a possibilidade de novas soluções.

Não à toa, hoje já existem negócios criados por LGBTQIA+ e destinados exclusivamente à comunidade, garantindo não só a representatividade social, mas também destacando a importância econômica de se investir neste público.

Por isso, a fim de ajudar startups ou grandes empresas a tornarem seus negócios mais diversos e de fato aliados à causa, listamos alguns cases do ecossistema brasileiro que podem torná-los mais inovadores e coloridos.

1. TODXS

Pioneira no segmento, a TODXS é uma startup social brasileira sem fins lucrativos que promove a inclusão LGBTQIA+. Seu trabalho consiste na coleta de dados e o seu posterior processamento e tradução, a fim de criar iniciativas direcionadas para três pilares: Sociedade, Governo e Empresas.

Com isso, a startup pretende atingir a sua missão de empoderar a comunidade, educar a sociedade e transformar o Brasil em um país verdadeiramente inclusivo e livre da discriminação.

2. GoFriendly

Destinada principalmente a apoiar o setor de serviços, a GoFriendly é uma startup que celebra e promove a diversidade e inclusão em estabelecimentos comerciais, e funciona de forma colaborativa com esses negócios.

Seu produto busca conectar bares, cafés, restaurantes e outros estabelecimentos e serviços com pessoas LGBTQIA+ que buscam lugares diversos, inclusivos e seguros.

Isso tudo depois de um rigoroso processo de curadoria dos estabelecimentos, qualificação do negócio e posterior certificação.

3. Camaleao.co

A Camaleao.co pretende ser a parceira ideal das empresas em prol da diversidade e inclusão dos LGBTQIA+ em seus espaços e processos.

Além de fazer o match entre perfis da comunidade e as posições disponíveis nas companhias, a startup também promete criar soluções conjuntas para que os negócios se tornem de fato mais inclusivos e coloridos no seu dia a dia.

4. Lacrei

Criada para potencializar a inclusão médica, social e jurídica dos LGBTQIA+, a Lacrei é uma startup que auxilia a busca pela garantia dos seus direitos.

Em sua plataforma virtual, que pode ser acessada via website ou aplicativo para smatphone, é possível encontrar serviços médicos que aceitem e respeitem essa população. Pessoas trans, por exemplo, sofrem muito mais do que cisgêneros para usufruir de serviços médicos.

É possível ainda obter auxílio de advogados e aprendizados jurídicos para saber como proceder em casos de violação de direitos e participar de um fórum livre de discussões sobre a inclusão da comunidade.

Por fim, os usuários têm acesso a uma rede de empresas inclusivas e acolhedoras que oferecem oportunidades de empregos.

Torne seu negócio mais diverso a partir de agora!


Redação por:
Felipe, da Campinas Tech.

Ferramentas que ajudam a continuar vendendo durante a crise

Foto por tirachardz no Freepik.

No atual momento, todos se perguntam como a economia vai se recuperar depois desta crise. Muitos negócios já estão sem poder funcionar. Outros, infelizmente, já fecharam as portas. E o empreendedor se perguntando: como continuar vendendo em meio a tudo isso?

Mas, ainda há esperança e quem está reinventando o modelo de negócios está conseguindo sobreviver. Por isso, listamos algumas ferramentas que vão te ajudar a continuar vendendo mesmo com um futuro incerto para a economia. Confira abaixo!

Assinaturas eletrônicas

Com a questão da quarentena e isolamento social, assinar documentos pode ser uma grande dor de cabeça. A logística está mais complicada, além do fato das pessoas evitarem contato por conta do isolamento social.

Quem pode ajudar neste momento são as ferramentas de assinatura eletrônica, como a Clicksign e Docusign. Serviços como estes, permitem que você realize a assinatura de contratos e documentos com validade jurídica de forma online.

Link de pagamento

Com o contato físico cada vez mais restrito, as pessoas estão evitando utilizar a maquininha de cartão, além do fato de estarem pedindo para receber tudo em casa. Mas, como cobrar estes clientes então?

A solução vem através do link de pagamento. Uma ferramenta que permite que você cobre por seus produtos e serviços através de um link enviado por e-mail, WhatsApp ou qualquer rede social. Você pode escolher cobrar com cartão ou boleto, mas tudo através do link.

Facilidade e segurança para vender sem sair de casa para todo o Brasil. Uma maquininha online, que aceita qualquer bandeira.

Redes sociais

Falando em redes sociais, essa é uma das maiores ferramentas que sua empresa pode usar agora. Todo mundo está em casa, consumindo mais conteúdo, passando mais tempo conectado.

Faça sua marca ser presente em Instagram, Facebook, Pinterest. É importante estar próximo do público neste momento, divulgando seus produtos e serviços, além dos diferenciais do seu negócio.

Hangouts

O Hangouts tem se mostrado uma ferramenta útil para todo mundo atualmente. Não só as famílias e os amigos estão usando para se comunicarem em meio ao isolamento. Mas, as empresas também estão utilizando para continuar em contato com seus clientes.

Seja para fazer reuniões ou alinhamentos, quanto para dar aulas online, as escolas estão utilizando este produto para continuar a programação do ano letivo.

Transformação digital é o nome do sucesso

Todas as empresas precisam ser digitais agora. Precisam migrar suas operações para o mundo online, precisam estar com sua marca presente. Essa é a única forma de continuar vendendo e faturando.

Rodrigo Dantas, CEO da Vindi, fez uma live sobre o assunto muito bacana, com várias dicas e insights. Ela ainda está disponível aqui.

Fique bem e, se tiver dúvidas sobre como continuar vendendo neste momento, deixe nos comentários!


Redação por:
Mariana Cremonesi, redatora na Vindi.

Conheça 5 conceitos básicos para ser um Startupeiro no Digital

Foto por Annie Spratt no Unsplash

Muito se fala hoje sobre ‘o poder das startups’. Aos olhos de pessoas com menos profundidade no assunto, tem ‘gente ficando rica da noite pro dia e sem muito esforço’. Mas será que essa é uma verdade?

Bem, meu caro leitor… Eu trabalho há quase 10 anos com desenvolvimento de soluções digitais e a primeira startup em que atuei como desenvolvedor foi a Empiricus.

Na época eles ainda eram uma empresa relativamente pequena (já com uma boa carteira de clientes e um modelo de negócios inovador).

De lá pra cá, eu e minha equipe nos envolvemos em dezenas de startups com modelos de negócio baseados em ambiente digital. Antes de prosseguir com esse artigo, gostaria de pedir conheça, assista os vídeos e se inscreve em nosso novo canal sobre Startups:

Canal Mindset Startup

E se tem uma coisa que eu posso te garantir é: o ecossistema que envolve uma startup digital não é nada glamuroso, fácil ou simples.

Por trás de uma boa ideia que funciona, há sempre uma equipe dedicada em dar o seu melhor todo santo dia, em coletar feedback de clientes e seguindo o ciclo de testar, medir e aprender.

Além de ter o prazer de atuar diretamente em diversas startups, em nosso dia a dia também nos relacionamos com muitos empreendedores aspirantes a ‘startupeiros’.

Isso é ótimo, pois é legal ver o brilho no olho de quem está com uma ideia que acredita valer a pena investir e louco pra tirar ela do papel.

Mas sabe algo mais comum do que se imagina: hoje em dia, muita gente tem ideias que acredita valerem bilhões e, antes de validar o seu modelo de negócios (fazer a lição de casa) já começa a trabalhar em propostas ‘tentadoras’ para angariar uma boa equipe de tecnologia em troca de 2% de seu grandioso projeto.

Mas, meu amigo, de nada vale uma boa ideia sem uma boa execução.

Tem gente, principalmente aqui no Brasil, que tem medo de falar sobre sua ideia, que pede para você assinar um NDA (Contrato de Confidencialidade) antes de te contar sobre o que está querendo desenvolver e já te garanto que, se você se deparar com alguém assim, esta pessoa possivelmente não sabe bem como é o ecossistema de uma Startup e que existe um longo caminho a ser percorrido entre ter uma boa ideia, saber a melhor forma de executá-la e efetivamente ganhar sua fatia de mercado com seu negócio.

Então, para que você entenda mais sobre o que é efetivamente uma Startup Digital, o caminho que esse tipo de negócio acaba trilhando desde sua concepção, passando pela validação do modelo de negócios até conquistar seu primeiro milhão (ou bilhão), elenquei 5 itens (ou podemos chamar de conceitos práticos) que todo aspirante a empreendedor de uma startup (seja ele programador, designer, publicitário ou simplesmente uma pessoa comum com uma boa ideia) deverá ter bem claro em seu mindset.

1 – MVP

Se tem uma mania que nós brasileiros temos é de confundir criatividade com inovação.

Já me reuni com diversos empreendedores que chegam em uma primeira reunião com um Power Point de 100 slides falando cada detalhe dos 4 tipos de planos de assinatura, qual informação terá no perfil do usuário com plano Free e do usuário com plano Premium, apresentando gráficos que mostram uma linha crescente a quase 90 graus a partir do seu lançamento e um plano de participação de investidores ou sócios detalhado e cheio de glamour.

Para tudo, coração!

A pergunta que costuma ‘quebrar as pernas do peão’ é: o que você já fez de forma prática que valide seu modelo de negócios e que serve de base para todo este planejamento?

É aqui que o filho chora e a mãe não vê, meu parceiro.

Não entenda mal: planejar é preciso e extremamente necessário. Mas há uma diferença descomunal entre fazer estimativas com base em estudo, pesquisa e testes com clientes reais, ao invés de simplesmente dar um google por meia hora e sair fazendo estimativas sem fundamentos práticos e concisos.

Então, se você tem uma boa ideia e acredita que ela pode ajudar as pessoas de alguma maneira, tenha consciência de que qualquer Startup Digital deve começar por um MVP, ou seja, uma versão minimamente funcional do seu produto ou serviço para angariar clientes/usuários iniciais para sua startup, validar se sua solução resolve um problema verdadeiro e se tem gente disposta a pagar por isso.

Coletar dados, ouvir (e pedir) feedback de clientes e ir evoluindo seu produto de acordo com que seus usuários lhe derem de feedback deve ser o seu objetivo principal. Já te adianto que há grande chance de ainda neste estágio da sua startup muita coisa mudar de rumo, e aqui vamos para o segundo tópico.

Saiba mais sobre MVP assistindo ao vídeo em nosso canal Mindset Startup.

2 – Pivotar

Em resumo, é mudar a rota da sua startup.

É começar em um caminho e, após identificar que os clientes querem algo diferente, mudar o curso do desenvolvimento com base em DADOS, não em ‘achismo’.

3 – Construir de forma iterativa

Não lance sua startup com todas as funcionalidades que imaginou em princípio.

Escolha uma funcionalidade que represente o core principal do seu negócio e execute-a.

E neste ponto da conversa vale a máxima que diz: feito é melhor que perfeito.

Vou te dar um exemplo: aqui na Nano Incub nós estávamos buscando um sistema de gestão de projetos e testamos mais de 20 ferramentas online e offline. E acredite, todas muito boas, mas sempre tinha algo em uma que não tinha em outra e acabava que ou eram inchadas demais, ou faltava algo essencial.

Uma tem controle de cliente e projeto, mas não tem fases de um projeto. Outra tem fases de projeto mas não tem timesheet.

Outra tem módulo de cliente, projeto, fases de projeto, timesheet mas não anotações relacionadas ao projeto.

Então, por sermos uma equipe de desenvolvimento de software web e mobile, decidimos criar o nosso próprio sistema, para resolver os nossos problemas e com o principal: que nos dê a oportunidade de melhorar o que for necessário, customizar, evoluir de acordo com o que formos aprendendo e melhorando como empresa, como gestores e até a maneira correta de desenvolver projetos e gerir nossa empresa como um todo.

Mas sabe como começamos?

Excel, Trello, Google Calendar, um quadro de Scrum e Evernote.

No meio do caminho, como diretor comercial da empresa, vi que além de controlar clientes e projetos, precisávamos gerenciar nossos prospectos de forma compartilhada com todos da equipe.

Então criei um quadro no Trello com as seguintes listas:

  • Esquentar contato
  • Aguardando nosso contato
  • Prospectando clientes
  • Enviar proposta
  • Aguardando OK
  • Em negociação
  • Negócio fechado
  • Arquivado (perdido)

Com isso, ia adicionando os prospectos como um ‘card’ em cada lista e ‘arrastando’ de uma lista para a outra o ‘card’ do prospecto de acordo com que ele ia mudando de etapa do funil de vendas.

Começou a fluir bem, apresentei para alguns amigos empresários e com isso vi que tinha aí uma oportunidade de criar uma solução web que nos desse liberdade de controlar os prospectos da mesma maneira (criar etapas do funil de vendas, gerenciar origens de prospecção, compartilhar prospectos com usuários da empresa, lançar anotações sobre cada prospecto e ter relatórios em tempo real sobre quanto em dinheiro tinha em prospecção).

Pesquisei então algumas ferramentas disponíveis no mercado e para minha feliz surpresa: todos muito bons, mas relativamente complexos e com muita funcionalidade.

Eu não precisava daquilo, minha necessidade era mais básica, mais direta, sem firula.

Então, após alguns esboços e uma força tarefa da equipe, lançamos o Ziptime, uma plataforma exclusiva para gestão de prospectos.

E advinha: ele é o MVP (um mvp mais pomposo) do nosso Sistema de Gestão de Projetos, já tem centenas de usuários cadastrados e só tende a crescer.

Tudo isso porque nos focamos em resolver um problema real, onde também sofríamos com tal problema (o que nos da legitimidade na proposta de solução) e buscamos informação com potenciais usuários, fizemos testes e a cada dia buscamos melhorar a plataforma de acordo com o que vamos sentindo necessidade e coletando feedback de usuários ativos.

4 – Bootstraping

De uma forma bem simples, é o conceito de desenvolver por conta própria sua startup ao invés de buscar investimento para criar sua solução e colocá-la no mercado.

Eu e minha equipe sempre optamos por iniciar nossos projetos desta forma… Sem buscar investimento externo.

Tudo bem que somos um time com programadores, designers, analistas de marketing digital e ganhamos a vida desenvolvendo startups digitais para nossos clientes.

Mas, se você não tem know how suficiente para criar sua solução por conta própria, pode escolher dois caminhos: juntar uma grana e contratar uma equipe que consiga desenvolver sua ideia (olha o Jabá, haahahaha) ou pode angariar sócios que complementem o que você precisa para dar vida à sua startup digital.

5 – Escalável e Replicável

Duas características essenciais de uma Startup.

Quando falamos de escala, estamos dizendo que com um único produto é possível atender 1 cliente ou 1 milhão de clientes.
Quer um exemplo claro? Netflix.

Você se cadastra, paga uma mensalidade e tem acesso ao acervo completo de todo conteúdo da plataforma. Simples, fácil e lucrativo.

Ah, Hugo, mas eles não vão ter mais gasto com banda de internet, infraestrutura e coisas do tipo se tiverem 100 clientes acessando e 100 mil clientes acessando? Sim, claro.

Mas o custo não sobe a cada cliente e sim a cada lote de clientes, o que faz então desse modelo de negócios (com conteúdo fornecido com base em assinaturas) ser tão rentável e estar em grande crescimento atualmente.

Já para explicar o conceito de replicável, pense na Cola-cola. (experimente um dia com paçoca e depois me conte se é bom ou ótimo =] )

Uma única fórmula para fazer o produto e é replicada de acordo com a demanda para atender mais e mais clientes satisfeitos.

Há mais gastos com produção e entrega, mas não com a criação em si.

Agora, para trazermos isso um pouco mais perto da nossa realidade (de startup digital) imagine uma empresa que fornece software para imobiliárias.

Eles possuem templates prontos de sites, módulos específicos de cotação, galeria de fotos, pesquisa de imóveis, chat online, crm, gestão financeira e muito mais.

Para cada imobiliária atendida haverá um setup inicial do projeto com base nos ‘módulos disponíveis’ para venda e depois um plano de assinatura de manutenção mensal (recorrência).

Coisa linda e bela do pai.

Considerações finais

Como costumo falar em meus artigos: se você chegou aqui é porque este conteúdo foi interessante pra você e foi exatamente para pessoas como você que eu me dei ao trabalho de escrever este artigo.

Então, muito obrigado por se dedicar em aprender um pouco mais sobre Startups Digitais.

Este é sem dúvida um ecossistema em ascenção e há muita coisa a se aprender sobre essa forma de criar e desenvolver negócios.

Mas se fosse pra eu te dar 2 conselhos de por onde começar:

  1. Leia o livro ‘A Startup Enxuta’ do Eric Hies.
  2. Canal MindsetStartup

O cara é bom, mesmo.

E o conceito que ele prega no livro tem muito a ver com a ‘mentalidade lean’ do sistema Toyota, mas para ser implementado no desenvolvimento de startups.

Na internet há muito conteúdo sobre startups digitais, diversas aceleradoras fazendo um bom trabalho e até mesmo o Sebrae vem atuando pra auxiliar com mentoria para Startups que estão em fase de concepção e tração de seu negócio.

Então, te desejo sorte em sua empreitada e se tiver uma boa ideia, entre em contato conosco e vamos falar sobre seu projeto e como podemos te ajudar.


Redação por:
Hugo Ferreira, desenvolvedor e fundador da Nano Incub.
(originalmente publicada no blog da Nano Incub, com adaptações)


Participe da próxima Reunião de Mentoria em Grupo, no dia 14 de abril [ONLINE E GRATUITA] ?

Qual é a real distância entre uma boa ideia e ela virar um produto que resolve um problema real?
Conheça os principais desafios em desenvolver startups digitais no Brasil!

Saiba mais e inscreva-se!

Tecnologia no mercado de seguros

Foto por rawpixel.com, no Freepik.

Estamos vivendo um período de transformação digital em todos os setores da economia. E com o mercado de seguros não é diferente!

Se antes as empresas não precisavam se preocupar tanto com os impactos da sua reputação social, hoje é fundamental que todas as relações sejam revistas e que estratégias sejam adotadas para que essa transformação seja orgânica e contínua.

Entendendo o mercado

Em 2018, o mercado de seguros faturou R$ 154 bilhões. Atualmente, existem aproximadamente 120 seguradoras, divididas em 80 grupos e integrando quase 100 mil corretores na área.

Mesmo com o crescimento exponencial do mercado, é importante destacar que o mercado de seguros ainda é muito tradicional, dominado por grandes corporações e processos que despertam várias dores nos consumidores.

Você já perdeu a paciência ao enfrentar as burocracias impostas pelos planos de saúde? E no momento de contratar seu seguro de carro, já se perguntou o que eram todas aquelas letrinhas pequenas do contrato, com medo de assinar e depois se arrepender?

Portanto, foi pensando nessas dores que as insurtechs começaram a se apresentar no mercado.

Seguradoras vs. Insurtechs

Segundo a base de dados da Insurtech Brasil, existem no país aproximadamente 100 startups no mercado de seguros. A junção das palavras insurance, que significa “seguro” e technology, que significa “tecnologia” promete digitalizar e manter o foco no relacionamento.

As insurtechs já nasceram digitais, com o propósito de entregar os serviços mais procurados sem a burocracia que os clientes tanto reclamavam.

Além disso, outro foco importante dessas startups é a oferta de personalização, de acordo com as necessidades dos contratantes.

Dessa forma, com todos os processos digitalizados, burocracias minimizadas, acordos claros e sem letras pequenas, relacionamento com o cliente em primeiro lugar e braços de inovação em todas as áreas, a busca pelas insurtechs continua crescendo exponencialmente.

Quais caminhos o mercado de seguros está tomando?

Dentro do mercado, 82% dos executivos de seguros concordam que a revolução digital vai modificar a estrutura econômica das corporações.

Isso quer dizer que a união entre a força das seguradoras tradicionais e o frescor trazido pelas insurtechs será fundamental.

Entre as maiores apostas para esse ano, vemos que o setor previdenciário continuará crescendo, mas vale destacar que os impactos da Reforma da Previdência serão decisivos para influenciar o comportamento de consumo dos brasileiros com esse modelo de contratação.

Da mesma forma, seguros marítimos e aeronáuticos cresceram 52,5%, créditos e garantias cresceram 38,4%, bens patrimoniais 16,1% e planos de risco em cobertura de pessoas quase bateu a marca dos 15%.

É impossível desvincular esse setor da transformação digital, e é importante que os diálogos sejam abertos para que o mercado continue crescendo em 2020.

Um e-book com tudo o que você precisa saber

Foi pensando em todos esses dados e insights que o e-book Transformação Digital de Seguros nasceu. Baixando esse conteúdo, você terá acesso a temas como:

  • Pesquisas e dados atualizados sobre o mercado de seguros
  • Como as insurtechs estão trabalhando para ganhar força nesse mercado
  • Principais erros cometidos pelas empresas na transformação digital
  • Insights de como as seguradoras podem ser disruptivas
  • Concentração das seguradoras no mercado
  • Cases de sucesso
  • Os maiores players
  • Faturamento detalhado do setor

E muito mais!

Baixe o e-book produzido pela Vindi clicando aqui e mantenha-se atualizado com o que há de melhor no mercado financeiro!


Redação:
Andressa Rosa, redatora e roteirista na Vindi.

Como o design pode solucionar o problema da sua empresa

Foto por bonneval sebastien em Unsplash

“Pensar sobre design é difícil, mas não fazê-lo pode ser desastroso.”

Essa frase, traduzida livremente de uma citação em um ótimo artigo da Interaction Design Foundation, reflete uma das principais dificuldades de empresas que ainda não se abriram à cultura do design. Essa dificuldade em pensar sobre a disciplina faz com que, na prática, marcas e empresas deixem de ser mais lucrativas e de impactar a experiência do cliente. Para além da ideia de “deixar algo bonito”, o design existe para resolver problemas. E, sim, muito provavelmente resolver problemas da sua empresa.

Você pode pensar: “-mas eu não trabalho com nada que seja impactado pelo design ou pela falta dele..não parece ser assim tão importante olhar para isso”.

A verdade é que o design está – ou deveria estar – presente em cada estratégia da sua marca, porque é ele que influencia a percepção das pessoas sobre o seu serviço ou produto. O bom design, que tem o ser humano no centro do processo, é estratégico e começa no processo de observação, passando pela ideação, prototipação e por testes, que garantem a aderência da solução oferecida pela empresa às reais necessidades de quem vai utilizá-la. Você pode conferir mais no nosso artigo: Reduza os riscos no lançamento do seu produto digital investindo em experiência do usuário.

Mas, vamos lá! Como o design pode ajudar a sua empresa?

Se pararmos para listar possíveis problemas que podem acontecer em um negócio atualmente, alguns deles vão passar por:

Website não gera leads suficientes:

Foto por JESHOOTS.COM no Unsplash

Às vezes o seu website não estar gerando leads suficientes pode ser sintoma de algo anterior, que é sua marca não estar bem posicionada e se comunicando com o público errado. Ou ainda: não há conversões porque um simples botão de “compre agora” está mal posicionado e prejudicando a navegação da pessoa que está no seu site naquele momento. Esse é o tipo de problema que um processo básico de design focado na usabilidade pode resolver.

Você pode fazer um teste do seu site ou aplicativo com empresas como a Testr. Garanto que o investimento vale a pena! E se seus testadores não encontrarem nada de errado com o site/aplicativo, você sabe que o erro está em outro lugar e pode focar suas forças no problema correto.

Poucas pessoas consomem seu produto/serviço:

Foto por David Clarke no Unsplash

Será que você conhece as pessoas que usam ou que você gostaria que utilizassem seu produto/serviço? Você ouviu essas pessoas antes de desenvolver a solução? Continuou a ouvi-las enquanto a solução estava sendo desenvolvida? Identificar a aderência do produto/serviço às necessidades das pessoas é um ponto chave da função de um bom designer, e fará a diferença na adoção da sua solução pelo público.

Aliás, isso serve tanto antes como para depois que você lançar sua ideia. Já pensou você lançar um produto super inovador achando que ele vai resolver um problema global – e ele vai! – mas as pessoas não conseguirem usá-lo por dificuldades de usabilidade ou mesmo por não entenderem o produto por falta de um processo de onboarding ou por ser extremamente complicado? Algum concorrente pode ter a mesma ideia e criar um produto fácil de usar. (E não, ninguém vai roubar sua ideia num teste de usabilidade!)

Você tem uma ideia, mas não consegue colocar ela no papel ou ninguém entende:

Foto por Green Chameleon no Unsplash

O design pode te ajudar a traduzir seu processo de ideação por meio de protótipos e testes, que vão garantir a eficiência da sua mensagem e o remodelamento do discurso e da identidade da sua marca caso seja necessário. Com tantas marcas no mundo querendo ecoar sua voz, é essencial que a sua empresa tenha uma identidade própria que consiga se comunicar com eficiência ao público-alvo – e o design também auxilia nessa frente.

Em todas essas situações é possível enxergar que o design age no problema raiz para eliminá-lo de uma vez com base em testes reais, considerando experiências reais com pessoas reais. Isso evita que você apenas solucione um sintoma e veja a causa raiz do problema ressurgir lá na frente.

É por isso (e por outras razões que vamos falar mais adiante) que contar com a disciplina de design na sua empresa ajuda, na prática, a tornar seu negócio mais lucrativo: é o que vai te direcionar para impactar as pessoas certas, no momento certo, com uma experiência de sucesso. (Claro que se você curtir perder dinheiro e acha que tudo isso é uma teoria da conspiração, a gente entende também. Sem crise por aqui!).

Mas, e aí? Tem alguma experiência que você vive hoje no seu negócio e que se encaixa nesses exemplos acima? Ainda tem dúvidas sobre outros problemas que o design pode resolver na sua empresa? Compartilha com a gente e vamos manter esse espaço de diálogo aberto!


Redação por:
Murillo Zerbinatto, co-fundador da Mastery, agência de Branding para Startups (originalmente publicado aqui).


Participe do próximo Startup Talk, no dia 11 de fevereiro ?
No encontro vamos debater sobre Branding para startups, com o cofundador e diretor criativo da Mastery Design
Alexandre Ferreira, e sobre Propriedade Intelectual de marcas e patentes, com Marcelo Brandão da VILAGE.

Não perca, é GRATUITO! Vagas LIMITADAS.

 

Veja o que aconteceu na Campinas Tech em 2019!

2019 foi um ano muito produtivo para o Ecossistema Empreendedor de Campinas. Esse ano conquistamos o posto de cidade mais inteligente e conectada do Brasil na 5ª edição do Ranking Connected Smart Cities, destacando-se em áreas como economia, tecnologia e inovação, empreendedorismo, governança e mobilidade (Veja a matéria). Justamente por isso, estamos muito felizes pela Campinas Tech ter contribuído para que isso acontecesse.

Ao todo, esse ano foram mais de 2.500 pessoas impactadas com os nossos eventos e mais de 10 mil acessos em nosso site. São 250 empreendedores fazendo parte do nosso ecossistema, e cada um deles representou e contribuiu para que Campinas fosse um lugar melhor para empreender e para que conseguisse se destacar. Nosso muito obrigado membros Campinas Tech! Vocês fazem parte dessa história.

Para relembrar, selecionamos alguns momentos marcantes desse ano. Confira:

Nossa equipe cresceu!

Quem se lembra de antes da fusão Rede Global do Empreendedorismo (RGE) e Associação Campinas Startups (ACS)? Época quando ainda éramos todos voluntários e já acreditávamos no potencial de Campinas e em como o empreendedorismo pode ser um divisor de águas.

Hoje temos uma equipe pronta para trazer ideias novas, qualidade às operações e expandir o que fazemos. (Veja quem somos)

1º Corporate Innovation Forum foi realizado com sucesso

Impactamos mais de 100 pessoas em uma manhã de terça-feira em uma semana de feriado! Após esse evento convidamos nosso membro e amigo Menotti Franceschini para ser líder do Comitê de Corporate Innovation da Campinas Tech, um grupo que tem o propósito de promover a inovação aberta a partir da troca de experiências, além do fortalecimento da cultura de inovação e do ecossistema da região.

A 2ª edição do Corporate Innovation Forum já está confirmadíssima e acontecerá em março. Registre seu interesse para receber em primeira mão a data e os palestrantes.

Reunimos os melhores limões e fizemos uma grande limonada

8ª Conferência Campinas Startups
César Gon, da CI&T; X; Oswaldo Fernandes e Rosana Jamal, da Baita Aceleradora; e José Eduardo Azarite, da Venture Hub; durante trilha de Corporate Innovation na 8ª CCS | Foto: Divulgação.

Contamos com o apoio dos principais players de Campinas para a realização de 9 trilhas temáticas espalhadas pela cidade durante a manhã, trazendo conteúdo de altíssimo nível. No período da tarde contamos com speakers como Fábio Póvoa e Israel Geraldi. Foram mais de 300 pessoas focadas em trazer as melhores ideias para suas empresas!

Tivemos programas de mentorias!

Mentoria em Grupo com Ricardo Cardo, CEO da Enforce
Mentoria em Grupo com Ricardo Cardo, CEO da Enforce, em julho de 2019 | Foto: Campinas Tech

Esse ano colocamos 4 mentorias em ação e são elas: mentoria individual, pareada, avançada e Mentoria em grupo. Foram mais de 50 empreendedores recebendo mentorias qualificadas e diminuindo os riscos de sua startup! Quer saber saber mais detalhadamente sobre os programas de mentoria? Dá uma olhada nessa matéria que preparamos em agosto.

Se depois de tudo isso bateu aquele interesse em ser mentorado, não deixe de se inscrever e receber a sua mentoria! (Veja como e aplique-se).

O ano foi da Educação Empreendedora!

Talk Show Empreendedor no Anglo Paulínia
Talk Show Empreendedor no Colégio Anglo de Paulínia | Imagem: Campinas Tech.

Em 2019, Educação Empreendedora foi um dos principais motores da Campinas Tech para criar um ambiente empreendedor de impacto na cidade e região. A fim de estimular o empreendedorismo como opção de carreira, realizamos 5 edições do nosso tradicional Talk Show Empreendedor em escolas e universidades de Campinas e Região, onde empreendedores foram convidados para retornar à escola a fim de conversar com os alunos sobre suas trajetórias e inspirá-los para uma carreira de propósito.

Mas as ações de educação não pararam por aí. Em nosso site criamos uma seção de conteúdo para empreendedores, com o intuito de mapear o acesso a materiais de empreendedorismo que auxiliem interessados pelo tema a darem seus primeiros passos no assunto. São várias dicas de livros, podcast, vídeos, cursos, influenciadores, instituições e muito mais (confira esse hub de conteúdo).

Fica aqui o nosso agradecimento aos nossos voluntários que atuaram na frente de Educação Empreendedora. Sem eles, não teríamos impactado tantos jovens!

Hackeando no Hacktown

"Espaço Comunidades” no Hacktown
Equipe Campinas Tech, 3xbit e Share Rh no “Espaço Comunidades” | Foto: Campinas Tech

Em setembro, a Campinas Tech marcou presença na programação oficial do Hacktown 2019, em Santa Rita do Sapucaí – MG. O evento, um dos maiores e mais diversos festivais de inovação, tecnologia e economia criativa do país, contou com o “Espaço Comunidades”, sob nossa organização, onde discutimos sobre a importância dos ecossistemas de startups e o fomento de empreendedorismo de impacto com vários atores do universo empreendedor no Brasil.

Aqui no blog, registramos como foi nossa experiência antes e depois do festival, no artigo “Vale da Eletrônica: breve relato sobre o procedimento de visitação técnica”, no qual nossa equipe contou como foi conhecer a cidade e os primeiros preparativos para nossa ação no festival; e o “O que fizemos e aprendemos no Hack Town?”, onde nossa equipe contou tudo o que vivenciou e aprendeu no evento. Não deixe de conferir e fique ligado, porque em 2020 tem mais!

Aprendendo a captar investimentos sem sair de casa

No segundo semestre nossos voluntários da frente de Acesso a Capital colocaram em prática um projeto audacioso: promover lives quinzenais com investidores e empreendedores (com cases de sucesso na captação de investimentos) para um bate papo com perguntas e respostas ao vivo. O projeto ainda está em fase beta, mas vale a pena acompanhar! Confira a última live realizada neste ano:

Após esse ano incrível, só nos resta a agradecer aos nossos patrocinadores e membros por acreditarem em nosso propósito e por fazerem parte da nossa história! Nos vemos em 2020 com muitas novidades!


Redação por:
Maíra Rodrigues, da Campinas Tech.

Apoio e revisão:
Felipe Trevisanutto, da Campinas Tech.

Cerveja e Empreendedorismo? “Dá match”!

Engenheiro Agrônomo, Gustavo Barreira é hoje o empreendedor por trás da Companhia Brasileira de Cerveja Artesanal (CBCA) e com ela almeja ser o principal case de cervejas artesanais do Brasil.

Gustavo Barreira, CEO da CBCA
Gustavo Barreira, CEO da CBCA – Companhia que tem as cervejas Leuven e Schornstein no portfólio | Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação.

Com formação em Engenharia Agronômica pela ESALQ-USP e pós-graduação na área de Finanças pelo Insper, Gustavo iniciou sua carreira no Citibank como trainee, no qual permaneceu por sete anos. Após esse período, migrou para a área financeira de grandes empresas como a Votorantim Celulose e Papel, além de controladoria de fundos de Private Equity.

Todo o conhecimento e experiência adquirida ao longo desses anos no setor corporativo fez com que o empreendimento na cervejaria Leuven, em 2015, fosse natural. Após um crescimento médio anual de 90% desde então, a marca se fundiu com a cervejaria Schornstein, resultando na Companhia Brasileira de Cerveja Artesanal – CBCA, onde hoje Gustavo atua como CEO.

Este ano, Gustavo Barreira foi um dos convidados da 8ª Conferência Campinas Startups, onde nos contou um pouco de sua trajetória e de seu dia a dia empreendendo no setor de cervejaria. Aqui, ele nos concede uma entrevista para relembrar como foi esse bate papo.

1 – Como você começou a empreender?

Sempre me senti motivado trabalhando em grandes projetos nas empresas por onde passei, mas me sentia pouco motivado quando caía na rotina. Sempre tive uma necessidade de realizar, construir algo e portanto a minha migração para a Leuven foi preparada e natural.

2 – Houve um “momento de virada” na construção do seu negócio?

A Leuven vinha crescendo desde 2015 e em 2017 precisávamos expandir, mudar a fábrica e adquirir equipamentos. Estudamos diversas formas de financiar o crescimento, considerando dívida ou mesmo um grande investidor. Mas nenhuma brilhava os olhos. Foi quando tivemos a sacada de fazer um financiamento coletivo e quase que ao mesmo tempo, a CVM emitiu a instrução 588 que regulamentava o equity crowdfunding no Brasil. Sem que tivéssemos um histórico desta operação com cervejarias, nos lançamos neste projeto e o resultado foi incrível, captamos R$1,5M, em 8 dias, recorde de volume e velocidade na época. Isso nos deu força, criou uma comunidade incrível e me fez começar a desenhar o plano da CBCA.

3 – Poderia detalhar um pouco mais a sua trajetória empreendedora?

Sempre empreendi em grandes empresas, o que é completamente diferente de empreender com capital próprio. Começamos na Leuven em 2015, a princípio tocando como um segundo negócio, enquanto eu me preparava para me dedicar 100% à ela.

4 – Quais foram os principais desafios que você precisou vencer ao longo desta trajetória?

Montar um time forte e acesso a capital a custos competitivos. Dois grandes gargalos do nosso país.

5 – E como esses desafios foram enfrentados?

Capacitando aos poucos as pessoas dentro de casa e via o equity crowdfunding.

6 – Quais as dicas que você dá para quem deseja iniciar um novo negócio?

Montar um plano de negócios, ter clareza de onde se quer chegar e dos riscos envolvidos. Se preparar para ser resiliente, isso é fundamental.

7 – Tem planos para sua trajetória empreendedora? Como se imagina ou quer estar no futuro?

A CBCA já é uma realidade e em breve deve crescer com novas aquisições. Pretendemos ser o principal case de cervejas artesanais no Brasil, oferecendo produtos de alta qualidade, marcas premiadas, a preços justos, para consumidores em todo Brasil. Unir o Brasil pela boa cerveja.

8 – Em resumo, qual foi a mensagem que você quis passar na 8ª Conferência Campinas Startups?

O sentimento de realização na vida empreendedora é incrível, mas devemos estar preparados para ser criativos, inovadores e buscar rotas que nossos competidores não enxergam ou não conseguem executar.

9 – Você considera que Campinas é um bom lugar para os que desejam iniciar um novo negócio?

Sem dúvida. Cidade grande, com poder aquisitivo, acesso a boas rodovias e universidades de boa qualidade.

10 – Na sua visão, o que a cidade oferece ou deveria oferecer como atrativo aos empreendedores?

Incentivos tributários, formas de capacitação de mão de obra. Mas não transfiro essa responsabilidade apenas para o poder público. O empresário pode contribuir e desenvolver bons projetos a quatro mãos.

11 – De que forma você vê iniciativas como a Campinas Tech no fortalecimento do empreendedorismo nas cidades?

Diferente de anos atrás, o Brasil vive hoje um ambiente favorável ao empreendedorismo e acesso a capital. A oportunidade de escutar cases de empreendedores nos motiva e traz insights para aprender com o erro dos outros e compartilhar os nossos.


Entrevista, redação e revisão:
Felipe, da Campinas Tech.