Internacionalização: por que nossas startups deveriam pensar nisso?

Internacionalização: por que nossas startups devem pensar nisso? | Foto por Freepik

No Brasil, a cultura de startup coloca a internacionalização no final da jornada de crescimento da empresa.

É comum um projeto de negócio começar, validar em sua cidade, crescer em nível estadual e regional e, no auge do seu crescimento, dominar o país. E quando as fronteiras não são mais suficientes, a internacionalização passa a ser considerada.

Aqui, vamos mostrar o porquê a internacionalização não precisa ser uma etapa, mas sim um processo para qualquer negócio que visa crescer exponencialmente.

Pense internacionalmente

Internacionalizar é diferente de vender para outros países. Claro, exportar seus produtos ou serviços pode ser um objetivo da internacionalização. Mas, ao invés de ser encarada como um sinônimo de exportação, ela precisa ser encarada como um processo.

Seja para ter tração comercial, diminuir custos, aumentar competitividade ou diversificar riscos. É fato que a internacionalização é um ciclo de aprendizado para a startup, independente do estágio.

Preciso conquistar o Brasil primeiro, depois mirar na internacionalização

Nem sempre. Claro que conseguir crescer em um país com dimensões continentais e pluralidade cultural é um grande desafio e é indício de que o negócio vai bem se de fato o conseguir. Mas sabemos que o ambiente regulatório e fiscal não é tão favorável e fácil de lidar por aqui.

Por essa razão, ter um processo internacional para seus negócios pode ser uma oportunidade de tracionar em lugares com condições burocráticas mais favoráveis, sobretudo para negócios menores e menos maduros.

Outro fator importante é que, muitas vezes, a solução do seu negócio pode ser ideal para solucionar problemas e atender demandas de outros lugares, e possui menos apelo por aqui.

Se o mercado brasileiro me satisfaz, por que me importar com a internacionalização?

De fato, o mercado interno brasileiro é gigantesco e suficiente para tornar uma startup em unicórnio sem precisar se internacionalizar – exemplos é que não faltam por aqui.

Por isso mesmo, negócios do mundo todo também colocam esforços para fazer acontecer em terras tupiniquins. O tempo em que uma nova startup concorre apenas com outras empresas brasileiras não existe mais.

Internacionalizar é aprender e se preparar com o que vem sendo feito lá fora, e usar essa experiência para brigar e se consolidar também no mercado nacional.

Internacionalizar é caro

Realmente, a internacionalização pode ser um processo muito caro. Porém, nem sempre é preciso – e quanto antes um negócio pensar nisso, melhor.

Ter um objetivo claro do porquê o negócio deve se internacionalizar e boas estratégias (qual mercado expandir, por exemplo) pode ajudar muito a planejar com baixo custo esse processo.

Além disso, fazer benchmarking e networking internacional, participar de programas do governo brasileiro de subsídios, buscar parceiros estratégicos e até participar de acelerações internacionais são boas maneiras de conseguir se internacionalizar com apoio e gastos reduzidos.

Próximos parada: internacionalização

Recentemente, participamos de um papo com Rodrigo Olmedo, CEO da uGlobally, para falar justamente sobre o porquê uma startup deve pensar em se internacionalizar desde o começo.

Para se aprofundar nesses quatro tópicos que abordamos, não deixe de conferir a live e destrinchar os guias da empresa, que é especialista em ajudar negócios nessa jornada.


Redação por:
Felipe, da Campinas Tech.