Vale da Eletrônica: breve relato sobre o procedimento de visitação técnica

Comitiva Campinas Tech e IRG na usina fotovoltaica, em Santa Rita do Sapucaí (SRS) | Foto: Campinas Tech/Divulgação.

 

No dia 14 de maio, houve a participação na comitiva organizada pela Campinas Tech para a visita técnica em Santa Rita do Sapucaí (SRS), com o objetivo de construir um projeto de feira de startups dentro do Hacktown , evento anual que acontecerá em setembro de 2019 e que tem como previsão receber de 6 a 7 mil pessoas em 2019.

A programação da visita iniciou com um café da manhã oferecido no Centro de Empreendedorismo e Inovação do Instituto Nacional de Telecomunicações (INATEL). Junto com a turma de Campinas, também participaram pessoas de São José dos Campos, ligadas ao Instituto Regeneração Global (IRG).O grupo foi recebido pelo Prefeito, Secretário de Cultura, professores do Instituto e organizadores do Hacktown.

O anfitrião Marcos David, após dar as boas-vindas, fez uma rápida introdução e logo em seguida, o Prefeito Wander W. Chaves, professor do INATEL, fez uma apresentação sobre a cidade e as principais políticas públicas que a levaram ao atual patamar de cidade criativa, tendo o Hacktown como um dos principais casos de sucesso.

Desta forma, Wander W. Chaves apresentou um pouco da história da cidade, que, a partir de seu passado cafeeiro, tornou-se o Vale da Eletrônica. O início dessa narrativa ocorreu na década de 1950, quando a visionária Sinhá Moreira, após ter viajado por diversos países e ter assistido uma palestra de Albert Einstein, decidiu investir sua fortuna e inaugurou a primeira escola técnica de eletrônica do Brasil, sendo esta a sexta do mundo na época. A partir dessa iniciativa, o governo federal construiu o INATEL na década de 1960, levando ao município o primeiro curso de Engenharia de Telecomunicações do Brasil. Em seguida, houve investimento municipal em uma faculdade com o curso de gestão voltada para micro e pequenas empresas de base tecnológica. Com essa formação, criou-se o “Vale da Eletrônica”, uma política pública para fomento do empreendedorismo em empresas e indústrias eletrônicas.

No momento seguinte, a cidade criou um arranjo produtivo local (APL), estimulando a cadeia produtiva do Vale da Eletrônica. Este arranjo adquiriu o destaque de uma das mais significativas experiências de APL do Estado de Minas Gerais. Há cerca de 7 anos, foi criado o programa Cidade Criativa, Cidade Feliz, uma espécie de incubadora para fomentar a economia criativa no município, uma política da criação e da invenção. Entre os objetivos do programa, estavam o crescimento das potencialidades da cidade, a mistura de culturas para gerar uma nova cultura mais dinâmica e contemporânea e a promoção da colaboração e da cooperação entre empresas, voluntários e poder público, sendo que a Prefeitura faz parte dos elos, porém, não se coloca como “dona do programa”.

O programa Cidade Criativa, Cidade Feliz, incentivou a criação de diversos outros projetos, sempre com a política da criação e da invenção, por meio da mistura entre cultura e tecnologia, tendo 4 eixos principais: tecnologia, empreendedorismo, cultura e ética e cidadania. Questões ligadas à autoestima e autoconfiança foram trabalhadas com a população em busca de outras formas de geração de riqueza e desenvolvimento local, para além da economia cafeeira e das indústrias.

Na sequência da apresentação do Prefeito, foi a vez do professor Antonio M. Alberti apresentar o projeto NovaGênesis sobre a internet do futuro e a economia das coisas e dos dados, trazendo conceitos e estudos que são feitos no INATEL. Após o almoço, o grupo conheceu a Escola Técnica de Eletrônica (ETE FMC), fundada por Sinhá Moreira e que hoje é administrada pelos jesuítas. Quem os recepcionou foi Eduardo Abranches, coordenador dos cursos técnicos, que apresentou a escola, passando pelo local onde será o evento da feira que será promovida em conjunto pela Campinas Tech e pela IRG, e seguindo para a usina fotovoltaica. O professor falou sobre as diversas feiras que acontecem ali há muitos anos, com destaque para a Projete, que neste ano ocorrerá em sua 39ª edição.

Comitiva Campinas Tech durante visita a ETE, em Santa Rita do Sapucaí | Foto: Campinas Tech/Divulgação.

Depois de percorrer grande parte dos prédios das escolas, houve uma reunião com mais apresentações e com mediação feita pelo Marcos David. Raul Cardoso, presidente do Campinas Tech, apresentou a organização e Fabiano de Paula Porto, presidente da IRG, também fez sua apresentação e falou sobre os 8 pilares de atuação da instituição: energia, água, alimentação, transporte, moradia, medicina, consciência e sistema.

Comitiva Campinas Tech em Santa Rita do Sapucaí (SRS) | Foto: Campinas Tech/Divulgação.

A feira de startups será realizada em uma parceria entre as duas entidades, sendo que caberá ao Campinas Tech a organização do evento e ao IRG a curadoria, dentro dos seus 8 eixos de atuação. A partir disso, serão criados grupos de trabalho colaborativos, para planejamento e divulgação. Os próximos passos serão anunciados em breve.

Atualização:
Saiba mais sobre a feira de startups do Hack Town que tem o apoio da Campinas Tech, a <Hello World/> Trade Show

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Texto por:
Maria Cecília Pires de Campos | Pâmela Santos (Edição).


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