Contrato de Vesting como forma de retenção de talentos

Contrato de Vesting como forma de retenção de talentos | Foto por pressfoto no Freepik.

Muito utilizado por Startups, o contrato de vesting tem se mostrado uma excelente opção de retenção de talentos.

Nessa modalidade de contrato, o colaborador pode adquirir quotas da empresa, cumpridos alguns requisitos ou após transcorrido certo período.

Daí o nome vesting – oriundo da língua inglesa – to vest, que significa vestir. É uma excelente opção para incentivar a permanência de bons empregados, especialmente quando não há orçamento suficiente para pagar salários atrativos.

Como funciona na prática

Suponhamos que a Startup precisa contratar um desenvolvedor de alto nível, mas não possui condições de pagar o salário de mercado. Nessa situação, ela pode se utilizar do contrato de vesting e oferecer uma fatia da empresa, mas, o empregado só poderá de fato se tornar sócio após transcorrido certo prazo ou cumprir alguma meta. A opção de compra das quotas também pode ser feita de uma única vez ou de forma progressiva (ex. após 2 anos de contrato de trabalho, o empregado pode optar por adquirir 6% da empresa ou realizar a compra de 3% a cada ano trabalhado, limitado a 6% do capital social).

Existe também a possibilidade de oferecer a opção de compra das quotas por marcos e metas, chamada de milestones.

Vesting para sócios

O vesting também pode ser firmado com sócios.

Imagine que um dos sócios fundadores detém 10% do capital social, porém, abandona o projeto em apenas 6 meses. Mas, ao longo do tempo, a Startup cresce e passa a valer milhões no mercado. Então o sócio que havia se desligado ressurge e reclama os 10% de suas quotas.

Não parece justo que o sócio que abandonou o projeto receba por algo que ele não contribuiu, certo? Nesse caso, a melhor solução é utilizar o vesting para que o sócio vá adquirindo progressivamente as quotas após cumpridas certas metas e prazo.

Assim, o sócio retirante apenas fará jus às quotas de acordo com a progressividade de sua participação durante o período em que foi sócio ou, ainda, poderá perder suas quotas, caso deixe de atingir as metas estabelecidas – vesting reverso[1].

Riscos envolvidos

É importante que o contrato de vesting seja bem redigido, caso contrário poderá trazer muitos embaraços para a Startup.

Um dos pontos que devem ser observados é que a aquisição de quotas não pode ocorrer a título gratuito. Se não estabelecido um preço para a aquisição das quotas, a operação pode ser interpretada como contraprestação ao serviço (salário) e obrigará a Startup a pagar todos os tributos trabalhistas, fiscais e previdenciários incidentes.

É importante destacar que a elaboração de um contrato de vesting deve seguir as peculiaridades de cada negócio. Fuja de contratos genéricos.

Portanto, é fundamental que a Startup contrate assessoria jurídica especializada para a orientar e acompanhar todo esse processo, que envolve estudo prévio e tomada de decisão estratégica.

Neste cenário, conte com  a ajuda do Nunes e Alves Advocacia.


[1] “Por meio desse contrato, o colaborador ou co-fundador recebe suas ações/quotas antecipadamente, isto é, desde o momento em que entrou na empresa. Se as determinações preestabelecidas no contrato não forem cumpridas, as ações/quotas poderão ser recompradas pela empresa, normalmente pelo mesmo valor que o colaborador pagou”. (DIAS, Caue Fernando. A perda de participação societária imposta pelo vesting reverso no sistema societário brasileiro. 2019. p. 46. Trabalho de Conclusão de Curso – Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2019).


Redação por:
Thamiris Nunes e Alves, advogada e sócia-fundadora da Nunes e Alves Advocacia.

(este texto foi duplicado e originalmente publicado no blog da Nunes e Alves Advocacia)

Startup: tudo o que você precisa saber

Startup: tudo o que você precisa saber | Foto por cookie_studio no Freepik.

O termo “startup” no Brasil começou a ser utilizado só entre 1996 e 2001. Apesar de usado nos EUA há várias décadas, só nessa época o termo ficou conhecido por aqui. E os vários conceitos e significados começaram a aparecer.

Alguns autores denominam startup como qualquer pequena empresa em seu período inicial, outros defendem que uma startup é uma empresa inovadora com custos de manutenção muito baixos, mas que consegue crescer rapidamente e gerar lucros cada vez maiores.

No entanto, há uma definição mais atual, que parece satisfazer a diversos especialistas e investidores: uma startup é um grupo de pessoas à procura de um modelo de negócios repetível e escalável, trabalhando em condições de extrema incerteza.

E como funciona? A minha empresa é uma?

Essa é uma pergunta que sempre recebemos: “eu sou uma startup?

O ponto de partida de toda startup é criar uma solução inovadora para um problema que ainda não foi devidamente solucionado pelo mercado. As pessoas confundem “ser” uma startup com “ter uma cultura de startup”, mas isso é papo para outro dia.

Para auxiliar na definição do modelo de negócio das startups, recorremos a alguns autores e seus livros:

Business Model Generation, de Alexander Osterwalder e Yves Pigneur

O modelo apresentado na obra recebe o nome de Business Model Canvas e auxilia empreendedores a transformarem suas ideias em ações. A estrutura passa pela segmentação de clientes, proposta de valor, escolha de canais, estratégias de relacionamento, fontes de receita, atividades e parcerias-chave.

Startup Enxuta, Eric Ries

No livro, Ries transforma ideias nos chamados Produtos Mínimos Viáveis (MVP), que representam o menor produto capaz de percorrer o ciclo de feedback com o menor esforço e de forma mais rápida.

Nesse modelo, a empresa cria uma cultura de experimentação junto ao cliente, escutando suas necessidades para oferecer o melhor produto possível sem desperdiçar nenhum recurso.

Primeiro a ideia é transformada em produto, depois a reação dos clientes é medida e, então, a empresa aprende como direcionar seus esforços para o sucesso.

Esse é um dos motivos que o modelo organizacional das startups se diferencia das empresas tradicionais: seu crescimento se baseia na aprendizagem e experimentação contínua.

Dicas para criar uma startup de sucesso

Uma das grandes vantagens em criar uma startup de sucesso no Brasil é a possibilidade de vencer a instabilidade econômica e prosperar em qualquer período – mesmo com sinais de crise.

Um exemplo claro, foi que em 2020, de acordo com estudo da ACE, uma aceleradora de negócios de tecnologia de São Paulo, cerca de 15% das startups brasileiras aumentaram as vendas por causa da pandemia.

Confira algumas dicas que selecionamos para te ajudar a criar uma startup e se juntar nesse time:

  • Não confie na ideia, faça conexões

Boas ideias são a essência das startups, mas elas não fazem milagre sozinhas.

Por isso é muito importante você conversar com diferentes pessoas e participar de eventos e mentorias. Não tenha medo de roubarem sua ideia, o que vale é a capacidade de execução.

Outro ponto importante é a validação. Você só vai conseguir validar seu produto conversando com os potenciais clientes!

Atente-se muito na fase de validação, isso vai te poupar tempo e dinheiro nas próximas fases.

  • Contrate pessoas melhores que você

Boa parte do sucesso das startups está na equipe, que concentram talentos excepcionais em uma estrutura de proporções reduzidas.

Por isso, você precisa garantir que está trabalhando com os melhores profissionais da área.

Além disso, se atente ao sócio: habilidades complementares fazem toda a diferença.

  • Seja ágil e busque apoio

Se você encontrou um modelo que está funcionando, é hora de colocar o pé no acelerador. Esse é momento mais indicado para a busca de capital para crescimento do negócio.

É importante você construir uma estratégia de “Go To Market” que estabeleça os melhores canais, regiões e o passo‐a‐passo das ações, buscando maximizar seu crescimento.

Então, vamos recapitular: uma startup é um grupo de pessoas de perfil de empreendedor, caracterizado pela autonomia, dedicação e risco, à procura de um modelo de negócio repetível e escalável, normalmente apresentado em um cenário de incertezas.

Agora que você entendeu o que é uma startup, e recebeu algumas dicas de como criar uma, que tal se aprofundar mais e descobrir como criar a sua?

Nós criamos um programa que vai te ajudar a entender o passo a passo para criar uma startup de sucesso. Você vai aprender com empreendedores do ecossistema que já passaram pelas mesmas dores que você! Conheça o Startup Daily!

  • Vou conseguir investimento com minha ideia?
  • Como fazer um pitch matador?
  • Qual a parte jurídica mais importante que eu devo saber no início?
  • Como organizo a gestão no início da startup?
  • Essas e outras dúvidas de qualquer empreendedor você acompanha no:


Redação por:
Maíra Rodrigues, Head of Staff da Campinas Tech.

O Método Thomson Reuters de Inovação

Foto: Thomson Reuters Brasil / Divulgação.

Por si só, manter um negócio inovador não é uma tarefa fácil, independente de sua área ou porte. Pequenas, médias e grandes empresas precisam estar atentas não só as inovações tecnológicas, mas também as transformações nas relações e comportamentos sociais.

Isso porque a inovação não reside apenas no entrega final de uma empresa, com a oferta de um produto ou serviço super inovador. Ela precisa – e deve – estar presente em todas as etapas e processos de um negócio. Aquela que percebe isso antes, e aplica essas práticas, sai na frente.

A inovação aberta é um primeiro e importantíssimo passo para manter o processo de inovação constante em uma empresa, mas não pode ser o único. A Thomson Reuters tem essa consciência e justamente por isso mantém uma série de ações em paralelo para que a inovação não pare. A partir de agora, você conhecerá algumas delas.]

Fazer-se presente

Foto Thomson Reuters Brasil / Divulgação.

Estar imerso em ambientes permeados de inovação e criatividade é premissa fundamental para ter ideias inovadoras ou encontrar parceiros que agregam isso à empresa.

Por isso, a Thomson Reuters participa de inúmeras reuniões com empresas especializadas em variadas áreas para encontrar e trabalhar de forma inovadora e conjunta. Com startups, sua interação vai desde a participação em eventos – onde costumam ouvir uma centenas de pitches – até a presença em hubs de empreendedorismo e inovação, como a Campinas Tech.

Accelerator Day

Foto Thomson Reuters Brasil / Divulgação.

Para a Thomson Reuters, as startups têm um papel muito importante no desenvolvimento da sua cultura inovadora. Isso porque elas conseguem trazer soluções que até então eram inimagináveis para a companhia.

Há alguns anos a empresa promove o Accelerator Day, um programa que busca selecionar startups de determinados segmentos e desenvolvê-las para possíveis projetos em parceria com a multinacional. A Neuralmind, startup campineira de inteligência artificial, foi uma das selecionadas na última edição (2019) do programa.

O poder da co-criação!

A inovação está intrinsecamente relacionada a solução de problemas, independente da área ou da consciência da existência dessa dor. Para a companhia, esse quesito é levado muito a sério na hora de se reinventar e é comum a cocriação de práticas e soluções inovadoras.

Na Thomson Reuters, clientes e parceiros não só trazem desafios para empresa como também tem a liberdade para sugerir e colaborar com a criação de produtos e serviços.

Inovathon & Open Innovation na Veia

Foto Thomson Reuters Brasil / Divulgação.

Até aqui, já deve ter ficado claro o propósito da Thomson Reuters de inovar em seus processos internos para poder entregar soluções inovadoras para o mercado e sociedade. Por consequência, institucionalmente a companhia promove dois programas internos que a ajuda a garantir esse propósito.

Um deles é o Inovathon, onde equipes formadas por colaboradores desenvolvem projetos de inovação e melhorias para o dia a dia da Thomson Reuters e dos seus clientes.

Outro programa é o Open Innovation na Veia, um modelo em que determinadas áreas da empresa apresentam uma dor para a área de inovação que, com a ajuda de alguma startup, buscam uma solução conjunta.

Em ambos os casos, é interessante ressaltar que o colaborador pode destinar parte da sua jornada para se dedicar aos projetos, sem se sobrecarregar com tarefas – o que vem trazendo ótimos resultados na produtividade e inovação dos processos.

Campinas Tech Connection

Aqui no ecossistema campineiro a Thomson Reuters faz parte do Comitê de Corporate Innovation, que reúne diversas grandes empresas da região para a aplicação da inovação aberta.

Oficialmente, hoje fazem parte também desse grupo a 3M, CPFL, DHL, Enforce e Matera, com encontros mensais organizados pela Campinas Tech. Entretanto, outras grandes empresas devem somar a essa lista em breve.

Uma das iniciativas do grupo é o Campinas Tech Connection, uma nova ação do ecossistema que visa identificar, selecionar e desenvolver startups da região, através do desenvolvimento de pilotos e projetos com as empresas do comitê e seus fornecedores, parceiros e clientes.

A iniciativa surge para combinar oportunidades de negócio, investimentos e um programa de mentoria com os principais executivos das corporações participantes. Tudo isso independente do segmento em que atua a startup – todas são bem-vindas!

Ficou interessado em participar com a sua startup e poder colaborar com a Thomson Reuters e outras grandes empresas? Confira o edital no formulário e inscreva a sua!


Redação:
Felipe, da Campinas Tech.

Apoio & Revisão:
Mauricio Lubachescki, Head de Inovação e Treinamento na Thomson Reuters Brasil.

SaaS: entenda como funciona esse modelo de negócios

Foto por jcomp no Freepik.

Há muitos anos a transformação digital tem tomado conta do dia a dia das pessoas e das empresas. Pode parecer só mais uma buzzword, mas, em momentos de adversidade, como a crise causada pela COVID-19, notamos que, quanto mais digital sua empresa for, mais chances de sucesso ela terá. Por isso, hoje vamos falar um pouco mais sobre o modelo de negócios SaaS.

O que é SaaS?

O Software as a Service, mais conhecido como SaaS, é a transformação do modelo de comercialização de softwares como serviço. Ou seja, ao invés de você precisar ir na loja e comprar uma caixa com CD para instalar um software no seu computador, você paga uma assinatura e tem acesso ao serviço na nuvem.

Muito mais simples, o usuário realiza o acesso através de um login no site da plataforma. E a empresa é responsável pela infraestrutura e segurança do software que oferece. O pagamento pelo serviço é feito de forma recorrente, possibilitando que o cliente pague mensalmente, em formato de assinatura.

Benefícios do SaaS

O modelo SaaS oferece uma praticidade maior para o usuário. Que não precisa de muito conhecimento técnico para realizar a instalação de um software, como era a necessidade de antigamente.

Além da facilidade de acesso, o SaaS também permite que o usuário faça upgrades de acordo com sua necessidade. Antes, você comprava um software, mas não utilizava 100% de sua capacidade, muitas vezes porque não fazia sentido para o seu negócio, mas, mesmo assim, estava pagando por aquela funcionalidade.

Hoje, o usuário consegue escolher através de planos o que faz mais sentido para o dia a dia da sua empresa. Permitindo que aconteça um upgrade caso precise de outras funcionalidades.

Conhecendo um pouco mais sobre empresas SaaS

Listei alguns exemplos de mercado que podem fornecer seus serviços através do modelo SaaS. Confira abaixo:

E-learning – toda escola que fornece aulas online, sejam cursos rápidos ou de longa duração pode funcionar no modelo SaaS.

Jogos – várias empresas já oferecem jogos por assinatura, não há a necessidade de uma instalação completa, basta acessar o servidor e realizar o pagamento do plano.

Automação de marketing e vendas – empresas como SalesForce e Hubspot são gigantes do mundo SaaS.

Streaming – Netflix e Spotify são grandes representantes do streaming no modelo de software as a service.

Cobrança recorrente e o modelo SaaS

O modelo de cobrança recorrente é o que mais tem aderência ao modelo de negócios SaaS. Afinal, é oferecido um plano por assinatura para que o cliente tenha acesso ao serviço.

Com a recorrência é possível realizar as cobranças periodicamente, quinzenal, mensal, semestral, anual ou da forma que for melhor para a sua empresa.

Isso traz um controle financeiro maior, pois permite uma previsibilidade dos lucros e um gerenciamento dos recebíveis.

A Vindi possui uma plataforma completa para gerenciar pagamentos, além disso, entre seus mais de 6 mil clientes, atende diversas empresas que operam no modelo SaaS.


Redação por:
Mariana Cremonesi, redatora na Vindi.

Campinas Tech Connection

 

Atualmente, quando debatemos acerca da inovação aberta e de como a mesma traz inúmeros benefícios para as empresas, uma das estratégias mais bem vistas – e desafiadoras em sua execução – é a conquista da inovação através do relacionamento e cooperação entre startups e corporates.

Com culturas organizacionais muitas vezes distintas, a princípio é desafiador criar um diálogo entre esses dois modelos de negócio. Buscar um alinhamento entre os segmentos e os serviços oferecidos por ambas requer destreza dos líderes e times envolvidos no processo de cooperação.

Os desafios para alcançar a Inovação

Hoje é bastante comum grandes empresas, dos mais variados segmentos, organizarem prêmios, desafios ou programas destinados a startups. O intuito é encontrar a pupila que lhes ajudará a inovar.

Dentro de alguns critérios de seleção e posteriormente, adequação do negócio, as startups que chegam ao fim destes processos conseguem dar um salto gigantesco em vários aspectos do negócio. Por outro lado, as corporações conseguem trazer novas soluções ou inovar em seus processos.

Para as startups, os ganhos vão desde a maturação do negócio; a visibilidade e prestígio dentro do universo empreendedor – o que pode facilitar muito no acesso ao venture capital; a segurança financeira – uma vez que passam a ter um grande e fixo cliente; até uma possível fusão à corporate que promoveu a oportunidade.

Conexões para inovar

Embora os programas de seleção de startups estejam em alta, há outras inúmeras iniciativas que uma empresa pode adotar para o alcance da inovação no ambiente corporativo. Aqui no ecossistema campineiro contamos com um Comitê de Corporate Innovation que reúne diversas grandes empresas da região para a aplicação da inovação aberta. Hoje fazem parte desse grupo a 3M, CPFL, DHL, Enforce, Matera, Superlógica e Thomson Reuters, com encontros mensais organizados pela Campinas Tech (mas em breve, outras grandes empresas entrarão nesta lista).

Uma das iniciativas do grupo é o Campinas Tech Connection, uma nova ação do ecossistema que visa identificar, selecionar e desenvolver startups da região através do desenvolvimento de pilotos e projetos com as empresas do comitê e seus fornecedores, parceiros e clientes.

A iniciativa surge para combinar oportunidades de negócio e um programa de mentoria com os principais executivos das corporações participantes. Tudo isso independente do segmento em que atua a startup – todas são bem-vindas!

Ficou interessado em participar com a sua startup? Confira o edital no formulário e inscreva a sua!


Redação:
Felipe, da Campinas Tech.

Você sabe o que é Inovação Aberta?

Foto por peoplecreations no Freepik.

Assunto de extrema importância para grandes corporações, startups, estudantes, universidades, investidores e tantos outros players, o conceito de Inovação Aberta – ou Open Innovation – defende uma abordagem de inovação mais descentralizada, envolvendo diversos stakeholders.

A proposta é que as empresas se abram para o mercado com o propósito de cooperar com o contexto em que estão inseridas. Assim, tornam-se preparadas a mudar seu mindset, cultura, processos e, consequentemente, criar produtos e serviços que sejam assertivos e benéficos tanto para a empresa quanto para o ecossistema ao seu redor.

Esse novo conceito de inovação foi criado por Henry Chesbrough, professor da universidade de Berkeley, nos Estados Unidos, e autor de um livro com o mesmo nome publicado em 2003. Seu livro possui uma abordagem de inovação mais bem-distribuída entre os stakeholders, mais participativa e mais descentralizada.

Para o autor, a “inovação aberta é o uso de fluxos de conhecimento internos e externos para acelerar a inovação interna e expandir os mercados para o uso externo de inovação, respectivamente”. Os benefícios de ter uma cultura de open innovation incluem:

  • Redução do tempo entre desenvolvimento e comercialização
  • Abertura de novos mercados
  • Diminuição de custo em diversas etapas
  • Geração de ideias e base de conhecimento
  • Democratização de acessos a ideias
  • Promoção de networking
  • Inovação para produtos/serviços já existentes

O conceito provou seu valor e Chesbrough conta que, antes de publicar seu livro sobre o tema, fez uma busca pela expressão “Open Innovation” no Google e a ferramenta retornou cerca de 200 resultados. Em 2010, fez novamente a mesma busca e obteve 13 milhões de links.

Veja algumas formas de implantar a Inovação Aberta em sua empresa

Eventos e programas com startups

Os eventos de startups são situações perfeitas para ver o que está surgindo de novo no mercado e quais são as tendências para o seu setor, além de conhecer novas pessoas e até pensar em possíveis parcerias.

Inovação interna

Para sensibilizar os colaboradores para a inovação, é interessante lhes proporcionar treinamentos, workshops e encontros criativos. Os colaboradores vão precisar de momentos livres para exercerem seus papéis de geradores de ideias e cocriadores em todas as etapas do processo de inovação. Dessa forma, eles se sentirão importantes no contexto e vão internalizar a cultura de inovação em seus cotidianos.

Inovação com clientes

Implantar um Programa de Ideias com a participação de pessoas externas à organização – como clientes, fornecedores e até mesmo a comunidade em geral.

Quando a empresa abre um canal para receber ideias externas, ela recebe diretamente o feedback dos seus parceiros, podendo receber insights valiosos sobre como os seus produtos e processos são percebidos externamente.

 

Para te auxiliar neste processo de mudança de cultura e adesão à inovação aberta, a Venture Hub – aceleradora e importante ator do nosso ecossistema – preparou e disponibilizou um canvas para ajudar empresas a estruturarem suas estratégias e projetos de inovação. Confira:

Para saber mais e ter acesso ao quadro ampliado, clique aqui!

Desde 2019, a Campinas Tech reúne algumas das empresas mais inovadoras da região e hoje mantem um comitê de Corporate Innovation. O grupo vem com o propósito de promover a inovação aberta a partir da troca de experiências, além do fortalecimento da cultura de inovação e do ecossistema da região. Nesta entrevista com Menotti Franceschini, líder do comitê, você saberá como!


Participe do Comitê Campinas Tech de Corporate Innovation! Entre em contato pelo e-mail contato@campinas.tech, ou então nossas redes sociais.


Redação:
Maíra R. Arruda, da Campinas Tech.

Mindset Startup – O manifesto Nano Incub

Imagem: Divulgação/Nano Incub

Em 2008 eu fechei meu primeiro projeto digital com um cliente.

Na época, um site institucional para uma loja de skate.

Eu estava no meu curso técnico de Sistemas de Informação, aprendendo a programar e com uma fome insana de aprender e evoluir a cada dia na área.

De lá pra cá aconteceu MUITA coisa, me envolvi em mais de 200 projetos digitais, abri empresa, fechei empresa, tive lucros, tive prejuízos, montei time, desmontei time, vendi muito e, principalmente, aprendi em 10 anos o que talvez não aprenderia em 30 se tivesse seguido outro rumo que não o ‘empreendedorismo no meio digital’.

Hoje somos a Nano Incub, uma empresa que cresce a cada dia, com uma carteira de clientes sonhada por muitos e com um time super engajado, motivado e com vontade de fazer as coisas acontecerem… Mas nem sempre foi assim.

É fácil ter sucesso com uma Startup?

O mundo das startups digitais sendo visto pelo lado ‘de dentro’ não é nada glamouroso, fácil ou lucrativo desde seu Day One.

Há dificuldade em montar time, em conseguir realizar os projetos que se vende, em não se envolver com gente que só quer tirar proveito do que você sabe, em lidar com a imaturidade de gestão, liderança, vendas, programação, design, pós-venda, atendimento e, principalmente, com pessoas.

Porém, (que bom que existe esse ‘porém’) se você persevera, acredita, se mantém firme em seu propósito, a coisa vai acontecendo, os projetos vão sendo entregues, aos poucos pessoas boas vão sendo atraídas para o seu caminho, o dinheiro começa a se mostrar uma verdade, bons clientes começam a bater à sua porta e você começa a sair da ‘zona de radiação’, um novo mundo começa a se mostrar ao seu caminho.

Eu sou Hugo Ferreira, CEO e fundador da Nano Incub e além de empreendedor, programador e skatista, sou apaixonado por ajudar pessoas e empresas a terem sucesso através do desenvolvimento de um trabalho sério, focado, honesto e visionário.

Também amo inspirar pessoas a desenvolverem seus próprios negócios e entenderem que é possível fazer a diferença no mundo… Seja ministrando uma palestra em alguma faculdade, dando mentoria para um grupo de pessoas, prestando serviços de desenvolvimento de plataformas digitais, aplicativos, softwares ou até criando e co-criando startups digitais que têm foco em resolver problemas reais do nosso dia a dia.

O canal Mindset Startup

Há tempos buscava uma forma de contribuir ainda mais para nosso ecossistema, pois quando se fala de Startups, muita gente pensa que o caminho que conecta ‘a concepção de uma ideia’ e ‘essa ideia se transformar em um negócio de sucesso’ é curto e linear. Ledo engano, amado e amada…

E além de diversos artigos que sempre produzimos, workshops que ministramos e eventos que participamos, estava faltando algo… Nós acreditamos que quanto mais se compartilha, mais se cresce e ajuda os outros a crescerem… E é esse o foco do nosso novo canal, o Mindset Startup.

Semanalmente vamos publicar conteúdos sobre conceitos relacionados a Startups, estudos de casos com projetos reais, dar dicas sobre como montar equipe, skills necessários num time de uma startup ou empresa que desenvolve startups e projetos digitais.

Nós da Nano Incub estamos empolgadíssimos com esse projeto e acredito piamente que ele já está contribuindo para educarmos cada vez mais o nosso mercado, tanto para potenciais clientes de empresas de softwares e projetos digitais, como quem empreende ou quer empreender nesta área.

Um dia me disseram que a melhor maneira de aprender é ensinar, então se ajudarmos você a aprender e a ter insights sobre o mundo das startups, estamos aprendendo mais ainda.

Sendo assim, obrigado a você, caro leitor, que é um estudante, que tem ou quer ter uma startup ou até você que tem uma empresa de prestação de serviços digitais e busca sempre evoluir e aprender cada vez mais…
Você está nos ajudando a cumprir a nossa missão e proliferar a nossa mensagem pelo mundo e impactar a vida de quem quer de verdade fazer as coisas acontecerem.

Vamos em frente, pois é só o começo.


Redação por:
Hugo Ferreira, CEO e fundador da Nano Incub (originalmente publicado no blog da Nano)


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Qual é a real distância entre uma boa ideia e ela virar um produto que resolve um problema real?
Conheça os principais desafios em desenvolver startups digitais no Brasil!

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3 desafios da inovação para o Brasil em 2020

Foto por Burak K from Pexels

O mundo continuará mudando. Na verdade, continuará mudando por anos. A transformação digital está apenas começando.

A geração dos nativos digitais começará a consumir em escala. Junto com eles estão vindo novos comportamentos, novas atitudes e novos valores.

Tecnologias disruptivas começam a escalar e maturar.

Inteligência artificial, robótica, impressora 3D, IOT, drones, dados. Muitos dados. Uma infinitude de dados.

Nunca tivemos tanto poder. Nunca tivemos tantos desafios.

O ritmo das mudanças no mundo acelerou dramaticamente e vai aumentar mais ainda, e para o Brasil não é diferente.

E para apresentar uma perspectiva de desafios e oportunidades potenciais para o Brasil em 2020, a McKinsey lançou um relatório super completo chamado “Brazil 2020: Opportunity Tree”.

De todos os temas abordados no relatório escolhi três desafios, que acredito serem essenciais para profissionais e empresas que queiram se transformar e liderar a transformação em 2020. São eles: Consumer Centricity, Cultura de inovação e Ambidestria. Quer saber do que se trata?

Vou falar sobre cada um deles a seguir:

1) Consumer Centricity: empresas centradas no cliente

Quando analisamos o cenário global fica claro que as empresas mais inovadoras do mundo tem uma característica em comum: suas decisões são tomadas a partir da análise de dados de seus clientes.

Vamos aos dados:

  • 71% dos mais de 200 milhões de brasileiros têm um smartphone;
  • Em média, os brasileiros gastam 9,5% do seu tempo no celular – dado que nos coloca em segundo do mundo;
  • 76% da classe média baixa tem acesso à internet. Em 2015, esse dado era de apenas 53%;
  • Pagamento por QR code 24 horas será lançado em 2020.

Os dados acima confirmam uma tendência descrita há anos. O brasileiro está conectado e tem mobilidade. E estamos falando de uma grande parcela da população.

Diante dessa realidade algumas empresas tiveram sucesso em adaptar sua estratégia, enquanto outras ainda estão sofrendo com essa nova realidade. Muitas não vão sobreviver e as que ficarem não poderão parar de se adaptar.

Um dos setores em que mais podemos perceber essa mudança é o varejo. As compras online não param de crescer. A grande referência de mudança seguramente é a Magazine Luiza que viu seu valor de mercado mais que duplicar nos últimos anos.

Outro movimento impressionante no Brasil nos ajuda a validar e a compreender o sucesso de empresas centradas no cliente.

As startups de tecnologia estão disruptando diversos setores, construindo e implementando estratégias com o cliente no centro de tudo.

Elas estão transformando a jornada do consumidor brasileiro. Abaixo veremos algumas das principais startups:

  • Transporte: 99, Uber e Grow;
  • Delivery: iFood, Uber Eats e Loggi;
  • Fintech: Stone, Neon e PagSeguro.
Imagem: Escola Conquer

Graças a essa mudança, começamos a conhecer também os primeiros unicórnios brasileiros, as startups que apresentam um valor de mercado superior a 1 bilhão de dólares.

Rappi, Nubank, Gympass, Quinto andar, entre outros.

Outro fator que comprova o sucesso das empresas consumer centric é a relação entre sua avaliação de satisfação do consumidor com a lucratividade por consumidor.

Quanto maior o NPS (Net Promote Score), maior a lucratividade da empresa. Empresas com NPS próximo de 8 apresentam lucratividade 120% maior que empresas de NPS baixo!

Imagem: Escola Conquer

O termo customer centricity tem se tornado tão importante que Jeff Bezos, o CEO da Amazon, mudar a missão da empresa para “queremos ser a empresa mais customer centric do planeta”.

Esses indicadores positivos e a pressão do mercado têm influenciado gigantes da era analógica a se adaptarem de maneira rápida. Vemos fortes movimentos de empresas como Itaú, Nike, Porto Seguro e Grupo Pão de Açúcar implementando ações para se adaptar à nova realidade.

Imagem: Escola Conquer

As oportunidades de implementar o modelo customer centric são imensas, mas existem 4 fatores essenciais para serem implementados.

  1. Oferecer serviços frequentes e diversos que preencham as necessidades diárias de seus clientes.
  2. Monetize a sua base de usuários, conduzindo os clientes na jornada de compra por meio de serviços de baixo valor até serviços de mais alto valor.
  3. Estruture a jornada do consumidor de ponta a ponta mapeando as ações e medindo cada fase com indicadores claros e objetivos.
  4. Desenvolva seu time internamente para que todos tenham o mindset customer centric.

2) Cultura de inovação: o desafio dos ambientes tradicionais

As comprovações já foram entregues. A cultura de inovação e o modelo de negócio de startups estão validados no mundo e também no Brasil.

É provável que até 2025 o Brasil tenha mais de 50 unicórnios. Mais de 50 empresas que valem mais de de 1 bilhão de dólares. E a maioria delas está começando exatamente agora.

O que existe por trás de tudo isso?

Qual a cultura, comportamento ou modelo de negócio que tem possibilitado essa enorme transformação e crescimento rápido?

Considero que três fatores apontados no estudo da McKinsey podem nos ajudar a tirar essa conclusão.

  • Fator 1: o mercado bilionário de inovação e startups no país.
  • Fator 2: os profissionais brasileiros querem inovar e se sentem preparados para isso.
  • Fator 3: São Paulo está se tornando um Hub Global de Inovação.

Fator 1:

Nos últimos anos, houve um forte crescimento de ventures capital – modalidade de investimento focada em empresas de médio porte com alto potencial de crescimento, mas que são novas e com baixo faturamento – no país, permitindo um maior investimento em empresas de bases tecnológica.

Também já vimos que o brasileiro está conectado à rede e com mobilidade. A população brasileira já é a sétima mais conectada do planeta.

Somado a esses dois fatores, mais alguns dados mostram como o Brasil já atingiu uma cultura digital madura.

  • 39% da população brasileira é considerada early adopter na utilização de novos apps;
  • 5.7MM de downloads foram feitos no aplicativo do DETRAN de São Paulo para usar a carteira de motorista digital. Os dados mostram que os serviços públicos digitais vão reduzir custos do governo em torno de 750 MM de reais por ano;
  • Os brasileiros ficam em média 3 horas e 45 minutos por dia nas redes sociais;
  • 78% dos brasileiros conectados a internet usam Netflix. O segundo país da empresa no mundo;
  • Nos últimos dois anos, os pedidos de comida pelo aplicativo IFood cresceram 4x.

A pergunta que fica é: o que as empresas tradicionais que ainda não entraram na era digital precisam fazer para entrar e participar desse jogo?

Fator 2:

Pelo segundo ano consecutivo o Brasil apresenta resultados acima da média global em relação a aprendizado de inovação e capacidade de adaptação.

Imagem: Escola Conquer

A motivação dos profissionais brasileiros está relacionada a três grandes fatores:

  1. Senso de dono: os profissionais brasileiros sentem uma enorme motivação quando se colocam como donos da organização.
  2. Liderança desafiadora: os líderes desafiam seus times a superar desafios e fazer mais do que todos acreditam que seja possível.
  3. Transparência na performance: foco em resultados e no atingimento de metas, com uma competitividade interna saudável.

Esses três fatores culturais têm mostrado resultados significativos na capacidade das empresas e startups brasileiras inovarem.

Fator 3:

A cidade de São Paulo se transformou em um Hub de Inovação Global. 4 fatores são essenciais para que isso tenha acontecido:

  1. Capacidade intelectual: a cidade tem uma alta formação de talentos com uma estrutura educacional relevante;
  2. Serviços de alto padrão: apresenta infraestrutura adequada aos melhores níveis globais quando falamos de saúde e logística, por exemplo;
  3. Vida cultural e lazer vibrante: concentra atividades de lazer, culinária, turismo, vida noturna e prática esportiva;
  4. Sistema de inovação consolidado: base de empresas de investimento e startups.

Outros dados importantes sobre a cidade demonstram seu poder econômico, social e de inovação:

  • 70% das 20 maiores empresas do país estão baseadas em São Paulo;
  • São mais de 3.300 startups, mais de 20 incubadoras e mais de 20 aceleradoras;
  • O valor do ecossistema ultrapassou 21 bilhões de reais.

A diversidade de São Paulo também impressiona:

  • Mais de 10 mil estudantes estrangeiros;
  • 196 países do mundo reconhecem que têm pelo menos um cidadão vivendo em São Paulo;
  • A parada LGBTQI+ de São Paulo é a maior do mundo com mais de 3 MM de participantes.

Todos os fatores citados acima transformaram São Paulo em um Hub Global de Inovação. E graças a sua representatividade no país, essa cultura de inovação está se espalhando criando novos hubs nacionais como Curitiba, Belo Horizonte, Recife, Rio de Janeiro, Florianópolis, entre outras cidades.

A pergunta que fica é: por que ainda vemos tantas empresas negando essa cultura de inovação?

3) Ambidestria: fortalecendo o negócio atual e desenvolvendo o negócio do futuro

O tema ambidestria não é novo, mas parece ter entrado no dicionário do mundo da inovação. Uma empresa não consegue mais funcionar somente com 1 motor.

O motor atual está gerando faturamento, valor e negócios para a realidade atual. Porém com uma transformação tão rápida no mundo todo, as empresas precisam encontrar seu motor 2.

Podemos chamar o Motor 1 dessa maneira do motor de INOVAÇÃO INCREMENTAL.

Quais são as características do motor 1?

  1. Pesquisa estruturada para entender o seu cliente interno ou foque no mapeamento dos processos da sua área;
  2. Startups mais maduras são atalhos para melhorias operacionais;
  3. Crie um fast track para se relacionar com startups ou para aprovações de ações de inovação, evitando que o processo fique “emperrado” em alguma área;
  4. Comece pequeno, utilize métodos ágeis de trabalho, faça testes e experimentações.

O motor 2 é aquele que iniciará com um faturamento bem menor mas que estará totalmente adaptado a realidade de negócios digitais.

Temos vistos diversas empresas investirem no motor 1 e 2 e se tornarem ambidestras.

Itaú digitalizando todos os serviços e processos e ao mesmo tempo investindo em centros de inovação como o Cubo e criando apps como o ITI, a plataforma de transferência de valor digital do Itaú.

Ambev que mantém seu desenvolvimento de novos produtos, digitalização de processos e ao mesmo tempo investe em programas de aceleração de startups.

Cinemark que mantém seu negócio focado em uma melhor experiência do consumidor e desenvolve novos formatos digitais.

Podemos chamar o Motor 2 dessa maneira do motor de INOVAÇÃO DISRUPTIVA

Para implementar o motor 2 você deve:

  1. Estudar seu cliente final e focar em pontos que não estão sendo atendidos;
  2. Desenvolver uma solução internamente através de parceiros estratégicos que utilizam metodologias de inovação como o Design Sprint;
  3. Criar conexão com startups early stage, que têm expertise no assunto a ser desenvolvido e flexibilidade de desenvolver algo personalizado e exclusivo;
  4. Focar no resultado a longo prazo;
  5. Alocar uma equipe full time e apartada da operação organizacional existente.

A pergunta que fica é: com qual velocidade será necessário implementar o motor 2?

A resposta que eu posso dar com a própria experiência é…

Ninguém (ninguém mesmo!) cria inovação disruptiva com o tempo que sobra!

E, se você quer entender melhor como ser um profissional mais inovador e acelerar a inovação na sua empresa, conheça a especialização em Inovação e Transformação Digital da Conquer. Você vai aprender a colocar em prática ferramentas e estratégias de profissionais de referência do mercado para utilizar a inovação a seu favor.


Redação por:
Eduardo Albuquerque, Head de Inovação da Conquer.

(originalmente publicado no blog da Escola Conquer, associada Campinas Tech)


Corporate Innovation Forum 2020 ?
O evento que trouxe grandes nomes da Inovação Corporativa o ano passado a Campinas está de volta e com convidados de peso!

Saiba mais e participe!

A importância do Outbound para Startups

Com o surgimento do Inbound marketing, muito se falava a respeito do suposto fim do tradicional outbound. Mas afinal, qual a diferença entre essas duas estratégias?

Foto por Startup Stock Photos no Pexels.

De maneira simplificada, enquanto no inbound você cria condições para o cliente vir até você, com o outbound, a empresa é quem vai até o cliente. O outbound pode ser definido como uma estratégia mais ativa, ou até mesmo agressiva comparada ao inbound, e por vezes visto como um modelo mais clássico.

O objetivo dessa estratégia é expandir de maneira mais eficaz a visibilidade do seu negócio, por meio de diversos métodos tradicionais de marketing como outdoor, publicidade em televisão e rádio, anúncios em redes sociais e muito mais. Ou seja, métodos que você já conhece.

Mas calma, não é fim do outbound. Muito pelo contrário, neste artigo vamos mostrar qual é a importância dessa estratégia para a sua startup no lançamento de um produto!

Quando o assunto é prospecção de clientes, o outbound é visto como uma estratégia ativa de prospecção. Atingindo a pessoa certa, o outbound tem o poder de finalizar o processo de venda mais rápido. E se tem uma coisa que empreendedor gosta, é resultado rápido, não é mesmo?

Um dos maiores desafios das startups, quando lançam um produto novo, é a falta de estudo adequado e análise da concorrência. Afinal, trata-se de um lançamento de algo antes nunca visto no mercado. Desta forma, a melhor alternativa para fazer essa avaliação de forma eficaz, é investindo em outbound.

O contato direto com o público revela os seus interesses, o que faz com que o fechamento do negócio seja mais rápido, mas também deixa evidente quem são as pessoas que não fecharão no momento.

A verdade é que o outbound está mais presente no nosso dia a dia do que podemos imaginar.

Quer saber mais sobre outbound, e como esse método pode contribuir para o sucesso da sua startup?

No dia 11/01, receberemos em Campinas Horacio Poblete e Tatiana Pezoa, empreendedores e co-fundadores da Trustvox, startup líder de mercado na coleta e publicação de reviews do ecommerce, para um workshop sobre outbound para startups. Saiba mais!


Redação:
Kelly Santos, da Campinas Tech.

8ª edição da Conferência Campinas Startups acontece em 22 outubro

Recentemente, Campinas-SP conquistou o posto de cidade mais inteligente e conectada do Brasil na 5ª edição do Ranking Connected Smart Cities, destacando-se em áreas como economia, tecnologia e inovação, empreendedorismo, governança e mobilidade. É nesse contexto que a Campinas Tech realiza, no próximo dia 22 de outubro, a 8ª edição da Conferência Campinas Startups – maior evento de startups do interior.

7ª Conferência Campinas Startups (2018), painel da tarde | Foto: Campinas Tech.

Com o tema central “Se a vida te der limões faça uma startup”, nesse ano o evento apresenta uma dinâmica diferenciada. No período da manhã acontecem 11 trilhas com temas específicos e em locais estratégicos da cidade, como universidades e centros de pesquisa. Dentre os assuntos, os participantes podem escolher acompanhar debates sobre educação empreendedora, aspectos jurídicos para Startups, cultura e desenvolvimento de pessoas, gestão financeira para startups, desenvolvimento (trilha técnica), agritech, empreendedorismo feminino, Indústria 4.0, blockchain, e corporate innovation.

Já no período da tarde, os participantes poderão conferir, no Teatro Iguatemi, painéis inspiradores com speakers renomados e bagagem revolucionadora para a visão empreendedora.

“A Conferência Campinas Startups já é um evento bem conhecido. Estamos na 8ª edição e o nosso objetivo é aproximar startups, grandes empresas e investidores de forma objetiva e clara. A ideia, com o tema desse ano, é que os painéis e debates da tarde sejam bastante voltados para essa questão de como aprender com falhas. Como transformá-las em coisas boas. A expectativa é trazer um conteúdo mais descontraído, abordando, também, o que não fazer”, explicou Omar Branquinho, coordenador do evento e vice-presidente de startups da Campinas Tech. Confira um pouco de como foi a edição passada:

Lançamento: Mapeamento do Ecossistema de Startups

Com o objetivo de reunir de 400 a 500 pessoas no Teatro Iguatemi na tarde do dia 22 de outubro, Branquinho já adiantou uma novidade aos participantes. “Também faremos o lançamento do nosso trabalho de mapeamento do ecossistema na Conferência. Esse é um ponto muito interessante, porque muitos nos perguntam sobre isso, e já estamos envolvidos nessa pesquisa há mais de um ano”.

O questionário aplicado para a produção do mapeamento teve como propósito a identificação das principais dores do ecossistema empreendedor de Campinas com o intuito de, futuramente, realizar a elaboração de políticas públicas voltadas ao fomento de medidas que visem o desenvolvimento socioeconômico da região.

De acordo com o Ranking Connected Smart Cities, em Campinas, quase ¼ de todos os empregos formais são ocupados por profissionais com ensino superior. 5,2% dos empregos formais estão no setor de tecnologia da informação e 94,5% dos empregos estão no setor privado. Já em mobilidade, o aeroporto de Viracopos foi destaque não apenas pelo seu movimento de passageiros, mas também pelo potencial logístico.

Sobre a Campinas Tech

A Campinas Tech é uma comunidade que trabalha em formato de rede com o objetivo de ajudar a jornada empreendedora, através de mentorias, eventos e promovendo encontros de networking. Nessa comunidade encontra-se desde de amadores de empreendedorismo, startups, prestadores de serviços até grandes empresas. Saiba mais explorando nosso site.